O terraplanismo jurídico do advogado dos Bolsonaro

Não esclareceu o principal. Bolsonaro afirmou ter recebido um relatório da PF. E não divulgou o conteúdo. Além disso, embora não formalmente indiciado no inquérito, ele e a família são suspeitos, sim, de relações pouco transparentes com Ronnie Lessa e o Escritório do Crime.

São risíveis os argumentos do advogado dos Bolsonaro – agora há pouco na CNN – sobre a ida de um Policial Federal para ouvir Ronnie Lessa no presídio do Ro Grande do Norte. O motivo, segundo o próprio Bolsonaro, teria sido consultar Ronnie a respeito dos boatos de namoro entre os filhos de ambos – obviamente, uma desculpa inverossímil.

Segundo o advogado, a PF está aí para servir o cidadão. Qualquer cidadão vítima de fake news pode recorrer à PF. O argumento levantado mostra que, em vez de aconselhar Bolsonaro, parece que são os Bolsonaro que introjetam no advogado suas teses esdrúxulas. Segundo ele, Bolsonaro estava sendo vítima de uma organização criminosa na Polícia Civil do Rio de Janeiro, razão pela qual teria motivos para acionar a PF.

Não esclareceu o principal. Bolsonaro afirmou ter recebido um relatório da PF. E não divulgou o conteúdo. Além disso, embora não formalmente indiciado no inquérito, ele e a família são suspeitos, sim, de relações pouco transparentes com Ronnie Lessa e o Escritório do Crime.

Esse argumento do advogado poderá colar com os fanáticos por Bolsonaro. Certamente não junto ao STF e a Celso de Mello.

Outro ponto que chama a atenção é o muxoxo dos generais do Palácio em relação ao trecho do mandado de Celso de Mello, alertando que o não-atendimento da convocação para depor poderia sujeitá-la a condução coercitiva.

Depois que um ex-presidente da República foi submetido a uma condução coercitiva sem sequer ter sido intimado a depor, queriam o quê?

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