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10 comentários

  1. Gilmar Obscurantista
    Jornal do Brasil

    http://m.jb.com.br/pais/noticias/2015/09/18/gilmar-mendes-nao-e-ministro-e-articulador-de-forcas-obscurantistas-diz-representante-da-oab/

    “Gilmar Mendes não é ministro, é articulador de forças obscurantistas”, diz representante da OAB
    Eduardo Miranda, Jornal do Brasil
    18/09 às 18p5 – Atualizada em 18/09 às 19h01

    O secretário da Comissão Especial de Mobilização de Reforma Política do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Aldo Arantes, comentou as declarações do ministro do STF Gilmar Mendes. Gilmar disse, nesta sexta-feira (18), que o governo atual é uma cleptocracia, ainda repercutindo o veto do Supremo ao financiamento empresarial de campanha.

    “Gilmar Mendes não é ministro, ele é articulador político das forças mais conservadoras e obscurantistas do Brasil. Ele não representa a sociedade, 70% dela é contra o financiamento de campanha por empresas. O senhor Gilmar Mendes, articulado com Eduardo Cunha (presidente da Câmara), foi majoritariamente derrotado”, criticou Arantes.
    Arantes: Gilmar está articulado com Cunha
    Arantes: Gilmar está articulado com Cunha

    O representante da OAB rebateu o argumento do ministro de que a “governança corrupta” do PT está relacionada à defesa “com tanta força das (empresas) estatais”. Ele esclareceu que a Adin (Ação direta de inconstitucionalidade) proposta pela OAB no Supremo é contra qualquer tipo de financiamento de pessoa jurídica, seja a empresa pública ou privada.

    Arantes chamou os argumentos de Gilmar Mendes de falaciosos, como o que o veto à participação de empresas no processo eleitoral abrirá as portas para a prática do “caixa dois”. O representante da OAB afirmou que a entidade iniciará um movimento pela fiscalização rigorosa das contas de campanhas, candidatos e partidos.

    A direção do Partido dos Trabalhadores afirmou que não comentaria as declarações do ministro do Supremo.

    Ontem, no plenário da Câmara, o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) anunciou que entrará, em conjunto com outros parlamentares, com um pedido de impeachment do ministro do Supremo. Damous é ex-presidente da OAB-RJ. “Gilmar Mendes deve lavar a boca antes de falar da Ordem dos Advogados do Brasil. Todos os requisitos para uma possível propositura contra o ministro estão dados, ele é um atentado à democracia”.

    Wadih disse, ainda, que o ministro deveria esclarecer publicamente e prestar contas sobre um instituto de direito que seria seu. “Que ele dê esclarecimentos sobre seu instituto de direito público, dizer quais são os órgãos públicos com os quais ele tem convênio e prestar contas sobre a administração daquele instituto, que é muito mal afamado aqui em Brasília”.

  2. Gilmar Obscurantista
    Jornal do Brasil

    http://m.jb.com.br/pais/noticias/2015/09/18/gilmar-mendes-nao-e-ministro-e-articulador-de-forcas-obscurantistas-diz-representante-da-oab/

    “Gilmar Mendes não é ministro, é articulador de forças obscurantistas”, diz representante da OAB
    Eduardo Miranda, Jornal do Brasil
    18/09 às 18p5 – Atualizada em 18/09 às 19h01

    O secretário da Comissão Especial de Mobilização de Reforma Política do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Aldo Arantes, comentou as declarações do ministro do STF Gilmar Mendes. Gilmar disse, nesta sexta-feira (18), que o governo atual é uma cleptocracia, ainda repercutindo o veto do Supremo ao financiamento empresarial de campanha.

    “Gilmar Mendes não é ministro, ele é articulador político das forças mais conservadoras e obscurantistas do Brasil. Ele não representa a sociedade, 70% dela é contra o financiamento de campanha por empresas. O senhor Gilmar Mendes, articulado com Eduardo Cunha (presidente da Câmara), foi majoritariamente derrotado”, criticou Arantes.

