Paulo Coelho critica boca livre do MinC na Feira de Frankfurt

Sugerido por MiriamL
 
Deutsche Welle   Paulo Coelho
dom, 06/10/2013 – 18:09
 
Deutsche Welle
 
Paulo Coelho boicota Feira de Frankfurt e critica governo brasileiro
Em entrevista a jornal alemão, escritor reclama da seleção de convidados para evento e chama governo brasileiro de “desastre”. Autor diz que não vai a Frankfurt por discordar do modo como o país mostra sua literatura.
 
 
Em entrevista publicada neste domingo (06/10) pelo jornal alemão Welt am Sonntag, o escritor Paulo Coelho fez graves acusações ao governo brasileiro e disse que não vai à Feira do Livro de Frankfurt. O evento literário, onde o Brasil é país convidado, se realiza da próxima quarta-feira até domingo.
 
Coelho citou, como motivo do boicote, sua discordância em relação à lista dos convidados para integrar a delegação oficial brasileira de autores, de responsabilidade do Ministério da Cultura, e da qual ele faz parte. “Duvido que todos sejam escritores profissionais”, afirmou.
 
“Dos 70 convidados, só conheço 20, nunca ouvi falar dos outros 50. São, presumivelmente, amigos dos amigos dos amigos. Um nepotismo. O que mais me aborrece: existe uma nova e excitante cena literária no Brasil. Muitos desses jovens autores não estão na lista”, acusou.
 
Coelho disse à publicação alemã que já tinha criticado abertamente a seleção e que “fez o melhor que pôde” para que alguns não convidados fossem incluídos na lista – sem sucesso. “Então decidi, como protesto, não ir a Frankfurt”, concluiu. Coelho citou na entrevista a ausência de Eduardo Sphor, Carolina Munhoz, Thalita Rebouças, André Vianco, Felipe Neto e Raphael Draccon.
 
Laços fortes com Frankfurt
 
O escritor comentou que não foi uma decisão fácil, não só devido aos laços fortes e à estima que nutre pela feira. “Há muitos anos desejava ser convidado pelo meu governo para um evento como esse”, ressaltou, reiterando que não irá a Frankfurt por não concordar com “a maneira como o Brasil apresenta sua literatura”.
 
Boos, presidente da feira, rebateu críticas de racismo contra seleção da delegação brasileira
 
“Não quero posar agora de Robin Hood. Não sou Zorro nem Cavaleiro Solitário. Mas não me sentiria bem em pertencer a uma delegação oficial de escritores brasileiros que na maioria eu não conheço, enquanto muitos escritores profissionais de meu país não foram convidados”, justificou.
 
Na entrevista, também não faltaram acusações contra o governo brasileiro, com o qual Coelho se diz “muito decepcionado”. “Para mim, o atual governo é um desastre. Não importa onde estou, sou sempre perguntado sobre o que está acontecendo de errado no meu país. O governo prometeu mundos e fundos e não cumpriu nada. Isso é o que está errado”, ressaltou.
 
Críticas de racismo
 
Esta não é a primeira polêmica que envolve os autores brasileiros escolhidos para participar na Feira de Frankfurt. Tanto a organização do evento como o Ministério da Cultura brasileiro foram criticados em reportagem publicada em agosto pelo jornal alemão Süddeutsche Zeitung devido à pequena quantidade de escritores negros entre os convidados: de 70, apenas um, além de um descendente de indígenas.
 
