Norte-americanos ampliam pressão sobre Bolsonaro por conta de 5G

Agora, EUA quer restrição no fornecimento de equipamentos pela empresa chinesa para suporte à nova tecnologia

Jornal GGN – Os norte-americanos aumentaram a ofensiva para convencer o presidente Jair Bolsonaro a restringir a participação de chineses no mercado brasileiro da tecnologia 5G por meio da publicação de um decreto.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, a pressão aumentou nas últimas semanas quando os americanos perceberam que não haveria barreiras na portaria que estabeleceu as diretrizes para a concorrência, divulgada na última quinta-feira (06/02) pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e aprovada pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

O foco da investida norte-americana ficou concentrado no GSI (Gabinete de Segurança Institucional), responsável pela política nacional de segurança cibernética, onde eles afirmaram que os equipamentos chineses representam um risco para vazamento de dados sensíveis, principalmente na área de defesa.

Para os americanos, diferentemente das tecnologias anteriores, o risco de vazamentos, ataques ou roubo de informações sensíveis será maior agora com o 5G. Por isso, pediram aos representantes do governo brasileiro que a Huawei seja banida, como nos EUA.

Eles se mostraram descontentes com a decisão do Reino Unido de, por decreto, autorizar o uso dos equipamentos 5G da Huawei e de outras chinesas somente em pontos periféricos da rede, mas as empresas ficarão restritas a uma participação de 35%. Para redes como de instituições militares ou usinas nucleares, consideradas sensíveis, o veto é total.

Essa é a segunda rodada do lobby norte-americano. A primeira precedeu a elaboração do edital do 5G – norte-americanos vieram ao país em outubro de 2019 para apresentar um comitê de investimentos e tentar impedir o avanço chinês.

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