    Arantes: Gilmar está articulado com Cunha

    O representante da OAB rebateu o argumento do ministro de que a “governança corrupta” do PT está relacionada à defesa “com tanta força das (empresas) estatais”. Ele esclareceu que a Adin (Ação direta de inconstitucionalidade) proposta pela OAB no Supremo é contra qualquer tipo de financiamento de pessoa jurídica, seja a empresa pública ou privada.

    Arantes chamou os argumentos de Gilmar Mendes de falaciosos, como o que o veto à participação de empresas no processo eleitoral abrirá as portas para a prática do “caixa dois”. O representante da OAB afirmou que a entidade iniciará um movimento pela fiscalização rigorosa das contas de campanhas, candidatos e partidos.

    A direção do Partido dos Trabalhadores afirmou que não comentaria as declarações do ministro do Supremo.

    Ontem, no plenário da Câmara, o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) anunciou que entrará, em conjunto com outros parlamentares, com um pedido de impeachment do ministro do Supremo. Damous é ex-presidente da OAB-RJ. “Gilmar Mendes deve lavar a boca antes de falar da Ordem dos Advogados do Brasil. Todos os requisitos para uma possível propositura contra o ministro estão dados, ele é um atentado à democracia”.

    Wadih disse, ainda, que o ministro deveria esclarecer publicamente e prestar contas sobre um instituto de direito que seria seu. “Que ele dê esclarecimentos sobre seu instituto de direito público, dizer quais são os órgãos públicos com os quais ele tem convênio e prestar contas sobre a administração daquele instituto, que é muito mal afamado aqui em Brasília”.

  3. E FHC continual soltinho da silva

    Da série “os grandes golpistas do século XX”. O pior é que eles querem voltar.

    O FHC desenhado por Palast, por Ana Cláudia Dantas

     

     sab, 19/09/2015 – 03:00Atualizado em 19/09/2015 – 03:00 – Publicado no  Blog do Nassif

    Por Ana Claudia Dantas, especial para o GGN

    Um artigo meu, publicado pela GGN, acabou por causar desconforto para os administradores do veículo e, pensando bem, é compreensível, já que se trata de uma espécie de resenha do trecho de um livro de Greg Palast, um jornalista investigativo norte americano, dado a descobrir e levar a conhecer escândalos financeiros que, na publicação em pauta, um livro de mais de 400 páginas, dedicou quatro páginas para falar de um episódio da história do Brasil, que considera escandaloso, cujo personagem central é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

    Palast está longe de ser um escritor suave, ao contrário, ele começa o parágrafo em que introduz a passagem brasileira, na página 347, dizendo: “arrastei você [o leitor] para a América Latina e para minhas células da memória confundidas pela pinga.” Em seguida ele fala: “O Brasil como a Grécia, abriu seus bancos para a felicidade de Nova York, de Londres e dos financistas suíços. No momento em que isso aconteceu, o dinheiro fluiu para comprar os ativos de um país rapidamente e por um preço barato”, e depois compara o governo de FHC a uma festa, como alguém que vende a sua casa e dá uma festa, mas quando acaba, não há mais casa para se abrigar.

    A linguagem e as analogias de Greg Palast são responsáveis pelo tom enfático do escritor, mas no livro há fotos comprobatórias daquilo que ele escreve, e mais documentos ele mantém expostos no seu site para que não reste dúvida da veracidade do que está falando, mesmo com uma memória confundida pela pinga. 

    Ele conta que, já tendo prejudicado o Brasil nessa dimensão, FHC pediu mais empréstimo para o FMI para ser usado na sua reeleição. “Robert Rubin não samba, mas o secretário do Tesouro dos EUA conhecia a dança brasileira e era mais eficaz do que Mendelson. Ele e seu sucessor, Summers, arrumaram um empréstimo de $41 bilhões para o Brasil […] FHC derrotou Lula, e então, apenas 15 dias após as eleições, o Tesouro dos EUA deixou a moeda brasileira despencar, as taxas de juros subiram novamente e a economia foi para o inferno” disse Palast, ilustrando seu texto com uma fotografia do documento confidencial que comprova a transação.

