Democracy Now! Brasil: Davi Kopenawa Yanomami recebe prêmio na Suécia

“Sem luta não tem vida. Sem luta não tem floresta”, declarou o líder político Yanomami

O escritor, xamã e líder político Yanomami, Davi Kopenawa, em entrevista ao Democracy Now! | Imagem: Reprodução/Democracy Now! Brasil

do Democracy Now! Brasil

Davi Kopenawa Yanomami recebe prêmio na Suécia

Davi Kopenawa recebe prêmio Right Livelihood na Suécia, o “Nobel alternativo”. Ele falou ao Democracy Now!

Sobre Bolsonaro dizer que as terras indígenas são muito ricas

“Claro que há muita riqueza [na Amazônia]. O Brasil é muito rico. Nosso país, o Brasil, é muito rico. Rico em boas terras, em florestas. Rico em montanhas e águas. Os medicamentos naturais que usamos e lugares bonitos. É aí que somos ricos.

“Nós Yanomami que moramos lá, que nunca passou fome antes de pessoas que vieram invadir nossa terra, invadir o Brasil. Quando eles nos conheceram, éramos sadios. Eles nos acharam saudáveis com muita comida – banana, mandioca, cana-de-açúcar, palmito, cara e todas as frutas que você encontra na floresta, animais, caça, anta, peixe, tinha tudo.”

“Essa que é nossa riqueza. Não é o tipo de riqueza que você precisa cavar um buraco para destruir a terra. Meu povo é diferente. É por isso que ele [Bolsonaro] está falando contra nós. E eu não queria falar contra ele, mas ele atacou, então eu vou atacar ele. Eu não vou dar uma flechada nele não. Mas, nossa briga é pela boca e papel.”

O assassinato de Paulo Paulino Guajajara

“Eu sou uma liderança que luta. Eu luto há 40 anos. Eu estou ameaçado sim. Sou ameaçado por um grupo de garimpeiros ilegais e também por agricultores e políticos. Os políticos têm uma maneira de encontrar alguém que gosta de matar e que mata povos indígenas. E eu sou perseguido. Nossa liderança indígena que realmente luta, eles querem acabar. Então, eu estou ameaçado. E acho que isso [assassinato como o de Paulo Paulino Guajajara] vai acontecer.”

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A contaminação por mercúrio

“Eu vou explicar para você. Esse mercúrio que eles usam (…) eles usam para separar lama e areia, de modo que a única coisa que resta para trás é o ouro. É para isso que eles usam. O mercúrio é então deixado dentro do rio. Não derrete como o açúcar. Fica lá. É uma doença que permanece dentro dos nossos rios.”

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