Caso Queiroz acelera pedido de impeachment em discussão na OAB

Bolsonaro acumula dezenas de pedido de impeachment na Câmara, mas até agora a OAB vinha se mantendo dividida sobre o processo

Jornal GGN – É destaque na coluna de Mônica Bergamo nesta segunda (22) que a discussão sobre a apresentação de um pedido de impeachment contra Jair Bolsonaro na OAB foi acelerada pela prisão do ex-assessor Fabrício Queiroz, investigado pelo esquema de rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro.

Com a prisão de Queiroz, na semana passada, o Ministério Público reiterou perante a opinião pública a ligação da família Bolsonaro com milicianos. Flávio tinha esposa e mãe do ex-capitão Adriano da Nóbrega trabalhando na ALERJ. Além disso, o MP afirmou que mesmo “desaparecido” no último ano, Queiroz mantinha influência sobre as milícias do Rio, incluindo Rio das Pedras.

Bolsonaro acumula dezenas de pedido de impeachment na Câmara, mas até agora a OAB vinha se mantendo dividida. Uma ala acredita que é preciso ir com cautela apesar de já existirem motivos de sobra para o afastamento.

“O envolvimento, no escândalo, de pessoas acusadas de ter conexão com milícias é vista como ‘fundo do poço’ por diretores da ordem, que agora enxergam fatos concretos para embasar um pedido de afastamento de Bolsonaro”, narrou Bergamo.

Segundo a jornalista, a OAB agora vai ouvir as 27 seccionais sobre a formalização do impeachment de Bolsonaro. “A decisão final caberá ao plenário do conselho federal, formado por 81 integrantes — três de cada estado e o Distrito Federal, que são eleitos diretamente em cada unidade da federação”, explicou.

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