NORDESTE: ERGUE O PIB

A desaceleração da economia a partir do segundo trimestre atingiu todas as regiões do país, com exceção do Nordeste, onde está o maior número de pessoas que recebem benefícios sociais, como o Bolsa Família.

Segundo o Boletim Regional divulgado ontem pelo Banco Central, a economia da região teve uma expansão de 3,3% no trimestre encerrado em maio em relação aos três meses anteriores.

O percentual é superior aos 3,2% verificados no trimestre encerrado em fevereiro. Os números estão acima também da média nacional, cuja taxa de expansão recuou de 2,5% para 2,2% nesses dois trimestres.

Esse desempenho se refletiu também nos preços. A inflação, único indicador com dados atualizados até junho, caiu em todas as regiões, mas recuou menos no Nordeste, que registrou a maior taxa do país (1,38%).

O Sudeste apresentou a taxa de crescimento mais baixa do país (1,3%) entre março e maio, menos da metade dos 3% verificados até fevereiro.

A maior desaceleração foi na região Norte (de 4,2% para 1,6%), afetada pela freada da indústria local.

A desaceleração da economia e a queda na inflação registradas a partir de abril e maio são os fatores que levaram o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) a reduzir o ritmo de aumento da taxa básica de juros na reunião do mês passado, quando a Selic passou de 10,25% para 10,75% ao ano.

Segundo o BC, o consumo doméstico segue exercendo papel determinante no crescimento do país, o que explica os resultados. Além de ficar com a maior parcela de benefícios sociais, o Nordeste foi beneficiado por ter uma indústria voltada para o consumo (alimentos e bebidas).

Com a manutenção da renda e do emprego, a região também exibiu os maiores indicadores de vendas do varejo e de crédito a pessoas físicas e empresas no período.

O estoque de empréstimos para empresas cresceu 43% em 12 meses, mais que o dobro do registrado nas outras regiões. Para os consumidores, também avançou acima da média nacional, puxado pelos empréstimos consignados, financiamentos de veículos e crédito habitacional.

Na área externa, o Sudeste foi a única região que teve melhora no saldo comercial, devido às exportações de petróleo e ferro. Norte e Nordeste tiveram piora, com aumento de 62% e 76%, respectivamente, das importações

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