“Milagroso contra Covid”: O que se sabe sobre o Carvativir, remédio anunciado pela Venezuela

Medicamento teria "neutralizado" 100% o coronavírus em testes na Venezuela, que anuncia fabricação em massa. Dados ainda serão submetidos à OMS e comunidade científica internacional

Jornal GGN – No último domingo (24), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi à cadeia nacional de rádio e TV anunciar a aprovação, pela agência sanitária local, do Carvativir, um remédio que teria “neutralizado” 100% o coronavírus em casos leves, moderados ou graves, segundo testes feitos no país.

Maduro se referiu ao medicamento como “gotinhas milagrosas” e afirmou que ele será incorporado ao sistema de saúde venezuelano como parte do tratamento para Covid-19.

“Dez gotinhas embaixo da língua, a cada quatro horas, e o milagre é feito”, disse o presidente que, na semana passada, ajudou a socorrer Manaus com o envio de cilindros de oxigênio.

Agora, nas redes sociais, os internautas se questionam se o Carvativir é realmente eficaz, seguro e aprovado pela comunidade científica, ou se Maduro lançou uma nova Cloroquina.

Segundo o anúncio de Maduro, o tratamento com Carvativir foi testado “massivamente” ao longo de 9 meses em pacientes com coronavírus em estágios leve, moderado e grave. Pessoas que estavam intubadas em centros médicos como o Poliedro de Caracas e no Hospital Periférico de Coche teriam se recuperado graças ao medicamento, que não demonstrou efeitos adversos graves.

Maduro afirmou que os dados da pesquisa serão todos encaminhados, nos próximos dias, para publicação em revistas científicas internacionais e submetidos à Organização Mundial da Saúde (OMS), para que a instituição “conheça e certifique esse poderoso antiviral”.

No Twitter, sem dispor de todos os dados, João Gabbardo, médico que auxilia o governo de São Paulo no combate ao Covid-19, criticou o anúncio de Maduro. “A ignorância não tem lado. Pode estar à direita, ao centro e à esquerda”, escreveu.

Maduro afirmou que, a partir desta semana, o remédio, já patenteado, será fabricado em massa e distribuído prioritariamente à rede de saúde venezuelana para uso hospitalar.

Há intenção de exportar o medicamento para países aliados na América Latina, como Cuba, Nicarágua, Haiti, Bolívia e outros países caribenhos.

A Venezuela tem mais de 123 mil casos confirmados de Covid e 1,1 mil mortes. O País tem quase 29 milhões de habitantes e está negociando a compra de 10 milhões de doses da vacina russa Sputnik V.

Confira o lançamento abaixo:

 

 

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