Com ajuda de Bolsonaro, EUA tiram o Brasil da lista de preferências nas exportações

O sistema de preferências da Organização Mundial do Comércio (OMC) permite que nações em desenvolvimento tenham algum nível de proteção para suas exportações.

No ano passado, em uma atitude impensada, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) anunciou a retirada do Brasil do sistema – do qual até a China era beneficiária.

Hoje, os EUA anunciaram uma nova lista, eliminando preferências de vários países. entre os quais o Brasil, Albânia; Argentina; Armênia; Bulgária; China; Colômbia; Costa Rica; Georgia; Hong Kong; Índia; Indonésia; Cazaquistão; República do Quirguistão; Malásia; Moldova; Montenegro; Macedônia do Norte ; Romênia; Cingapura; África do Sul; Coreia do Sul; Tailândia; Ucrânia; e Vietnã.

As medidas de Trump podem significar um endurecimento, com penalidades mais rigorosas, para países que procurem beneficiar suas exportações. Em outros tempos, até crédito do BNDES equivalente as taxas internacionais, foi motivo para medidas retaliatórias da OMC.

A decisão do governo brasileiro, através do Itamaraty, ajudou Trump no tiro contra as exportações.

Segundo a Bloomberg, em julho passado, Trump emitiu um memorando executivo que pediu ao representante comercial dos EUA Robert Lighthizer para determinar se houve “progresso substancial” na limitação do número de países considerados países em desenvolvimento. Os EUA podem agir unilateralmente, se não, disse Trump.

Vários dos países listados no aviso do USTR já concordaram em renunciar a seus direitos de países em desenvolvimento em futuras negociações comerciais, incluindo Brasil, Cingapura e Coréia do Sul.

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5 comentários

  1. Ufa! Deixamos de ser país “em desenvolvimento”, então! Que bom! E agora somos o que, “país desenvolvido”, é isso? Qual o termo, a etiqueta que os EUA vão colar “ni nóis” daqui por diante? Os EUA são os donos da OMC? Bem… como disse o presidente deles lá, pode ser até unilateralmente, ou seja: se não for por bem, vai por mal.

    E taí a oportunidade do governo golpista anunciar que Bolsonaro finalmente conseguiu elevar nosso país a… ao que, mesmo? “Primeiro mundo”, será? E se não for, será que não dá para comprar um título de “país de primeiro mundo” dos caras que se encarregam dessas classificações? Olha que pouca coisa nesse mundo ainda não está à venda, hein? A gente compra um título de “primeiro mundo” e pronto: não tem mais porque ficar falando mal do nosso país.

    ***

    Ô, Trump! Que que foi, não está mais bom aí, na primeira divisão? Tá pedindo para ser rebaixado à segunda divisão, é isso?

  2. Bolsonaro e família fazem campanha eleitoral aberta para Trump, como se viu na tentativa de colocar o filho (que usava boné de Trump 2022) como embaixador americano e estreitar a ajuda. O Brasil é secundário ou terciário, já que até os militares preferem apontar para a França como inimiga, o importante é Trump lá e brasileiros sem trampo, aqui.

  3. Perder os benefícios da OMC para entrar na OCDE é como um zé mané de classe média-baixa brigar para ser sócio do Country ou do Harmonia sem ter bala na agulha e ainda ter que comprar dinner-jacket e carro bacana pra poder frequentar o “crube”… e lá ser ridicularizado.
    Mas o milicianeiro “in charge”, que até se auto condecora, gosta!
    Rosna pros fracos, anda de quatro pros fortes…
    E zurra pra todos.

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