Na ocasião, o presidente da feira, Jürgen Boos, e a ministra brasileira da Cultura, Marta Suplicy, afirmaram que os critérios de seleção não foram étnicos, mas sim estéticos e de produção literária. Em comentário publicado no serviço de mensagens curtas Twitter, Paulo Coelho rebateu com sarcasmo a justificativa da ministra. “Frankfurt2013, mais palhaçada. Na minha opinião, critério foi ‘meus amigos vão’.”
 
http://www.dw.de/paulo-coelho-boicota-feira-de-frankfurt-e-critica-governo-brasileiro/a-17138330http://www.dw.de/paulo-coelho-boicota-feira-de-frankfurt-e-critica-governo-brasileiro/a-17138330
 
Leia também:  Ministro culpa Dilma, deposta há 3 anos, por corte atual na Educação

44 comentários

  1. Cheio de dúvidas e achismos.

    Cheio de dúvidas e achismos. Ele deveria ter certeza ao acusar. 

    Desde quando ele é o fiel da balança da critica literária?

    Nitidamente existe uma mágoa porque a panelinha não está presente. 

    Não são só os médicos os cooporativistas. 

    Como são caricatos esses personagens de um grupinho que não quer mudanças. 

    As palavras são sempre as mesmas. 

     

     

    • Concordo

      CHORO FOA DE ÉPOCA – Pq o mago não reclamou a tempo de ser possível a alterção dos critérios adotados para a escolha dos escritores, uma vez que ele tem acesso aos organizadores na Alemanha e Brasil, quem assim ele teria conseguido alterar as regras da seleção por parte da curadoria. Dependendo dos critérios, o próprio mago estaria fora, que tal excluir da feira a auto-ajuda como tema, ai ele estaria ferrado. Tá mais prá birra de estrela querendo aparecer na mídia,  reclamando fora do tempo,  em pleno andamento da Feira, apontando racismo. 

       

  2. Mais outro falastrão:

    Mais outro falastrão: denuncia mas não nomina (deve conhecer a relação). Aliás, dos por ele citados, também não conheço bom número (e duvido que sobrevivam como escritores profissionais: até porque “escritor” não é profissão reconhecida em nosso país). Com certeza, queria ser a “estrela-vedete” da delegação, como não aceitaram, faz beicinho.

  3.  
      Paulo Coelho, contador de

     

      Paulo Coelho, contador de histórias de fardão, faz sucesso na ABL durante os chás organizados para homenagear FHC e Sarney.  Porém, para poder esbravejar com razão contra o MinC como se um grande escritor fosse ele tem que primeiro percorrer a distância sideral que existe entre a mediocridade e o brilhantismo literårio. O mago que faz vento, especialmente quando come Kasler, salada de batata e chucrute, precisa aprender duas coisas. A primeira é a diferença que existe entre um contador de histórias endinheirado e um escritor que comprometeria atē seu almoço para comprar papel e lápis para poder usar a língua com genuína criatividade seminal. A segunda diz respeito à natureza do Estado, que não tem obrigação nenhuma de lhe dar atenção e boca livre só porque ele rabiscou algumas histórias da carochinha que venderam muito em razão de seu editor empregar uma excelente estratégia de propaganda. Paulo Coelho é para a literatura o que FHC foi para a sociologia. Isto não é um elogio, mas explica o fato de ambos se encontrarem na ABL.

  4. É o fim do mundo!

    Alemanha criticando o racismo (brasileiro), rsrsrs, páunocoelho reclamando de conteúdo e critério literário para partcipação em algo, santo deus, o que é isso……?

    Para o mundo, titia vai descer aqui…

    Pior que isto, só coluna de política de nelson motta…

     

  5. De novo Paulo Coelho no

    De novo Paulo Coelho no #mimimi. Reclama quando não é convidado para a feira – reclama quando é convidado. O negócio dele é reclamar…

  6. O outro lado da história

    EXIGÊNCIAS DE ESTRELA TIRAM PAULO COELHO DA FEIRA DE FRANKFURT

     

    Escritor exigiu auditório para 2 mil pessoas para dar conferência – quando só há um para 180 lugares – e recusou participar de mesa com colegas; queria influir na curadoria, mas não conseguiu; além disso, tentou ser o orador na abertura do pavilhão brasileiro, mas privilégio recaiu sobre Ana Maria Machado, presidente da ABL; mago magoou-se

