Hy-Brazil: macroeconomia de 4 estrelas

“O Brasil se tornou um país tão paradoxal que nem as Forças Armadas – com exceção da Engenharia – conseguem desenvolver conceitos de segurança e interesse nacional. O discurso público de generais parece uma repetição sonolenta do discurso único da Globonews.”

Xadrez da crise do pensamento macro econômico brasileiro

Luis Nassif – 25/05/2019

qual o pensamento econômico dos Generais?

“Mas não há dúvida de que ou aprova a reforma da Previdência ou todos nós vamos para o buraco. O Brasil está à beira do abismo.”
Ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), General Augusto Heleno – 28/05/2019

mas o “nacionalista” e “bombeiro” Heleno expressa de modo ainda mais enfático como os Generais negam a realidade de um Brasil para além da blindada bolha corporativa das caserna e dos clubes de equitação e tênis.

na mesma entrevista:

“Uma das coisas que ficaram demonstradas na manifestação é que existe uma grande parcela do povo brasileiro que foi para a rua com a bandeira do Brasil. Na manifestação dos estudantes havia pouquíssimas bandeiras do Brasil. Isso para mim é um absurdo, é fruto de toda essa doutrinação ideológica que foi feita nos últimos 20 anos. Então, nossos jovens não têm o país na cabeça.”

terraplanagem?

o Capitão-Presidente bate seguidas continências à bandeira norte-americana, enquanto proclama “EUA acima de tudo”, mas para seu Ministro Chefe do Serviço de Informações, responsável pela área de inteligência do governo, o déficit de nacionalismo está com a juventude em levante contra a liquidação da educação pública.

para os Generais, estudantes “com o país na cabeça” seriam aqueles formados retilínea e disciplinadamente nos pátios das escolas, para em coro entoarem afinados o Hino à Bandeira e o Hino Nacional…

quanto mais falam, mais os Generais não podem deixar de mostrar quem de fato são.

não foi por outro motivo aquela estratégica esFAKEada, senão para poupar Bolsonaro da humilhação massacrante que teria sido sua participação em debates durante as Eleições de 2018.

pois tanto o Capitão-Presidente quanto os Generais são frutos de toda essa doutrinação ideológica que foi feita desde o Golpe de 1964.

para amputar o nacionalismo das FFAA brasileiras, o conceito de Soberania Nacional substituído pelo de Segurança Nacional.

e não só os militares nacionalistas e de esquerda foram alvo de expurgos, como se adotou uma política de caráter preventivo, evitando o surgimento de novas lideranças e alterando o processo de engajamento e promoção.

se restou algum nacionalismo nos Generais, ele com certeza está às avessas.

mas em se tratando da macroeconomia de 4 estrelas para os interesses rentistas, de onde brotou o número mágico de R$ 1 trilhão da contra-reforma da previdência?

coincidência ou não, é também o parasitário montante empoçado a cada noite no overnight, remunerado a uma à uma das maiores taxas de juros reais do mundo, sem gerar empregos e sem nada produzir, além, é claro, de um vil garroteamento da economia brasileira.

em março de 2019: As operações overnight corresponderam a 98,3% do total das operações compromissadas, com médias diárias de R$1,1 trilhão e de 7.013 operações.”.

enquanto os Generais chancelam a completa desnacionalização da EMBRAER como Boeing Brasil – Commercial, este símbolo da capitulação histórica do país à condição de neo-colônia semi-escravagista, nenhuma outra proposta econômica pode ser mais urgente e imprescindível do que:

– a completa estatização, sob controle popular, do sistema financeiro brasileiro.

este é o único fundamento sobre o qual se erguerá uma macroeconomia comprometida com a radicalização da Democracia, para refundar uma República autenticamente baseada na participação popular.

sem isto, continuaremos marchando sob o “nacionalismo” dos Generais, curvados debaixo das bandeiras dos EUA e Israel, estas sempre presentes em todos atos de apoio ao Capitão-Presidente.

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