    Para pagar o empréstimo FHC teve de fazer uma privatização “em queima de estoque”. “Os banqueiros tentaram aplicar o mesmo golpe em 2002, quando Lula enfrentou José Serra. Desta vez foi oferecida outra linha de crédito do FMI: O Brasil teria de entregar seus bancos estatais para os financistas privados” contou o jornalista afirmando que o acordo confidencial contem 60 e poucas páginas e está assinado por FHC. Mas Lula ganhou as eleições e “mandou o FMI enfiar os acordos”, disse Palast, “ao invés de implorar por restos para os financistas internacionais, ele abriu os cofres do banco estatal e emprestou mais de meio trilhão de dólares para fábricas, fazendas infraestrutura — mas nenhum real para derivativos, aquisições hostis ou CDOs”.

    Imagino que, de fato, este artigo seja motivo de mal estar, afinal a publicação de Greg Palast, da qual estou falando, data de 2014, o que significa que nós, brasileiros, levamos mais de quinze anos sem saber dessa história.

     

  4. Tucanos pressionam PMDB a assumir liderança do impeachment

     

    DANIELA LIMA
    DE SÃO PAULO

    Folha 

    A cúpula do PSDB mandou um recado direto ao vice-presidente Michel Temer (PMDB) na semana passada, às vésperas de sua viagem à Rússia. Disse que o impeachment da presidente Dilma Rousseff só ocorrerá se o PMDB, principal beneficiário do afastamento precoce de Dilma, assumir a liderança do processo.

    Segundo a Folha apurou, a mensagem foi repassada ao vice-presidente por três líderes do PSDB: o senador Aécio Neves (MG), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador José Serra (SP).

    Aécio falou com Temer no último dia 11, antes de o vice viajar para o exterior. Procurados pela Folha, tanto o senador mineiro como a assessoria de Temer disseram que os dois falaram pelo telefone e que o assunto foi um projeto de lei que permite trocas de partido antes das eleições municipais do próximo ano.

    No mesmo dia, à tarde, Temer recebeu Serra em sua residência, em São Paulo. Segundo o senador, eles conversaram sobre a situação econômica e a crise política apenas “genericamente”. Serra e o vice-presidente são amigos.

    Aliados de Aécio, FHC e Serra dizem que os três concordam com a ideia de que o PSDB não pode ser o condutor do processo de impeachment, e que o partido só deve assumir posição de protagonismo se for chamado a debater publicamente a situação política e os rumos do país.

    O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, outra liderança influente do partido, também prefere a cautela, segundo aliados. Ele teme que, se o partido não calcular seus movimentos com cuidado, acabe dando à presidente Dilma a chance de se apresentar como vítima diante da crise.

    Numa conversa recente com um aliado, Aécio disse que ele e Fernando Henrique estão fechados com essa tese e emendou: “Se nos convidarem para conversar às claras, à luz do dia, não há como negar. Mas não vou, na calada da noite, fazer conversas sobre o desfecho da crise”.

    Segundo esse aliado, o senador avaliou que seu partido só terá legitimidade para debater abertamente o suporte a um eventual governo Temer depois que o peemedebista fizer um “pronunciamento firme de que a nação precisa de uma nova fase”.

    “Se ele fizer isso, eu e o Fernando Henrique seremos os primeiros a sentar na mesa, porque não jogamos contra o país”, afirmou Aécio, segundo o aliado. Serra, o líder tucano mais próximo de Temer, teria feito a mesma avaliação.

    QUEM PISCA

    Esse entendimento está orientando a atuação da chamada tropa de choque da oposição, deputados mais jovens que participam mais ativamente do grupo que trabalha para que a Câmara aceite discutir em breve um dos vários pedidos de impeachment apresentados contra Dilma.

    Segundo esses deputados, Aécio os tem orientado a continuar ao lado dos que defendem o afastamento de Dilma, “mas nunca na primeira fila”, como disse numa conversa recente com um deles.

    Do lado do PMDB, os mais próximos do vice-presidente dizem que não se deve esperar dele nenhum movimento incisivo. “Ele chegou onde chegou sendo cauteloso e não vai mudar”, diz um aliado.

    Sempre que é cobrado sobre o assunto, Temer diz que não quer a pecha de conspirador ou golpista. Por isso, alguns dos principais nomes de seu partido no Senado e na Câmara advogam que seja a oposição, em especial Aécio, o principal vetor para deflagrar o afastamento de Dilma.

