Enquanto Guedes sufoca universidades, Defesa se gaba de “orçamento bom” em 2019

Além de suspender concursos para 68 profissões, o decreto 10185/19 extinguiu em 2019 mais de 27 mil

Jornal GGN – O ministro da Defesa Fernando Azevedo deu nesta sexta (31) uma declaração que contrasta com o discurso do governo Bolsonaro, que afirma não ter dinheiro para fazer investimentos em setores sensíveis da máquina pública.

No apagar do primeiro ano de mandato, Paulo Guedes ajudou a baixar uma medida que asfixiou as universidades com a suspensão de concurso público para diversas funções. Na via oposta, Bezerra se gaba de ter tido um “orçamento bom do governo” para investir em tecnologia militar.

“Os projetos das Forças Armadas estão andando. Tivemos um ano orçamentário em 2019 do governo muito bom. Programas estratégicos das Forças tiveram impulso e previsibilidade boa”, disse Bezerra, na inauguração do projeto “Míssil tático cruzeiro”, capaz de acertar um alvo a mais de 300 km.

Além de suspender concursos para 68 profissões, o decreto 10185/19 extinguiu em 2019 mais de 27 mil.

O Ministério da Economia alegou que a medida visava “identificar aqueles [postos] que não são mais condizentes com a realidade da atual força de trabalho federal”.

Ficou vedada a contratação, por concurso, de instrumentador cirúrgico, auxiliar de enfermagem, operador de câmera de cinema e TV, revisor de textos braile, técnico em música, em anatomia e em audiovisual, coreógrafo, diretor de artes cênicas, jornalista, publicitário, músico terapeuta e sanitarista, entre outros que permanecem necessários e atuais.

“Com essa política, Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes operam para asfixiar os serviços públicos. A extinção dos cargos e impedimento de abertura de concursos pavimenta o caminho para acentuar ainda mais o processo de terceirização na administração pública e estreitar a área de atuação das universidades e outras instituições federais. Essa medida já está impactando diretamente nossa categoria”, afirmou o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal Fluminense.

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4 comentários

  1. Também extinguiu todos os cargos de Restaurador I, Restaurador II e Restaurador III da BN, dos Museus e do IPHAN. Os acervos das instituições ficarão, depois da vacância dos últimos cargos, desprotegidos. As instituições farão a Preservação na garra, na ‘raça’.

  2. Também extinguiu todos os cargos de Restaurador I, Restaurador II e Restaurador III da BN, dos Museus e do IPHAN. Os acervos das instituições ficarão, depois da vacância dos últimos cargos, desprotegidos. As instituições farão a Preservação na garra, na ‘raça’.

  3. Acertar um alvo a 300km deve ser o máximo das aspirações em questão de defesa da nação. Ter preservados e ampliados os direitos previdenciários para esta e as demais gerações de apaniguados armados é o que interessa.
    De uma tacada, e como em todos as republicas bananeiras, manter bem abastecidos de cargos e os bolsos da categoria, é certeza da permanência no poder sem sobressaltos.
    Os próximas eleições serão uma barbada!

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