10 de junho de 2026

Chefe do FBI no Brasil quer avançar em “leis e parcerias” contra cibercrimes

Agente do FBI acusa China e Russia de patrocinarem os principais ataques hacking no mundo e anuncia "mudança de mentalidade" que envolve o Brasil

Jornal GGN – O Brasil sediou em setembro a quarta edição do evento Cyber Security Summit Brasil. Transmitido pela internet, o seminário foi encerrado pelo chefe de operações do FBI no Brasil, David Brassanini, que acusou a China e a Rússia de serem os principais governos por trás de ataques cibernéticos.

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Brassanini aproveitou para anunciar uma “mudança de mentalidade” no FBI, que agora está interessado em avançar com “leis e parcerias”, inclusive no Brasil, para enfrentar as “ameaças cibernéticas” do mundo.

O chefe do FBI no Brasil comentou no evento o desejo de construir “forças de trabalho” com agências privadas e governamentais: “Dentro de FBI, estamos encontrando novas maneiras de cumprir a missão que temos: manter o nosso pessoal seguro, os cidadãos e a estrutura nacional. As ameaças não param, mas estamos acostumados com isso dentro do FBI. Quando as coisas ficam difíceis nós nos adaptamos, inovamos e evoluímos. Precisamos sempre adotar uma abordagem empresarial que envolve agências governamentais, privadas, pesquisadores e organizações sem fins lucrativos em todos os países do mundo. E temos que usar as nossas perspectivas e forças de trabalho para um propósito comum, de manter nossos povos seguros e famílias protegidas, confiantes em um mundo conectado digitalmente”, expressou  chefe de Operações.”

Diz o release enviado à imprensa nesta segunda (5):

(…)

Brassanini explica que o FBI tem focado em parcerias de todos os níveis.

(…)

Em conformidade com David, é comum encontrar um governo por trás das ações de hackers, o que dificulta o trabalho do FBI. O oficial contou que recentemente as ameaças mais perigosas da área cibernética foram direcionadas do governo chinês e do governo russo, contra a propriedade intelectual  e contra a infraestrutura crítica, respectivamente.

“Não é só contra os Estados Unidos, outros países também são alvos do direcionamento desses ataques cibernéticos. Esses grupos são grandes, cada vez mais sofisticados e muito perigosos”, alertou. 

Segundo o oficial, a nova estratégia do FBI visa impor mais riscos e consequências aos adversários cibernéticos, tornando a ação destes hackers criminosos mais difícil e dolorosa. “Eles precisam saber que podem ser punidos e a melhor maneira de fazer isso é avançando nossas autoridades, nossa legislação, multas e parcerias, usando isso a serviço da comunidade cibernética”, comentou Brassanini.

Na visão de David, a estratégia de firmar parcerias é uma mudança de mentalidade que o FBI quer desenvolver a favor da inovação, adaptação e evolução que ajudará a agência a enfrentar ameaças cibernéticas.

O site CanalTech também fez um artigo sobre a passagem do chefe do FBI no Brasil no evento. E destacou a seguinte fala de Brassanini:

“Nossa estratégia, em poucas palavras, é impor riscos e consequências aos adversários cibernéticos. Queremos tornar mais difícil e doloroso para que os criminosos façam o que eles fazem. E a melhor maneira de fazer isso é avançando em nossas legislações e nossas parcerias duradouras, inclusive no Brasil. É uma mudança que queremos desenvolver, pois existe uma inovação que ajuda a todos nós a evoluir para enfrentar esses riscos”, finaliza.

Do lado do Brasil, quem também palestrou no evento foi o coronel Arthur Sabbat, diretor do Departamento de Segurança da Informação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI-PR). Ele falou sobre a “Estratégia Nacional de Segurança Cibernética”.

“De acordo com as informações divulgadas, o plano cria um sistema federal de gestão de incidentes cibernéticos para compartilhar informações, tendências, ferramentas de segurança, tendências de ameaças cibernéticas, lições aprendidas, especialistas na área de segurança cibernética, prevenção, tratamento e respostas a incidentes cibernéticos.”

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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6 Comentários
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  1. peregrino

    5 de outubro de 2020 12:33 pm

    O mundo inteiro já sabe que quando as coisas ficam difíceis eles compram os locais do país alvo…
    não seria o Brasil atual a fugir disso

    1. andre rs t

      5 de outubro de 2020 3:00 pm

      segundo o FBI os EUA não espionam ninguem: espionar é coisa de russo e chines.
      haja oleo de peroba para untar essa cara de pau
      Os EUA sabem mais sobre nós mesmo e sobre nossas riquezas e planos do que nós mesmos e por isso foram vitoriosos no golpe de 2016 e tomaram de posse desse pais de uma vez por todas, o que não seria possivel espionando : por isso chineses e russos tem suas proprias plataformas digitais: estão certos

      1. peregrino

        5 de outubro de 2020 4:11 pm

        o golpe foi apenas a confirmação de que a melhor espionagem nunca deixou de ser a que propicia muitas informação sobre instituições e pessoas do país alvo

        pior é que esta merda é tão antiga; é assim que identificam possíveis traidores da pátria alvo

        com estas novas plataformas digitais não há como uma informação sair do país alvo sem ser perfeitamente aberta e digitalizada, em todos os sentidos, no seu ponto de origem. Muito mais uma proteção interna do que qualquer outra coisa

  2. euclides de oliveira pinto neto

    5 de outubro de 2020 12:36 pm

    Será que ele pretende oficializar o trabalho do Sejumoro aqui no Brasil ? Aproveita que ele está desempregado e faz uma proposta de trabalho – agora, oficialmente…

  3. Paulo

    5 de outubro de 2020 12:51 pm

    Acredito como se fosse verdade.
    Ele, ao dizer q China e Rússia estão atrás da maioria dos ataques ciberneticos, se esqueceu de mencionar os EUA.

  4. vera venturini

    5 de outubro de 2020 12:58 pm

    Vem firme que a porta está arrombada. E sequer tem oposição para trazer qualquer empecilho ao domínio total dos americanos. Ou como disse a Dilma quanto Putin a avisou que os protestos estavam sendo conduzidos pela máquina americana: “não somos como a Russia. Aqui somos um país democrático e permitimos manifestações”

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