     

    6 DE OUTUBRO DE 2013 ÀS 13:16

     

    247 –  Entre a quarta-feira 9 e o domingo 13, o Brasil será um dos destaques da Feira do Livro de Frankfurt, considerada a mais importante do mundo. O pavilhão terá obras e a presença de 33 autores brasileiros de prosa, oito de poesia, 11 de livros infanto-juvenis, cinco de crítica, nove de conhecimentos, saberes e biografias e quatro de histórias em quadrinhos. O best seller Paulo Coelho não estará entre eles. Ele criticou a organização coordenda pelo Ministério da Cultura, como justificativa para a ausência, mas essa história tem um outro lado.

    O ‘mago’, na verdade, tentou dar as cartas na organização do pavilhão brasileiro na feira. Ele busca essa influência, para definir participantes e assegurar um grande espaço individual para si próprio, desde os tempos de Galeno Amorim na presidência da Biblioteca Nacional.

    Sem ter conseguido atuar sobre a curadoria, Coelho passou a fazer uma série de exigências para participar da Feira, como um auditório com 2 mil lugares para dar uma conferência e a recusa de participar de mesas de debates ao lado de colegas. Ele sabia que, no espaço brasileiro, o ambiente construido para abrigar debates tem capacidade para 180 lugares. Ficou inviável.

    Coelho, especialmente, exigiu ser o orador na abertura da feira, mas de novo frustrou-se. Os escolhidos a subir ao palco foram Ana Maria Machado, autora de literatura infanto-juvenial que é presidente da Academia Brasileira de Letras, e Luiz Ruffato, vencedor do Troféu APCA, oferecido pela Associação Paulista de Críticos de Arte, e do Prêmio Machado de Assis da Fundação Biblioteca Nacional.

    O famoso escritor também queria, como num passe de mágica, fazer sua seleção particular de bons escritores. Na vida real, nada do que Paulo Coelho tentou conseguir além das condições oferecidas aos demais autores que estão indo à feira foi aceito.
    A escolha dos 70 autores que integram a comitiva do Brasil na Feira do Livro foi feita por uma curadoria compartilhada entre o crítico literário Manuel da Costa Pinto, o coordenador da programação literária brasileira em Frankfurt, Antonio Martinelli, e a professora Antonieta Cunha.

    Entre os critérios adotados, livros traduzidos para o alemão, volume de vendas, tendência dos leitores e outros. Coelho estava incluido, é claro, no rol de escritores escolhidos, mas sua exigência de estrela o levaram a ficar de fora.
    A Feira do Livro de Frankfurt deve reunir mais de sete mil expositores de 100 países e receber entre 250 mil e 300 mil visitantes. Os 70 escritores participarão de 32 mesas que abordarão os mais diversos temas ligados aos seus trabalhos e área de conhecimento, diariamente, no auditório do Pavilhão Brasileiro, que será montado na Feira.

    O pavilhão brasileiro conta com uma grande exposição artística num espaço de 2.500 metros quadrados. O Projeto Frankfurt do Brasil selecionou um total de 92 autores. Os que não estão na feira de Frankfurt participaram de outros eventos literários na Alemanha.

    A preparação para chegar a Frankfurt contou com a marca inédita de 422 bolsas de apoio à tradução desde 2010, quando o País aceitou o compromisso de ser homenageado em 2013. Em menos de dois anos, 110 obras foram publicadas na Alemanha.

    Nas palavras da ministra da Cultura, Marta Suplicy, em coletiva realizada esta semana no Rio de Janeiro, “Frankfurt é uma extraordinária oportunidade para o Brasil fortalecer sua imagem literária e cultural na Europa”.

    “O Ministério tem batalhado muito na questão do ‘soft power’. Não é só uma feira importante para a literatura, mas para a imagem do Brasil e para sua cultura que será mostrada para o mundo por vários meses”, ressaltou a ministra.

