Ex-procurador defende prisão de Carlos e nega que Lava Jato tenha elegido Bolsonaro

"Carlos Bolsonaro deveria ser preso preventivamente. Vereador não tem foro privilegiado", defendeu o ex-decano da Lava Jato

Jornal GGN – O ex-procurador de Curitiba, Carlos Fernando dos Santos Lima, defende nas redes sociais a decisão de Sergio Moro de deixar o Ministério da Justiça alegando que Jair Bolsonaro quer interferir nos trabalhos da Polícia Federal em causa própria. Contrariando análises de cientistas políticos, Lima escreveu no dia 25 de abril que a Lava Jato não elegeu Bolsonaro, mas que o líder de extrema-direita surfou na onda anticorrupção e se aproveitou disso.

“Nós da Lava Jato trabalhamos desde 2014 em investigações de corrupção sistêmica que culminou na prisão de um ex-presidente do PT, revelações sobre crimes em gestões de Centrão, do PMDB e do PSDB. Bolsonaro quando a operação começou era um ilustre desconhecido. Depois se aproveitou para surfar na onda anticorrupção para se eleger presidente. A Lava Jato não deve absolutamente nada a ele”, escreveu.

Agora, diante das notícias de que Carlos Bolsonaro seria o mentor do gabinete do ódio e continua praticando crimes contra a honra das instituições, o ex-procurador defende sua prisão preventiva.

“Como continua criando fake News e usando o Palácio do Planalto como sede de um gabinete disseminador de campanhas difamatórias, Carlos Bolsonaro deveria ser preso preventivamente. Vereador não tem foro privilegiado”, acrescentou em outra postagem.

Bolsonaro perdeu Moro porque exonerou do comando da PF o delegado Maurício Valeixo. Em seu lugar, deve indicar Alexandre Ramagem, atual chefe da Abin e amigo pessoal de Carlos Bolsonaro.

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