Caos em Manaus: “É obrigação apoiar os brasileiros”, diz Venezuela

Em meio a inércia do governo federal sobre a crise em Manaus, países foram acionados para prestar socorro. Venezuela, mesmo sendo alvo dos ataques de Brasília, assegurou que irá fornecer oxigênio aos amazonenses

Foto: Bruno Kelly/Reuters

Jornal GGN – Mesmo sendo alvo de ataques da gestão de Jair Bolsonaro (sem partido), o governo venezuelano de Nicolas Maduro afirmou que é “uma obrigação apoiar o povo brasileiro”, em meio ao colapso do sistema de saúde de Manaus, no Amazonas. A declaração foi dada pelo chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, em entrevista à coluna de Jamil Chade, no Uol

Ontem, dezenas de pacientes amazonenses infectados pela Covid-19 morreram devido à falta de oxigênio nos hospitais de Manaus. O insumo é o mais importante para o tratamento dos casos graves da doença

Em meio a inércia do governo federal sobre a crise no estado, países foram acionados para prestar socorro. “Por instruções do presidente Nicolás Maduro, conversamos com o governador do estado do Amazonas, Wilson Lima, para disponibilizar imediatamente o oxigênio necessário para atender o contingente de saúde em Manaus. Solidariedade latino-americana acima de tudo!’, escreveu Arreaza nas redes sociais, ontem. 

Hoje, ele explicou à coluna de Chade que os cilindros serão enviados do Brasil para que sejam abastecidos na Venezuela e retornados para Manaus. “O Brasil vai enviar os cilindros para buscar o gás”. Ainda, questionado sobre quando isso ocorreria, ele foi claro: “quando queiram”. 

Arreaza também deixou claro que as investidas do governo Bolsonaro contra Caracas não impediram de atender ao pedido por ajuda. “Em política, a tolerância ideológica é fundamental. Ideologizar as relações internacionais é um erro”, destacou. 

“O respeito à diversidade é essencial. A solidariedade é um princípio do bolivarianismo e do socialismo”, disse. “”Humanidade acima de tudo. Muito mais entre povos fraternais e vizinhos. É uma obrigação para nós apoiar o povo brasileiro”, completou.

Ainda, “a coluna consultou o Itamaraty para saber se o governo brasileiro irá soltar alguma nota de agradecimento pelo oferecimento de Caracas. Por enquanto, não houve resposta”, escreveu Chade.

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