     

      

     

    • O ego do Paulo Coelho gritou

      O ego do Paulo Coelho gritou mais alto, o escritor erra ao apontar racismo na escolha dos autores:

      Feira de Frankfurt: ‘O critério foi literário e não étnico’, diz Marta

      Marta afirmou que espera número maior de negros nos eventos – Foto: Tomaz Silva/ABr

       

      Diana Brito 
      Rio de Janeiro/Folhapress

      A ministra da Cultura, Marta Suplicy, afirmou hoje, em entrevista na Biblioteca Nacional, no Rio, que não foi usado nenhum parâmetro étnico na escolha da delegação de escritores brasileiros para a Feira do Livro de Frankfurt.

      Marta comentou a polêmica, levantada na imprensa alemã, de que teria havido racismo na seleção dos integrantes da comitiva oficial brasileira para o evento, que neste ano tem o Brasil como país convidado. Na delegação brasileira há 70 autores e somente um negro, Paulo Lins. 
      “O critério não foi étnico. O primeiro era qualidade estética, depois autores que tivessem livros traduzidos para o alemão e língua estrangeira. A Feira de Frankfurt é comercial e nós temos que dar prioridade a quem já está lá e vai poder se colocar também pela diversidade”, disse Marta Suplicy. 

      Perfil.
      A ministra afirmou ainda que o país vive um momento de transformação, o que vai permitir que, nas próximas gerações, haja um número maior de negros em eventos como esses. “Hoje infelizmente não temos. Devemos entender que toda lista tem sempre um recorte que provoca discussão”. 
      De acordo com a coordenadora do Centro Internacional do Livro da Biblioteca Nacional, Moema Salgado, o critério de traduzir os livros foi de acordo com a organização da feira. “É uma demanda de feira internacional. Quem vê um debate, quer um livro traduzido para comprar”, disse.

       

       

  7. Ainda bem!

    Ele sabe que não precisa de um “ambiente literário” para se promover, por isso ele esnoba e faz gracinha. A lógica na qual “o mago” se move não é de modo algum literária. É apenas comercial.

    Mas ainda bem que “o mago” não vai!

    A literatura brasileira vai se livrar desse mico.

  8. comentando um chororó

    Apenas um leve e debochado comentários sobre esse pseudoescritor:

    “As margens do rio Meno sentou e chorou” hehehehe é um palhaço!

  9. Acabo de falar com Fernando

    Acabo de falar com Fernando Morais via skype. Ele disse que iria escrever comentando (no blog 247)  que Brasil nao me dá atenção que merece.

    Comentei que isso não apenas era uma bobagem, como ele estaria avalizando o que foi dito acima, mentira atrás de mentira.
    Portanto, copio aqui o email enviado ao Fernando logo após ler a noticia. Observações entre [] nao estao no email, apenas esclarecem o teor

    From: Paulo Coelho
    Date: Sun, 06 Oct 2013 18:37:29 +0200
    To: Fernando Morais

    Que interessante link , Fernando.
    Agora espero sinceramente que voce e/ou Zé  faça um post ali (não um comentário, porque ninguem le comentário ali) contando em detalhes nossa conversa de segunda-feira
    a] que a Marta te procurou duas vezes na segunda. Já havia te procurado antes [quereudo falar comigo], tenho email dela que voce me repassou [ e eu disse que não tinha o menor interesse em conversar a este respeito]
    b] que o objetivo do seu telefonema era dizer que eu teria meu auditório de mil lugares, que ela tinha conseguido isso
    dc] que eu demonstrei nao apenas espanto, mas irritaçao. EU NUNCA pedi isso, tinha um auditorio de 600 lugares na Feira, e um auditorio de 2.000 lugares no Maritm Frankfurt
    d] enviei um email para voce, como pediu, para que repassasse para Marta. Ali mostrava minha surpresa e indignidade.

