Os cenários para o coronavirus do Centro de Estudos Estratégicos do Exército

CRISE COVID-19 ESTRATÉGIAS DE TRANSIÇÃO PARA A NORMALIDADE – CEEEx – Centro de Estudos Estratégicos do Exército

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7 comentários

  1. A live desta noite do prof. Átila Iamarino foi novamente muito informativa. Trouxe entre outras coisas:
    – que nos EUA as autoridades já estão trabalhando com os prováveis números variando entre as 100 e 200 mil mortes.
    – comparações de um estudo sobre ações e procedimentos durante a gripe espanhola nos EUA em 1918 mostrando o que aconteceu com três cidades diferentes.
    – A comparação da letalidade da H1N1 de 2009 que ao todo matou meio milhão de pessoas no mundo com o que já se sabe sobre a covid-19
    – A situação de países e as diferenças de taxas de letalidade. Ia falar do caso da Suécia pois era um país que estava buscando manter normalidade no funcionamento da economia, mas como ontem tiveram de rever após o elevado número de mortes em comparação com países vizinhos, perdeu-se (ainda bem) a possibilidade de deixar como um caso a comparar para adiante.
    – Reforçou e explicou que as saídas de quarentenas estão mais vinculadas a “quanto” do que a “quando”, ou seja, depende mais de se ter controle sobre números de testados para chegar a um limite seguro para sair e quando precisar, retornar aos isolamentos.
    – E também indicou que com a disputa mundial por suprimentos, é preciso que o Brasil crie rapidamente mecanismos para produção de insumos e equipamentos aqui, pois vão ser necessários durante estes prováveis 12 a 18 meses do processo pandêmico.

  2. “Ave VerdeSauvas, morituri te salutant”, Paródia romana.

    Nassif: são 28 fls. do óbvio. Fala de fatos notórios e outros blablablás. O verdadeiro relatório, acredita-se, seja outro, objetivando a questão como um guerra, em três distintos cenários. O primeiro e principal é como GueGué salvará Mercado e Banqueiros, seus amigos pessoais e garantes financeiros. O segundo, na mesma linha de raciocínio, é como proteger as elites e os empresários corruptos, seus sócios na empreitada social, criando leitos privilegiados nos melhores hospitais particulares, mandando depois a conta pro SUS. E o terceiro, como os nazista usavam retroescavadeiras para abrir valas imensas e depositar alí os cadáveres dos aposentados do INSS (que ganha até 3 salários) e os pobres de esquerda, periféricos. Encerrando, devem lamentar as mortes, pranteando a dos amigos e confraternizando-se pelos outros. Que são 60 milhões de mortes em vista da manutenção do poder político, social e econômico? Pobre, em seu conceito, é como erva daninha, arranca-se essa e nascem outras mil. O número pode até aumentar. Mas nunca perderem a pose de Senhores da Guerra…

  3. Depois de uma leitura rápida do trabalho publicado pelo exército considero que algumas premissas de suas premissas estão erradas, que vou enumerar a seguir algumas que observei nessa leitura rápida:
    1) O trabalho considera uma hipótese que não está confirmada por nenhum trabalho científico que sofreu uma revisão por pares e muitos pesquisadores discordam dessa, ou seja, eles consideram o Covid-19 como uma epidemia com características sazonais (maiores no inverno do que no verão), isto fica parcialmente invalidade pelos estados em que o Covid-19 entrou com força, que são, Ceará, Amazonas e Pernambuco, onde o efeito da sazonalidade não existe.
    2) O trabalho não considera discrepâncias notáveis que estão surgindo logo no início da epidemia, por exemplo, a baixa idade média que está sendo constatada no Brasil. Enquanto na China, na Itália e na Espanha a letalidade é concentrada em pessoas idosas, que para estes países é considerado acima de 65 anos, nos 26 primeiros casos de pernambuco a idade média era de 48,7 anos, ou seja, um número notável abaixo dos 40 anos que são praticamente nulos nos outros países. Também constatou-se que os casos importados que viajaram para o exterior (15 casos) a idade media era de 53,7 anos enquanto os de transmissão local foi de 41,2 anos, ou seja, os que não viajaram para o exterior (provavelmente com menor renda). Em resumo, talvez as más condições sanitárias e de alimentação justifique esta diferença de idade média.
    3) O trabalho trabalha com um erro grave, a transmissibilidade do virus pode ser feita por pessoas assintomáticas (nos 3.700 passageiros do Diamont Princess, 46% dos testados positivos para o coronavirus eram assintomáticos) e dentro de pequenas comunidades em que há um doente, este após o seu período de incubação, em passando do seu período de incubação (supondo 7 dias) como ele é assintomático ele poderá transmitir a outro com sintomas fracos ou mesmo assintomático, ou seja, supondo que se tenha 60% com essas características certamente com um período curto de isolamento a segunda onda poderá vir com intensidade.
    4) O isolamento no Brasil está sendo um falso isolamento, podendo se dizer que aproximadamente mais do que 40% da população não está seguindo-o por ignorância, por teimosia ou por anticientificismo, principalmente devido as ações destrambelhadas daquele que ocupa a cadeira da presidência da república. No momento que se optar pelo fim do isolamento teremos um forte segundo ciclo que poderá mesmo ultrapassar o primeiro, pegando a rede hospitalar já ocupada.

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  4. 5) Outro problema sério é que as comorbidades em determinados casos para adultos de meia idade influenciam tanto ou mais do que a idade. Isto para a maior parte da população brasileira que só vai ao médico quando está extremamente doente, vai descobrir que tinha hipertensão e diabetes quando estiver no leito de morte do hospital. Logo, qualquer espécie do chamado isolamento vertical é uma FARSA.

  5. (adendo ao comentário)
    5) Outro problema sério é que as comorbidades em determinados casos para adultos de meia idade influenciam tanto ou mais do que a idade. Isto para a maior parte da população brasileira que só vai ao médico quando está extremamente doente, vai descobrir que tinha hipertensão e diabetes quando estiver no leito de morte do hospital. Logo, qualquer espécie do chamado isolamento vertical é uma FARSA.

  6. Não sei, não sei, não sei.

    A premissa fundamental de uma pesquisa é ter um fenômeno muito bem delimitado e definido. Portanto, por mais estruturada que esteja, do ponto de vista metodológico, por melhor delineada e fundamentada que seja essa pesquisa, a questão é uma só: temos um objeto claramente definido?

    Óbvio que não. O Covid-19 já apresenta mutações suficientes para mostrar que seguirá se conformando a novos cenários e realidades, por tempo ainda indeterminado. Ou seja, a forma como incidiu e se desenvolveu na China é diferente da Europa, que é diferente das Américas.

    O máximo que se pode fazer é projetar alguns aspectos similares, que de resto, não garantem muito. No fim, dentro de um ambiente de instabilidade e incertezas como o quadro atual, qualquer esforço de planejamento acaba por parecer mais com um exercício de expectativas positivas ou manual de wishfull thinking que propriamente uma análise de cenários.

    Portanto, opinião minha, de cientista social – e pra ficar no jargão militar – é que mais valem os procedimentos e táticas de guerrilha coordenada, que uma estrátegia abrangente de guerra convencional.

    • Caro Flávio.
      O problema é que nem metologicamente ela se sustenta. Tem hipóteses totalmente equivocadas(hipótese do chamado isolamento vertical e a existência “oculta para as pessoas que as tem das comorbidades existentes) e outras que são mais desejos do que realidade (a sazonalidade da epidemia).
      Examinando sob o ponto de vista científico tem tudo para dar errado.

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