Cancelamento de acordo com Boeing derruba ações da Embraer

Papéis da empresa chegaram a cair 14% no começo do dia; empresa diz que buscará “todas as medidas cabíveis” contra os danos sofridos

Foto: Reprodução

Jornal GGN – As ações da empresa brasileira Embraer operam em queda no mercado brasileiro, devido ao cancelamento do acordo de compra da área de ação civil pela Boeing, anunciado no último sábado.

O papel EMBR3 opera em baixa de 7,13% na Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo, negociado a R$ 7,68. Contudo, a ação da empresa chegou a ter sua negociação paralisada por cinco minutos na parte da manhã, depois de cair 14%.

Segundo informações do jornal Folha de São Paulo, a Boeing rescindiu o contrato com a Embraer porque a empresa brasileira não teria atendido a todas as obrigações necessárias para separar sua linha de aviões regionais.

O acordo entre as empresas era costurado desde 2017 e elas tinham até a meia-noite da última sexta (24) para fechá-lo acordo em termos técnicos, o que não ocorreu.

Em fato relevante divulgado no sábado, a Embraer afirmou que “buscará todas as medidas cabíveis contra a Boeing pelos danos sofridos como resultado do cancelamento indevido e da violação do MTA (Acordo Global da Operação)”.

“A empresa acredita que a Boeing adotou um padrão sistemático de atraso e violações repetidas ao MTA, devido à falta de vontade em concluir a transação, sua condição financeira, ao 737 MAX e outros problemas comerciais e de reputação”, diz a companhia.

 

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3 comentários

  1. Caríssimos cidadãos brasileiros, tem mal que vem para o bem. Acho que a decisão mais correta, do ponto de vista político e moral, para esse governo apaixonado pelos americanos e ao mesmo tempo, oportunidade providencial para corrigir parte da besteira que fez, porque, foi ele que autorizou o negócio, será, botar a empresa compradora nos tribunais, cobrar corrigido a dívida e agregar em valor em dólares, aos possíveis prejuízos que a empresa brasileira possa ter tido durante a negociação, até agora.
    O passo seguinte, imagino, seria estatizar a empresa em pelo menos 60% e, pagar aos parceiros privados o que lhe cabem.
    Feito isso, diagnosticar a empresa, identificando seus pontos fortes e fracos, definir uma estratégia de correção desses pontos fracos e incluir essa empresa num Projeto Aero Espacial com Visão de Futuro, de um Brasil Soberano e Independente, aberto a parcerias de transferência tecnológicas para o Brasil, com países amigos mas, sem alinhamento ou subjugação a nenhuma potência mundial.
    O Brasil, independente e soberano, tem recursos humanos, tecnológicos, financeiros e materiais, para sonhar e perseguir, por si próprio, a realização de seu sonho.
    Não esqueçam, após a pandemia, a situação de poder no mundo, deve ser muito diferente do que conhecemos agora. Sonhemos é, aproveitemos o ensejo, para reaver também, a outra negociata impopular, de entrega da Base Aeroespacial de Lançamentos de Foguetes de Alcântara. Nação nenhuma, que acredita em si, entrega ao estrangeiro seus recursos estratégicos e tecnológicos, sem que se arrependa mais tarde.
    São as nossas considerações e sugestões ao tema.
    Sebastião Farias
    Um brasileiro nordestinamazônida

  2. Multa baixa
    Pelo disposto no MTA a multa pode chegar no máximo a US$ 600 M, claro que cabe arbitragem ou mesmo um longo e caro processo judicial nos Estados Unidos, como estipulado na origem. E não precisa ser um genio para saber de qual lado a justiça decidirá.
    Até hj não compreendo porque colocam como data das negociações 2017, este assunto já rodava desde 2015 qdo a Boeing abriu um centro de pesquisas em SJCampos.
    Já com o C-390 Millenium ( nome atual do KC-390 ) vende-lo não esta dificil, mas quase impossivel, mesmo com apoio da Boeing – que existe já antes do MTA – a falta de financiamento da venda, somada a concorrência do LM 130J e versões modernizadas ou não dos C-130H oferecidas pelo governo americano a preço subsidiado (FMS) são barreiras graves, e sempre podemos recordar que historicamente excelentes projetos/sistemas desenvolvidos na area de defesa/aeroespacial fracassaram no mercado.

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