  10. Se…

    Se páunocoelho entendesse de literatura queimaria todos os seus livros ontem…e se desconvidaria de qualquer evento literário…

    titia imagina que deve haver alguma ironia escondida no ato do juntador de clichês…deve haver, o raio é que titia não consegue enxergar onde…

    • Essa eu não sabia, que todos

      Essa eu não sabia, que todos nós já tinha sido classificado e determinado quem é negro ou não. Ou, Pelo visto,  o dono do blog lhe deu essa função

  11. Em primeiro lugar Paulo

    Em primeiro lugar Paulo Coelho não é escritor é “escrevedor de rabiscos’ Nõ faz falta nenhuma e mais uma vez quer aparecer no exterior como justiceiro

     Em segundo lugar o critico litera´rio que elaborou a lista de FRANKFURT é Manuel da Costa Pinto que eu nunca gostei como critico e sempre discordava das suas criticas sobre livros para mim haveria alguem melhor para elaborar essa lista .E finalmente o mais importante: a imprensa brasileira esta usando a feira de Frankfurt como desculpa tem interesses politicos quer passar a imagem que será um desastre uma má vontade totalmente intencional não se iludam

  12. Felipe Neto, mais um excluido por racismo?

    “Em nenhuma emissora ela seria aceita”, diz Felipe Neto, autor da série “A Toca”

    Criada pelo vlogueiro carioca Felipe Neto, “A Toca” é a nova série exclusiva da Netflix/ Divulgação

    Gustavo Abreu , iG São Paulo.

    Felipe Neto é um dos nomes mais polêmicos da internet brasileira. Tem 25 anos e é dono do primeiro canal do YouTube em língua portuguesa a atingir a marca de 1 milhão de assinantes, o Parafernalha. O número hoje passa dos 3 milhões, mas é com a estreia de “A Toca” , disponibilizada essa sexta-feira (9) pela Netflix, que o carioca dá um passo maior (e à frente) em sua carreira.

    A série chama a atenção, e teve até menção na revista “Variety”, importante publicação americana no ramo de entretenimento, por ser a primeira produção original do serviço de streaming fora dos Estados Unidos — antes dela, vieram “House of Cards” e “Orange is the new black” , por exemplo.

    Já conhecida entre seus fãs do YouTube desde março de 2012, “A Toca” agora ganha três episódios de trinta minutos cada, disponibilizados todos de uma vez, apenas no Brasil.

    O programa mostra os bastidores da produtora de Felipe, no estilo “The Office”, onde são produzidas suas esquetes de humor.

    Conhecido também pro comandar o quadro “Sem Noção”, do “Esporte Espetacular”, e “Até que Faz Sentido”, do Multishow, Felipe afirma que “A Toca”, no formato como estreou com exclusividade na Netflix, não se encaixaria em canais tradicionais de TV.

    “Ela jamais seria feita na televisão. Seja aberta ou fechada, em nenhuma emissora ela seria aceita. Ela brinca e faz humor com coisas que normalmente o humor brasileiro da televisão não fala e não faz”, diz.

    Segundo o vlogueiro, o programa não seria aceito por conta do tipo de humor explorado. ”Acham que o humor tem que ter moral e seguir os bons costumes. E a série ‘A Toca’ é uma série que não tem esse compromisso”, defende.

    Um dos motivos pelo qual a Netflix se interessou por “A Toca” foi o fato de que outro programas brasileiros de humor “se mostraram populares entre os usuários desde que lançamos o serviço”, como explica Ted Sarandos, diretor de conteúdo da Netflix. O serviço não disponibiliza números de audiência (característica que causa certa indignação entre os canais tradicionais norte-americanos) mas em seu catálogo brasileiro há títulos como “Pânico” e stand-ups de Rafinha Bastos e Danilo Gentili .