    Aliados do tucano dizem que ele descarta a hipótese. Aécio não vai baixar o tom das críticas ao governo, mas manterá o discurso de que o impeachment, mesmo legal, exige cautela e base jurídica.

    Em tom irônico, um parlamentar do PSDB afirmou que “eles não podem esperar que o Michel, sem voto, com o fantasma da Lava Jato rondando o PMDB, ganhe a cadeira sem botar as caras”. Integrantes de outros partidos de oposição, como o DEM, têm a mesma posição. 

  5. Mino Carta fala sobre impeachment e FHC

    [video:https://youtu.be/q0lLWOwaDCc%5D

    Carta Capital

    FHC e os pedidos de impeachment da presidenta Dilma Rousseff são os temas da conversa entre o redator chefe de CartaCapital, Mino Carta, e o editor de mídia-online, Lino Bocchini.

    “Outra figura que me encanta no presente momento, é o Fernando Henrique Cardoso. Quer dizer, me encanta há tempos, porque é realmente uma figura notável na sua capacidade de desfaçatez e hipocrisia, não é? excepcional, excepcional. Ele agora virou o oráculo da política brasieira, o oráculo de Delphos, muito grego aliás, o pensamento dele é bastante grego. Agora, como presidente da república, ele foi comprador de votos no parlamento para reeleição, por exemplo. Comandou as privatizações nativas que foram a maior bandalheria e roubalheira da história do Brasil.

    Depois ele praticou o estelionato eleitoral extraordinário, porque, para conseguir a eleição, graças a compra de votos no parlamento, ele partiu para a reeleição e, ao longo da campanha, defendeu a estabilização, a bandeira dele foi a bandeira da estabilização. Doze dias depois de empossado no segundo mandato, ele desvalorizou o real e quebrou o Brasil. Ele já tinha quebrado o Brasil outras vezes, o total do desempenho dele verifica três falências nativas, três, não uma, três.

    Ao cabo dessa aventura presidencial, entregou ao Lula um  país endividado até os olhos, talvez até a raiz dos cabelos e as burras totalmente vazias.

    Eu acho que se houvesse alguém muito qualificado, além do Fernando Collor, para que se aventasse o impeachment foi o Fernando Henrique Cardoso que hoje está aí dizendo que a Dilma, no fundo, ela está a perigo porque um mal governo, um governo desastrado como o dela pode ser punido com o impeachment.”  diz Mino Carta sobre Fernando Henrique Cardoso

  6. A Lava Jato do PIG está destruindo o Brasil

    Engenheiros denunciam: Lava-Jato está promovendo o desmonte da indústria nacional

    http://www.ocafezinho.com/2015/09/18/engenheiros-denunciam-lava-jato-esta-promovendo-o-desmonte-da-industria-nacional-do-petroleo/

    18 setembro 2015 ——

    Estamos diante de um sinistro ataque ao Brasil.

    A operação Lava Jato, sob pretexto da necessária luta contra a corrupção, está promovendo um desmonte das grandes empresas nacionais de engenharia.

    É o que denuncia a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros.

    Sob aplausos de uma multidão manipulada pelos meios de comunicação, o Ministério Público e o Judicário mais caros do mundo estão solapando a economia nacional, destruindo empregos e empresas estratégicas.

    E tudo isso para que?

    Para combater a corrupção?

    Não.

    O combate à corrupção é movido pelo espírito do interesse público. Pelo desejo de defender o interesse público. Se o combate à corrupção se politiza a tal ponto em que o interesse público fica em segundo plano, então não estamos mais diante de uma combate genuíno à corrupção, e sim diante de uma conspiração judicial que manipula os instrumentos de uma investigação verdadeira, na qual foram apurados atos verdadeiros de corrupção, para atingir um objetivo político escuso. Tão escuso que se abandona qualquer prudência, qualquer cuidado em relação ao interesse nacional, apenas para obter os aplausos efêmeros de uma mídia decadente e golpista.

    Juízes, delegados e procuradores, protegidos pela estabilidade de seu emprego, desfrutando dos mais altos salários do serviço público, estão destruindo empresas nacionais.

