Eduardo grava novo vídeo defendendo AI-5 e depois recua em entrevista à TV

"A gente vive sob a Constituição de 88, eu fui democraticamente eleito, não convém a mim, não é interessante para mim a radicalização", comentou

Jornal GGN – Eduardo Bolsonaro gravou na tarde desta quinta (31) um novo vídeo defendendo o AI-5 contra a “radicalização” da esquerda. Na produção postada em suas redes sociais, o deputado argumenta que políticas de oposição ao governo Bolsonaro incentivam reproduzir no Brasil os protestos em massa que estão ocorrendo no Chile, que o filho do presidente chama de “vandalismo”.

“O que a esquerda está chamando de protestos e querendo trazer para o Brasil, e na verdade a gente sabe que são vandalismos, depredações e chega, sim, a ser terrorismo, porque eles querem fazer uma instabilidade política para tirar do poder um presidente que não é esquerda, isso tudo está perigando vir para o Brasil. Então, vale lembrar o que ocorreu no Brasil no final dos anos 60 e no início dos anos 70”, disse ele no vídeo.

A postagem foi acompanhada da legenda: “Dilma, Lula, Franklin Martins, Marighella, Lamarca e outros trouxeram pânico e terror ao Brasil no final dos anos 1960 e início dos 70. Hoje a estratégia se repete no Chile e a esquerda brasileira está louca para trazer isso para o Brasil.”

Depois de ser desautorizado por seu pai, que chamou a reedição do AI-5 de ideia de quem está “sonhando”, Eduardo pediu desculpas numa entrevista à TV Band.

“Peço desculpas a quem porventura tenha entendido que estou estudando o retorno do AI-5 ou achando que o governo, de alguma maneira, estaria estudando qualquer medida nesse sentido. Essa possibilidade não existe. Agora, muito disso é uma interpretação deturpada do que eu falei”, afirmou.

“A gente vive sob a Constituição de 88, eu fui democraticamente eleito, não convém a mim, não é interessante para mim a radicalização”, comentou.

A declaração de Bolsonaro em favor do AI-5 foi repudiada por ministro do Supremo Tribunal Federal e pelos presidentes do Senado e Câmara. Já o general Augusto Heleno afirmou que seria preciso “estudar como fazer” para aprovar uma medida dura como foi o ato promulgado na ditadura militar.

Partidos de esquerda acionaram o Conselho de Ética da Câmara contra Eduardo. O ex-presidenciável Fernando Haddad (PT) defendeu sua cassação.

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