Em Roraima desmatamento avança na maior área de floresta intacta

Desmatamento teve altas de 279% entre agosto de 2018 e julho de 2019 no estado do norte brasileiro

Arquivo/Agência Brasil

Jornal GGN – Roraima, a última grande fronteira agropecuária da Amazônia, foi o estado que mais avançou o ritmo de desmatamento em 2019. Até então, a área era a única com a maior parte da sua floresta intacta. As informações são do UOL. 

A exploração de madeireiros, a grilagem, ou até as ações “legais” como a plantação de soja e a criação de gado, são os responsáveis pela alta de 279% no desmatamento entre agosto de 2018 e julho de 2019, no estado do norte brasileiro. 

O levantamento do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), relava que 617 km² de floresta foi desmatada no período, com concentração nos municípios de Caracaraí, Cantá, Rorainópolis, Mucajaí e Iracema. Esta é a maior alta já registrada no estado desde 2004 .

A reportagem do UOL destaca que a situação é o reflexo de “uma série de problemas sociais”, como a violência e alta migração de venezuelanos. No estado, quase 65% de seu território é protegido por ser terra indígena (TI) ou unidades de conservação (UC), já o restante do percentual são de áreas sujeitas ao desmatamento.

O professor e ex-coordenador do curso de engenharia florestal da UERR (Universidade Estadual de Roraima), Paulo Barni, falou ao UOL sobre o cenário. “Nos outros 35% se encontram os projetos de assentamento ao longo das principais rodovias do estado [BRs 174 e 210], com blocos de florestas encravados entre essas áreas protegidas. Essas terras, que estão sujeitas ao desmatamento, são áreas da União”, disse Barni.

Mas vale destacar que gigantes internacionais são as grandes responsáveis pela devastação da Floresta Amazônica. Reportagem da CartaCapital, aponta que “estrangeiros têm sido alvos, desde 1995, de centenas de multas por desmatamento. Entre eles figuram multinacionais como a Bunge, a Cargill e o Banco Santander, autuados por participarem de cadeias produtivas que destroem o meio ambiente”. 

O texto ainda aponta as empresas e agropecuaristas mais multados, mas que agora vivem sob a proteção do governo Bolsonaro e como um “passe de mágica, infratores contumazes tornaram-se cidadãos de ficha limpa”. 

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