    Com apoio da mídia, naturalmente, que blinda e abafa todos os abusos da operação, que omite todos os indícios de que a estão transformando numa caça às bruxas, que estão usando uma estratégia de terrorismo econômico, derrubando a economia brasileira com vistas a promover uma ruptura política antidemocrática.

    Consultoras independentes já estimaram que a Lava Jato custará mais de R$ 140 bilhões à economia brasileira, para só falar de números. Mas se saírmos dos números, se pensarmos nas grandes estratégias econômicas do país, então o prejuízo é ainda maior.

    E a mídia ainda fica alardeando que haverá “recuperação” de 1 bilhão de reais, uma gota no oceano dos prejuízos causados à economia brasileira.

    É muito sintomático que, à medida que a crise econômica se aprofunda, o juiz responsável pela Lava Jato demonstra mais e mais euforia com seu trabalho sujo, tirando selfies entusiasmadas com pessoas ingênuas, manipuladas por uma imprensa historicamente descomprometida com os interesses nacionais.

    Uma imprensa que não representa o interesse das empresas nacionais, uma imprensa que é antes um braço do imperialismo, como tem demonstrado ser desde a década de 50, sempre, sempre, sempre se posicionando contra o interesse do povo brasileiro, sempre contra a democracia, e sempre a favor de interesses obscuros do capital estrangeiro.

    A Lava Jato está promovendo um massacre no emprego da engenharia nacional.

    Dessa vez, cumpriremos aqui no Brasil a profecia de Spengler sobre o poder diabólico de manipulação da imprensa massificada.

    A opinião pública vai sendo conduzida, qual um bando de zumbis desorientados, na direção de seu próprio abismo.

    E o governo, acuado pelo massacre diário, e que nunca entendeu a importância de desenvolver instrumentos eficazes de comunicação, é obrigado a baixar a cabeça e a elogiar aqueles mesmos que minam a economia brasileira.

    Em nome de um republicanismo mal ajambrado, um republicanismo despolitizado, um republicanismo cujos critérios não são definidos pelo interesse popular, mas por corporações que nunca foram republicanas, o governo elogia aqueles mesmos que trabalham diuturnamente para lhe destruir.

    Leiam o editorial abaixo, do presidente da Federação de Engenheiros, e depois leiam a matéria de capa da revista Em Movimento, a partir da página 18, sobre a perda de empregos no setor.

    ***

    No site da Fisenge

    Em defesa da engenharia nacional e do povo brasileiro

    Por Clovis Francisco do Nascimento Filho, presidente da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros | FISENGE

    “Quando o terror invade um povo, transforma muitas vezes um pusilânime num herói”, disse o ex-presidente Getúlio Vargas. A história se repete e o que estamos assistindo nos meios de comunicação é a construção de vilões e heróis diante de uma farsa maniqueísta. A operação Lava-Jato – que denuncia escândalos na Petrobrás – está promovendo um movimento de ataque à nação brasileira. Isso porque em vez de apurar com rigor e responsabilizar as pessoas, a Operação está tomando pulso em torno da destruição das empresas brasileiras, das riquezas nacionais e da soberania do país. Obras paralisadas em todo o território nacional promovem demissões em massa, estagnação da economia e interrupção de projetos e serviços. Reivindicamos a apuração e a responsabilização dos casos de corrupção, mas não permitiremos que estes fatos abram uma avenida de oportunidades para uma política entreguista e de destruição da engenharia nacional.

    Este cenário é fruto de atitudes, no mínimo, irresponsáveis e nada republicanas. Em nome de um discurso falseado, juízes e parlamentares, invocados pelos setores conservadores da sociedade, vêm destruindo o país. Na Câmara dos Deputados, seu presidente atual representa o retrocesso, a face mais perversa da direita brasileira. Este cidadão lidera o avanço da agenda conservadora de retirada de direitos e ataques às minorias. O Brasil, desde 2002, retomou um importante processo de desenvolvimento com inclusão social. Milhares de brasileiras e brasileiros puderam ter acesso às universidades e ao mercado de trabalho. Vivemos um período de crise da acumulação capitalista em nível mundial por uma disputa esquizofrênica por mercados. Por outro lado, a nova geopolítica quebrou a unilateralidade com a instituição dos BRICs, bloco formado por países emergentes como Brasil, Rússia, Índia e China.

