Catarina e Jariri – uma paixão sobre-humana

Néja, entoncis, tomô a palavra:

– Ieu tô tão indiguinada co num seio o qui dizê. Eisse mundu é muitu injustu. A justiça acabô, se ié qui éila um dia éxistiu, num éxiste maisi. A jienti só quiria viver bem i in paz, maisi nem uilsso us poderosus deixam. A história du mundu ié a história dus ricus contra us póbres. Us ricus jógam sujo, cum armas sujas i u córassão di piédra. Ieu num achu qui são seres humanos, são démonhos baxadus na tiérra pá próvocá dor i sofrimento. Nunca istão saltisfeitus co dinero qui eiles têm, quierem maisi i maisi, a custa da miséria du puóvo. Uilsso um dia irá acabá.

Incuantu Néja falava, muitos cumessaru a chórar. Una fumaça branca principiô a saí da fugueira in direção ao céu noturnu. I éissa fumaça branca qui disprendia fazia cum qui tudos eiles olhassem para u céu, a vê padondi éila ia. I a fumaça subia, subia, si dismanchano lá no alto cum os desenhos qui fórmava.

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