“É o governo do diálogo, não existe metralhada contra a oposição”, diz Alexandre Padilha em posse

Ministro das Relações Institucionais tomou posse ao lado de líderes do governo e ex-presidentes

O ministro Alexandre Padilha (PT) tomou posse nesta segunda (2) da pasta que cuida das Relações Institucionais do governo Lula 2.

Durante a cerimônia, Padilha fez um discurso em homenagem à ex-presidente Dilma Rousseff, pelas “injustiças” que sofreu no processo de impeachment, e dirigiu-se ao ex-presidente José Sarney como um “conselheiro” político. Enquanto isso, o presidente da Câmara, Arthur Lira, foi vaiado pelos convidados.

Na sequência, Padilha apresentou o Ministério como responsável por reestabelecer o diálogo e o respeito entre os Poderes.

Em uma das frases de mais destaque na cerimônia, Padilha produziu um contraste com Jair Bolsonaro – que, no auge das eleições de 2018, conclamou seus seguidores a “metralhar a petralhada”, em sinal de como a oposição viria a ser tratado ao longo de seu mandato: com violência e ameaças.

“Esse ministério é o ministério do diálogo”, afirmou Padilha. “Este governo liderado por Lula e Alckmin, é o governo do Dilma. Não existe aqui alguém que vai falar em metralhada contra a oposição. Essa época acabou. Nós teremos diálogo com os partidos que compõem a nossa base, e diálogo e respeito com partidos que hoje se afirmam na oposição”, acrescentou.

Padilha ainda falou sobre a retomada do chamado Conselhão – o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Revogado por Bolsonaro em 2019, o mecanismo participativo tem como objetivo fomentar a atuação da população na formulação de políticas públicas. 

O ministro tomou posse na presença de Randolfe Rodrigues (Rede), nomeado líder do governo Lula no Congresso; do senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado, e do deputado José Guimarães (PT), líder do governo Lula na Câmara.

Padilha disse que, mais cedo, conversou com o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco, que não pode estar presente no ato da posse do novo ministro. Apesar da ausência, Padilha afirmou que a relação com o Congresso começa afinada.

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