    O governo precisa tomar a dianteira deste processo e aprofundar as mudanças estruturais necessárias, como a reforma política e a democratização dos meios de comunicação. Para tanto, irá contar com a participação de sindicatos ao lado dos movimentos sociais na luta por mais direitos e mais democracia. Defendemos incondicionalmente o fortalecimento da engenharia nacional, o Estado Democrático de Direito e a soberania da nação. Mais direitos e mais democracia. Não permitiremos retrocesso!

    *

    Leiam a revista da Fisenge, em especial a matéria que fala do massacre de empregos e empresas promovido pela irresponsabilidade com que a Lava Jato está sendo conduzida.

     

     

  7. *

    Sala de aula do amanhã: onde a inclusão tem vez

    Danielle Kiffer, da FAPERJ

    http://www.faperj.br/?id=3001.2.0

     

     Cátia (primeira à esq.) instrui os alunos de pedagogia nos 
    recursos da Sala de Aula do Amanhã (Fotos: Divulgação)

    Para muitos, a sala de aula futuro pode ser descrita como um local de ensino equipado aparatos tecnológicos de última geração e mobiliário com design arrojado. A professora e fonoaudióloga Cátia Crivelenti de Figueiredo Walter vê a sala de aula do futuro com outros olhos. Para essa professora de educação especial da graduação e do Programa de Pós-Graduação em Educação (ProPed) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a sala de aula do futuro é o espaço onde acontece a inclusão. Com o projeto Sala de Aula do Amanhã: Formação Inicial e Continuada de Professores em Tecnologias Assistivas, Cátia e equipe montaram um projeto em que ensinam a futuros formandos em pedagogia as principais ferramentas e conhecimentos para integrar crianças com necessidades especiais a classes de escolas comuns na rede regular de ensino. “O objetivo é, aos poucos, eliminar o discurso dos professores que se dizem despreparados para receber alunos com deficiência. É tarefa do educador ensinar a qualquer estudante. A educação não pode e nem deve ser um instrumento de exclusão”, diz a pedagoga.

    Em espaço cedido pela Uerj e adaptado com recursos da FAPERJ por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Tecnologias Assistivas, ela criou a Sala de Aula do Amanhã. Com lugar para 40 alunos, tecnologia assistiva (TA), o ambiente dispõe de recursos para proporcionar ou ampliar a autonomia de pessoas deficientes: computadores com teclados especiais para aqueles com dificuldade motora e softwares que ajudam usuários com dificuldade de visão e auditiva; mesas adaptadas para cadeirantes, impressoras, material didático e pranchas de comunicação alternativa – ferramentas para que as pessoas que não conseguem falar possam se expressar –, que facilitem a inclusão de crianças e adolescentes com deficiência às turmas de escolas regulares.

    Durante as aulas, que têm duração de quatro semestres, os graduandos em Pedagogia aprendem, primeiro, as aptidões e as dificuldades de cada deficiência específica, e também como estimular o aluno e integrá-lo às aulas. “Com esse conhecimento, os futuros profissionais poderão reconhecer as dificuldades que determinada criança e adolescente apresentam, diminuindo a barreira da comunicação e investindo no que esses estudantes têm de melhor”, afirma Cátia.

    Um exemplo citado pela fonoaudióloga são as crianças com paralisia cerebral, que geralmente apresentam dificuldades motoras e de fala, mas têm sua capacidade de compreensão preservada. “Muitos profissionais despreparados, que não conhecem as limitações e a capacidade intelectual de cada caso, podem acabar desestimulando a criança e aumentando a barreira existente para que esses estudantes especiais se integrem às aulas”, explica.

    Por isso, entre outras coisas, os professores aprendem a desenvolver as pranchas de comunicação alternativa, que podem ser feitas de papel ou madeira, ou simplesmente utilizar um tablet, vocalizadores e celulares. Basta um pedaço de papelão e as letras do alfabeto desenhadas ou impressas em papel plastificado, papelão ou outro material. No mesmo tipo de material, também podem ser escritas mensagens ou desenhados símbolos. São os chamados cartões de comunicação. Sobre o papelão, a criança ou adolescente junta com os dedos as letras disponibilizadas para formar palavras, no caso do alfabeto, ou formar a mensagem desejada, utilizando as imagens.

