5 de junho de 2026

Bolsonaro e Guedes pregam a solução final, por Gilberto Maringoni

Temos um genocida em potencial no terceiro andar do Planalto cercado por uma quadrilha de psicopatas fascistas
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Bolsonaro e Guedes pregam a solução final

por Gilberto Maringoni

A barbaridade externada por Paulo Guedes em Washington tem toda lógica nos dias que correm. Não se trata apenas de uma viúva de Pinochet quem fala. Trata-se de uma declaração de guerra. Ela está intimamente ligada ao projeto ultraliberal de segunda onda.

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As marcas essenciais dessa segunda onda são:

1. É muito mais agressiva que a primeira, nos anos 1990. Ali ainda havia alguma hipocrisia ao se dizer que privatizações e entregas de ativos estatais tinham por objetivo aumentar a eficiência dos serviços públicos e que o dinheiro arrecadado iria para Saúde e Educação. Agora, a entrega é total, incluindo Saúde e Educação, além de petróleo, saneamento, Casa da Moeda etc. Tudo é liquidável.

2. Por sua agressividade e gravíssimas consequências sociais, a nova onda precisa eliminar a democracia. O descontentamento é subversivo. A busca pelo lucro não se importa em financiar uma máquina de moer carne humana. A segunda onda necessita de repressão aberta, com licença para matar, uso de milícias e leis restritivas. Movimento social é classificado como terrorista e pode ser eliminado sem dó.

Para que a segunda onda se implantasse foi essencial dinamitar a economia nacional e aumentar absurdamente o desemprego. Instaurou-se o pânico entre as pessoas e buscou-se quebrar a resistência dos de baixo. Esse foi o fertilizante para o avanço da extrema-direita.

Mas ainda há tempo. A América Latina nos mostra isso. Bolsonaro tem de ser detido. Temos um genocida em potencial no terceiro andar do Planalto cercado por uma quadrilha de psicopatas fascistas.

Gilberto Maringoni

Gilberto Maringoni de Oliveira é um jornalista, cartunista e professor universitário brasileiro. É professor de Relações Internacionais da Universidade Federal do ABC, tendo lecionado também na Faculdade Cásper Líbero e na Universidade Federal de São Paulo.

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4 Comentários
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  1. José Eduardo de Camargo

    26 de novembro de 2019 7:59 pm

    Quando a gigantesca bolha financeira estourar “lá em cima” não haverá regime totalitário que resistirá. Mas antes disso o tarifaço previsto para janeiro será certamente o estopim por aqui como ocorreu no Equador e no Chile.

  2. Jair Oliveira

    27 de novembro de 2019 12:05 am

    A economia não paga as tarifas atuais.

    Se aumentar, então não vão mais pagar nem as atuais e o governo vai colapsar.

    Se o povo fazer greve de impostos, esse governo cai em um mês.

    Só o governo não, cai todos os poderes, inclusive os militares.

    Não precisa de greve. É só para de pagar todos os impostos que eles tomam jeito na cara.

    1. Augusto César de Oliveira Rosa

      27 de novembro de 2019 5:05 pm

      Concordo com vc. Já pensei tbm nisso.
      O problema é o povo que tem medo de aderir.
      A começar pelas contas de luz e água. Depois ipva.
      Internet, tv por assinatura e etc.

  3. peregrino

    27 de novembro de 2019 12:22 am

    O que mais me preocupa é que eles não estão nem aí ou que estão cagando solenemente para o desgaste político…
    isso é coisa de quem tem toda a vontade de mandar matar para se sentir seguro ou se recuperar dos desgastes políticos.

    ou de quem tem garantias, forças e métodos de combate particulares

    não se espantem se a parte boa da federal estourar um grande depósito particular de armas

    ou se espantem muito ao olhar da portaria para dentro

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