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1 comentário

  1. Tem algo errado neste roteiro, alguém tem sugestões?
    Preparando uma comédia do absurdo compus um roteiro que não sei que agradará os espectadores se o filme for rodado, por ser exageradamente.
    O enredo se passa num período, numa república bananeira que é uma imitação barata do período do Macarthismo nos USA, onde o roteiro começa quando um político que ele mesmo se acha medíocre, entra numas eleições como candidato a presidente da república, pensando em não ser eleito.
    O nosso personagem principal, que é um político de segunda linha, que se notabiliza por declarações completamente fora da casinha, feitas para que ele tenha alguma notoriedade e se mantenha no cargo. Mesmo ele não achando que tenha a mínima chance de ser eleito ele entra na disputa eleitoral, para terminar como candidato a presidência da república derrotado na história do país. Para verificar ele não tem a mínima possibilidade de ser eleito, ele se lança a presidente da câmara dos deputados, onde para sua felicidade ele recebe uma miséria de votos, mostrando, como ele pensava, que suas chances seriam nulas.
    No fundo a sua candidatura seria somente uma última presença na política, pois simplesmente perdera por completo a sua vontade de fazer algo como político. Ele queria só ganhar um pouco de notoriedade para terminar a sua vida de político sem grande brilho numa campanha a candidato a presidência da República que deixasse para seus netos esta lembrança do seu avô!
    Para garantir a sua não eleição, o candidato começa pela escolha de seu candidatos a vice-presidente, porém para o seu azar todos que aparecem tem algum tipo de apelo político, com isto poderiam prejudicar a sua não candidatura, que no fundo deveria passar a história como uma verdadeira candidatura que tudo deu tudo errado. Para garantir não seria eleito, ele escolhe como vice-presidente um general reformado, que até havia sido punido antes da sua reforma pelo próprio exército.
    Afim de se certificar que sua campanha seria um desastre ele não se prepara para os debates com seus adversários, passando uma impressão de completamente incapaz de governar o país. Porém como os outros candidatos são tão fracos como ele, e não conseguem evoluir nas prévias, o nosso candidato do filme procura simular um atentado que lhe deixaria fora da campanha e não teria que continuar a farsa de ser um imbecil em campanha, ficaria sem falar aproveitando para fazer uma operação ou de hemorroidas ou de vesícula que já lhe estava incomodando a algum tempo.
    Como o filme é uma comédia do absurdo, tudo acontece ao contrário, o principal candidato que ganharia fácil as eleições foi retirado do páreo pela armação de um policial corrupto que inventa provas contra ele. A operação de hemorroidas, que passou por um aparente atentado a facada, complica e ele precisa realmente fazer uma operação na região do abdômen. Durante o seu período de convalescência uma série de religiosos oportunistas, que nem o nosso personagem levava fé, conseguem amealhar alguns milhões de votos para o mesmo na esperança de obter mais dinheiro para seus patrimônios pessoais.
    Com todo o seu azar, o nosso personagem da comédia do absurdo passa para o segundo turno, porque ele não contava que os outros candidatos eram cada um pior do que os outros. No segundo turno ele continua exatamente como havia se comportado no primeiro, não ia a debates, não fazia nenhum pronunciamento que o definisse como um candidato viável, não apresentava nenhuma proposta ou um programa de governo, pois ele achava impossível vencer e não desejava a sua vitória.
    Porém como o nosso filme é uma comédia do absurdo, o candidato que não queria ser eleito, é eleito. A partir deste momento ele começa a tramar o seu Impeachment, para uma saída honrosa do cargo, como uma vítima da conspiração de forças ocultas. Ele iria utilizar esta expressão, pois no passado outro presidente com outros objetivos já havia utilizado e colou. A utilização desta expressão para descrever os motivos da renúncia deu tão certo, que numa cidade de loucos do país inexistente do filme, ele consegue se eleger décadas depois para o seu único cargo que terminou por completo sem desistência ou sem renúncia.
    O nosso já presidente na comédia do absurdo, para garantir o seu Impeachment, começa a escolher a dedo um ministério que tinha tudo para precipitar a sua queda, os ministros seriam uma verdadeira fauna, alternando figuras patéticas, personalidades psicóticas e complementando com uma série de militares aposentados adeptos de teorias da conspiração. O mesmo policial que armou para o candidato favorito, frustrando a expectativa da não eleição do ator principal da comédia foi convidado para este ministério de incompetentes para desmoralizá-lo. Em resumo ele formou um governo com uma mistura sem a mínima consistência e união que jamais daria certo em lugar nenhum, salvo na nossa república bananeira do enredo.
    Porém como uma comédia do absurdo, como diz o nome, é composta de absurdos, o governo vai para frente com o país indo para o fundo!
    O ministro ex-policial, por não ter muitas luzes não entendeu bem que aquilo tudo era uma armação para não dar certo, e ele começou a pensar “se um idiota como este consegue se eleger presidente por que eu não posso” ele não se deu conta que o presidente apesar de limitado não era um imbecil, mas sim alguém que está procurando a saída para o enrosco. Para sua eleição futura o fez o que todo o policial que produz armações para seus caso faz, tenta outra armação para garantir uma bela verba de campanha.
    Durante os primeiros meses em que o nosso presidente que jamais quis ser presidente, ocupava o cargo sem fazer nada só mandando e-mails para sua família. Para acelerar o fim do seu sofrimento ele pensou em mentir e fantasiar o máximo possível, para ver se pegava mal e ele conseguia o seu sonhado Impeachment, porém grande parte de seus antigos eleitores continuaram a acreditar!
    O roteirista da história, aquele que os escreve, apesar de ser criativo não sabe como terminar o filme, logo aguardo dicas que possam me dar, para pelo menos conseguir um final sofrível deste filme, pois acho que devido ao roteiro maluco inventado ninguém gostará desta comédia do absurdo, pois o absurdo está demais mesmo virando um filme trash.

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