    Também pode ser empregada a tela de um dispositivo eletrônico, que, juntamente com a utilização de software específico, ou com símbolos gráficos e pictóricos de sites específicos, são organizadas mensagens que compõem a Comunicação Alternativa. Os desenhos e imagens comunicam mensagens  como “oi; posso ajudar?”; “eu”; “nós”; “você”; “beber”; “comer”; “água”; “maçã”; “praia”; entre outras imagens que podem facilitar a comunicação. Basta organizá-los para formar a mensagem.

    “A prancha é um instrumento da comunicação alternativa, uma área da tecnologia assistiva que se destina especificamente à ampliação de habilidades de comunicação para tornar pessoas com deficiência o mais competentes e o mais independentes possível”, explica Cátia. Depois de aprendidos os ensinamentos básicos, os graduandos da Sala do Amanhã visitam uma escola municipal para crianças com deficiência, onde aplicarão seus conhecimentos e ajudarão esses alunos e professores a se comunicarem melhor, tornando o ambiente de aprendizado mais agradável e produtivo.

    A sala também é um espaço para atendimento
    a pessoas com necessidades especiais

    A Sala do Amanhã não é utilizada apenas por graduandos que poderão fazer das escolas do futuro um espaço sem diferenças. Ela também é visitada por pessoas, de todas as idades, que têm necessidades especiais e moram no entorno da universidade, para ser atendidas pelos alunos sob supervisão da professora Cátia, todas as quartas-feiras, em dois turnos, das 9h às 10h, e das 10h às 11h. Nesse trabalho, a equipe se divide em grupos para conversar e instruir a família dessas pessoas, avaliar a comunicação e a capacidade pedagógica de cada um e ajudá-los. “São vários casos diferentes. Um exemplo é o de uma menina surda de 16 anos, com muita dificuldade em se alfabetizar. Nós a ajudamos com atividades didáticas para que desenvolvesse melhor a escrita e a leitura. Em seis meses, ela evoluiu muito. Outro caso é o de um rapaz de mais de 30 anos, com deficiência intelectual, que tinha problema em pegar ônibus e acabava se perdendo. Nós o ajudamos e, em alguns meses, ele já não errava mais. Funcionamos como uma sala de atendimento educacional especializada”, explica.

    No final do curso, todos os graduandos escrevem um relatório contando as experiências vividas, principalmente durante o atendimento à comunidade e nas visitas à escola. “Com esses artigos, pretendo, futuramente, organizar um livro para divulgar os métodos de inclusão escolar. Com a difusão desse conhecimento, acredito que o acesso de crianças com necessidades especiais às escolas de ensino regular não seja mais visto como algo difícil de ser concretizado. Afinal, a educação é para todos, sem diferenças”, finaliza.

     

  8. *

    Japão: Votação de lei que altera Constituição pacifista gera briga entre parlamentares

    Opera Mundi

    http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/41670/japao+votacao+de+lei+que+altera+constituicao+pacifista+gera+briga+entre+parlamentares.shtml

    Patrocinado por Shinzo Abe, projeto irá permitir atuação de tropas japonesas em conflitos no exterior e dará mais poderes para as Forças Armadas do país

    Parlamentares japoneses começaram a se agredir nesta quinta-feira (17/09), durante a sessão de um comitê que deu sinal verde para que um pacote de leis de defesa fosse submetido à votação no Senado.

    Agência Efe

    Deputados entram em conflito contra lei que pode alterar a Constituição Pacifista do país

    Criticada pelos opositores do primeiro-ministro, Shinzo Abe, a medida pretende permitir o envio de tropas japonesas para conflitos internacionais e dar mais poder para o Exército, colocando em xeque a Constituição pacifista adotada pela nação asiática no fim da Segunda Guerra Mundial.

    Para a oposição, representada principalmente pelo PD (Partido Democrático), não houve um debate aprofundado acerca do projeto, que também gerou críticas e protestos da população japonesa nas últimas semanas.

