Caixa Econômica reduz juros do crédito imobiliário em agosto

No dia 24 de agosto, a Caixa Econômica Federal anunciou a redução nas taxas de juros do crédito imobiliário com recursos da poupança, conhecimento no mercado como Sistema Brasileiro de Poupança e Crédito (SBPE).

 

O presidente da Caixa, Nelson Souza, também afirmou que vai aumentar o percentual do valor para financiar imóveis usados. E vale ressaltar que essas mudanças já começaram a valer.

 

As taxas mínimas passaram de 9% ao ano para 8,75% no caso de imóveis financiados no Sistema Financeiro de Habitação (SFH). Já os juros para imóveis do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) passaram de 10% ao ano para 9,50% ao ano.

 

Além disso, o limite de cota de financiamento de imóveis usados subiu de 70% para 80%. Desta forma as pessoas vão conseguir dar uma entrada menor na aquisição da casa própria e ainda contribui para a retomada de investimentos no setor da construção civil.

 

A ideia de aumentar o limite de financiamento com o FGTS pode ajudar outros bancos privados a iniciar os financiamentos neste setor. Vale lembrar que a Caixa Econômica não possui mais liderança no crédito com recursos da poupança.

 

Para Nelson, a expectativa para o final do ano é que a carteira total de crédito da Caixa chegue no patamar de R$70 bilhões, sendo que mais de 60% sejam de crédito habitacional. Mas, para o crédito imobiliário, especificamente, esperam que alcancem um total de R$440 bilhões até o final do ano.

 

Segundo a Associação das Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip), calcula-se que haverá mais de R$100 bilhões excedentes disponíveis para o financiamento da casa própria nos próximos dois anos.

 

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Apesar de todas essas facilidades, é preciso entender que isto não quer dizer que os imóveis se tornarão investimentos atrativos. É preciso analisar e verificar se não existem outras oportunidades melhores.

 

Antes de investir em imóveis, o interessado precisa entender que este ativo é de renda variável e de baixa liquidez. Isto é, um investimento que não é vendido rapidamente.

 

Segundo alguns especialistas, o risco deste investimento é sobre o mercado, mas não é tão alto como na Bolsa. A pessoa compra um imóvel com um preço hoje e não sabe por quanto vai vender lá na frente.

 

Para aplicar o dinheiro em um ativo com baixa liquidez, é interessante que o investidor tenha uma reserva em investimentos cujo resgate é mais rápido, como CDB que é um tipo de investimento em renda fixa.

 

Caso o imóvel adquirido seja utilizado para locação, é interessante analisar se o aluguel vai conseguir cobrir as parcelas de financiamento. Normalmente essa conta acaba não batendo, por isso a importância de ter uma renda extra ou uma carteira de investimento diversificada.

 

Outro ponto interessante para se observar seria a localização deste imóvel. Acredita-se que isto seria o segredo do mercado financeiro, pois é um fator define a valorização do imóvel. Além disso, é interessante avaliar se o imóvel é próximo de comércio, escolas e áreas de lazer.

 

Para finalizar, se você pretende atingir uma grande parcela da população, o interessante seria avaliar a faixa de preço do imóvel. Pois, se o investimento for em alto padrão, vai alcançar uma pequena parcela da população no momento da locação ou venda.

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