Em meio à polêmica, Bolsonaro vai assinar decreto para facilitar importação e transporte de armas

A medida também vai flexibilizar as regras para posse, registro e comercialização de armas e munição para aqueles que têm a autorização do Exército

da RFI

Em meio à polêmica, Bolsonaro vai assinar decreto para facilitar importação e transporte de armas

por Raquel Miura, correspondente da RFI em Brasília

Os críticos dizem que é mais um passo para armar a população numa visão equivocada sobre segurança pública. Os defensores afirmam que é facilitar a vida de quem é autorizado por lei a ter armas. Em meio a esse debate, o presidente Jair Bolsonaro vai assinar nesta terça-feira (7) um decreto que permite que os CACs – colecionadores, atiradores esportivos e caçadores – levem as armas, em geral de suas casas para os locais de treino, já carregadas com munição.

A medida também vai flexibilizar as regras para posse, registro e comercialização de armas e munição para aqueles que têm a autorização do Exército, visando ainda desburocratizar e baratear a importação desse material. O porta voz da presidência Otávio Rego Barros disse que os detalhes do texto ainda estavam sendo fechados na noite dessa segunda-feira (6).

Finalizando detalhes

“Os detalhes estão sendo definidos. Foi fruto de um estudo envolvendo os ministérios da Defesa, Justiça e a Casa Civil. O decreto vai regulamentar a lei sobre registro, porte, posse e comercialização. Trata também da desburocratização, comercialização e importação. Contempla a facilitação do transporte e aumento na munição, entre outros”, afirmou Barros.

O porta-voz disse que a assinatura do decreto pelo presidente Bolsonaro será às 16h, horário de Brasília, e que o Planalto aguarda um evento com forte presença política. “O governo espera contar com grande número de parlamentares nessa cerimônia”, disse Barros.

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Grupos com afinidade no tema

Os CACs têm hoje mais de 250 mil licenças no país, número que cresceu muitos nos últimos anos. Esses grupos pressionavam o governo, com quem têm afinidade no tema, por novas regras. Foi o próprio presidente Bolsonaro quem antecipou o evento em que vai anunciar as novas regras quando cumprimentava turistas em Brasília, na saída do Palácio da Alvorada, no domingo. Um eleitor perguntou se o governo iria adotar medidas para atender os CACs.

“Vamos anunciar na terça-feira. Não vai ter quantidade limite de munição. E vai poder transportar arma municiada. E estamos quebrando o monopólio também”, disse o presidente.

5 comentários

  1. Na verdade não liberou mas representa a flexibilização da posse de arma de fogo. E tambem a quebra do monopólio da Taurus e da CBC Abrindo caminho para a Glock onde os filhotes de Bozo são Lobbystas Mas na verdade atiradores esportivos e Club de Tiro sao de classe média Bozo precisa arma o Cabaré dos trópicos.

  2. A famiglia Metralha age para garantir que os malditos pobres miseráveis que não morrerem por envenamento com uma salada (aqui no blog ver recorde de liberação de agrotóxicos) sejam mortos a tiros quando tentarem pegar um alface não contaminado no sitiozinho do sinhô.

  3. Ganham as milícias, perdem os policiais que não se submeterem à familícia. O general Villas Boas deu um golpe de estado para colocar Bolsonaro no pode pensando que assim evitaria uma guerra civil. O pupilo dele já está criando as condições para a guerra que o Exército não desejava. Quando os tiros de canhão começarem a zunir as casas dos generais serão poupadas?

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