    “O partido no poder escuta a voz da população? Podem fazer tudo o que querem porque tem maioria. É assim que pensam?”, questionou o parlamentar Tetsuro Fukuyama à AFP.

    [video:http://youtu.be/HSiPCGPF4YA align:center]

    Apesar de uma série de moções de censura, a reforma acabou sendo aprovada e o Senado deverá votá-la nos próximos dias.

    Desde 1945, o artigo 9º da Carta japonesa impede que o Exército recorra à força para resolver conflitos internacionais e não permite, portanto, que as tropas auxiliem operações de aliados ou atuem fora do território japonês.

    Em abril de 2014, Tóquio aprovou uma norma que suspendeu a proibição de venda de armas ao exterior, após quase 50 anos de restrição.

    Essas alterações fazem parte do projeto almejado por Shinzo Abe, principal entusiasta do princípio de “autodefesa coletiva”. Em diversas ocasiões, o chefe de governo argumentara que se trata de uma estratégia de segurança para o Japão, que vê como ameaça países como China, Coreia do Norte e Rússia.

     

  9. *

    Finlândia faz maior greve geral das últimas duas décadas

    Esquerda.net

    http://www.esquerda.net/artigo/finlandia-faz-maior-greve-geral-das-ultimas-duas-decadas/38719

    Paralisação foi convocada pelas três grandes centrais sindicais do país, que representam 80% da população ativa, contra um pacote de medidas de austeridade decretadas pelo governo após o fracasso das negociações com os sindicatos.

    Dezenas de milhares de finlandeses manifestaram-se nesta sexta-feira no centro de Helsínquia, paralisando a capital finlandesa, contra um pacote de medidas de austeridade anunciado pelo governo de centro-direita.

    Portos, aeroportos, transportes urbanos, correios, fábricas de papel, comércio e serviços públicos foram dos setores mais afetados pela paralisação.

    O protesto foi convocado pelas três centrais sindicais do país – SAK, STTK e Akava –, que representam 80% da população ativa (2,2 milhões). Na semana passada, e depois de fracassarem as negociações com patrões e sindicatos para um “contrato social” que reduzisse os custos de produção, o governo dirigido por Juha Sipila anunciou medidas para reduzir a despesa pública e o custo do trabalho.

    Austeridade na Finlândia

    Entre estas medidas estão a redução dos dias de férias dos trabalhadores dos atuais 38 para 30, com a qual o governo prevê poupar 640 milhões de euros, a redução do pagamento de horas extraordinárias e a redução do pagamento do primeiro dia de baixa por doença de 100% para 75%.

    Outra medida é a redução de 1,72% da prestação paga pelas empresas à Segurança Social por cada trabalhador e transformar dois feriados em dias livres não-remunerados.

    As três centrais sindicais opõem-se unanimemente ao pacote de cortes, argumentando que eles afetam sobretudo os funcionários públicos e os trabalhadores com empregos precários. “O corte das horas extra é uma tesourada nos nossos rendimentos, que pode chegar a um quarto dos nossos salários”, disse a enfermeira Sirkku Alsthed, que completou: “Se todos temos de contribuir para sair desta situação, também os empregadores deviam contribuir com a sua parte.”

    Quatro anos de recessão e dívida pública duplicou

    A recessão que vive a Finlândia vai entrar no quarto ano consecutivo. O seu PIB está 4,5% abaixo do valor registado em 2007. A dívida pública duplicou para 63% do PIB e o desemprego já atinge 11%.

    O atual governo finlandês, formado em maio, é composto pelo Partido do Centro, de Sipila, pelos Verdadeiros Finlandeses, um partido eurocético de direita, e pelo Partido da Aliança Nacional (NCP, conservador). O governo finlandês foi um dos mais duros em relação à Grécia na maratona de reuniões do Eurogrupo, defendendo a austeridade extrema para o país e opondo-se a um novo resgate, e manifestando-se a favor da expulsão da Grécia do Euro. Os Verdadeiros Finlandeses chegaram a ameaçar sair do governo se a Finlândia fosse a favor do novo resgate.

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