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  1. Marvel
    Scorsese declarou no início de outubro, na revista Empire, que não assiste aos filmes da Marvel. Admitiu ter tentado, “mas isso não é cinema” afirmou. “Honestamente”, disse ainda, “por mais bem-feitos que sejam, com atores fazendo o melhor possível levando em conta as circunstâncias [esses filmes] parecem parques temáticos. Não é o cinema de seres humanos tentando transmitir experiências emocionais e psicológicas para outro ser humano.”
    Duas semanas depois, Coppola foi além: “Martin estava sendo gentil quando disse que não é cinema. Ele não disse que é ‘desprezível’. É isso que eu digo.”
    Entre outras manifestações favoráveis a Scorsese a de Ken Loach se destaca: “Eles [os filmes da Marvel] são como commodities… como hambúrgueres. Trata-se de fazer uma mercadoria que dará lucro para uma grande corporação. Eles são um exercício cínico. São um exercício de mercado que não tem nada a ver com a arte do cinema.”
    Owen Gleiberman-“Martin Scorsese e Francis Ford Coppola estão certos sobre a Marvel?”
    “[…] à sua maneira pretensiosa e insatisfeita – no-que-o-mundo-está-se-tornando? – ambos prestam um serviço incrível à cultura cinematográfica americana. Na minha maneira de ver, eles colocaram essa tese no centro do debate, apostando sua credibilidade em defesa de um argumento que desafia radicalmente o status quo. E, em vez de nos preocuparmos com eles, devemos todos fazer uma longa pausa e ouvir o que eles estão dizendo. Porque não se trata na verdade de rebaixar os filmes da Marvel. Trata-se de perguntar o que queremos que nossa cultura popular seja no futuro.”
    Para Gleiberman “se o sentido profundo da palavra cinema for sinônimo de espetáculo de imagens em movimento”, como propôs Renoir, “Scorsese e Coppola estão errados”. Mas “o que eles estão dizendo se resume na verdade a outra palavra. A palavra é mistério. O problema da nossa cultura de blockbusters, e não apenas dos filmes da Marvel, é não ter nenhum mistério. Nenhum mesmo. Está tudo na superfície. O que você vê é o que você recebe. Enquanto o cinema, tal como se manteve por cem anos, representa um universo no qual as histórias vibram com uma realidade emocional e psicológica que transcende o projeto do filme a que estamos assistindo. Cinema é sobre o que acontece em um filme bem à sua frente, mas é também sobre o que acontece nas entrelinhas. É sobre um lugar onde o que o filme traz para o público encontra o que o público traz para o filme – uma zona sagrada do espírito e de empatia, onde a identificação que você sente com um personagem o leva a um lugar desconhecido”.
    A pergunta de Scorsese e Coppola é elementar, escreve Gleiberman: “Nós queremos uma cultura cinematográfica […] em que tudo é programado e digitalizável, sem níveis ocultos, de maneira que os filmes não reflitam mais o mistério existente em nós mesmos? […] Em vez de condenar o que Scorsese e Coppola disseram, talvez devêssemos pensar um pouco sobre a razão” que os levou a criticar os filmes da Marvel, ele conclui.

  2. Promotora do MP-RJ que desmentiu porteiro é bolsonarista militante

    A promotora do MP- RJ, Carmen Carvalho, que desmentiu o depoimento do porteiro que citou Bolsonaro no assassinato de Marielle, é bolsonarista militante. Em várias postagens nas redes ela deixa claro seu viés ideológico e chegou ao ponto de tietar o deputado Rodrigo Amorim (PSL-RJ), que quebrou a placa de Marielle durante manifestação fascista

    https://www.brasil247.com/poder/promotora-do-mp-rj-que-desmentiu-porteiro-e-bolsonarista-militante

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