    “A Toca tem os vídeos polêmicos, mexe com o politicamente incorreto. Isso chamou a atenção da Netflix, que queria produzir conteúdo no Brasil, queria fazer algo de diferente”, conta Felipe.

    Além de “A Toca”, Felipe também lança este mês o livro “Não Faz Sentido – Por Trás da Câmera”, pela Editora Casa da Palavra. Nele, o vlogueiro conta a história por trás da Parafernalha, desde os tempos em que gravava vídeos no fundos da casa de sua avó.

    Apesar do crescimento de seu empreendimento digital nos últimos anos, Felipe explica que sua fama de moleque polêmico e verborrágico faz parte apenas do personagem. “Nunca fui rebelde sem causa”, desdenha. Para o futuro, ele diz ter planos de explorar outros formatos como autor, mas o foco agora é a série da Netflix. Cinema, por exemplo, está em seu horizonte “mas só daqui a algum tempo.”

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=F43rQ1eyGPU%5D

     

  13. Carolina Munhoz não foi excluida por racismo

    Paulo Coelho, exclusão por racismo? Pelo que notei até agora, na sula lista não tem a ver com isso e sim com um estilo parecido com o seu, o que não quer dizer que não deveriam estar lá, melhor que vc tivesse questionado com transparência os critérios, pois sua atitude ficou parecendo outra coisa que não exatamente o que vc coloca

     

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=fRkjR5JSQtk%5D

  14. André Vianco

    Video baseado em livro de André Vianco, apontado por Paulo Coelho como tendo sido excluido por racismo. Melhor se o Paulo Coelho tivesse apontado exclusão por estilo, algo assim, pois noto que os escritores apontados por Paulo Coelho, em sua maioria, tem o esoterismo como ponto central, e longe de mim dizer que são obras ruins por causa disso, nem conheço, estou apenas dizendo que não tem a ver com racismo

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=B-CVBBuZRKY%5D

  15.  
           
           Salvo engano

     

           

           Salvo engano a crítica de Paulo Coelho não se refere a critérios racistas nem étnicos. Refere-se a nepotismo. A alusão a racismo foi de outras matérias em jornais da Alemanha.

      • Participantes de 2013

        http://www.brasil.gov.br/cultura/2013/10/brasil-sera-o-homenageado-na-feira-internacional-do-livro-de-frankfurt-2013

        68 autores integram a comitiva que irá para a Alemanha representar a pluralidade da literatura brasileira, no Portal Brasil, em 4/10/2013 Itamaraty/Luiz Alvaro Menezes

        Ao todo, serão cerca de 150 eventos literários, entre debates, palestras e leituras

         

        O Brasil será o país-tema, em 2013, de um dos principais encontros da literatura mundial. De 9 a 13 de outubro, a produção literária Brasileira será homenageada na Feira Internacional do Livro de Frankfurt, que contará com a presença de mais de 100 editoras nacionais, de dez estados e do Distrito Federal.

        O convite para a homenagem foi feito ao Ministério da Cultura em outubro de 2010, e resultou em um acordo firmado entre as duas partes para concessão de bolsas de apoio à tradução e publicação.

        O orçamento de bolsas em 2013 é de R$ 1,7 milhões, designados para a tradução de 110 autores brasileiros em 30 diferentes países. Desde 2011, 357 bolsas de apoio à tradução e publicação foram concedidas, sendo 48 destinadas à tradução para o alemão.

        Programação

        A programação literária do Brasil na Alemanha teve início em março e se prolongará até outubro de 2013. Ao todo, serão cerca de 150 eventos literários, entre debates, palestras e leituras, envolvendo aproximadamente 90 autores e palestrantes brasileiros em espaços culturais de diversas cidades alemãs, sendo as principais Frankfurt, Berlim, Colônia, Leipzig, Bohn e Mainz.

        A lista dos 68 autores convidados para integrar a comitiva que irá para a Alemanha representar a pluralidade da literatura brasileira foi divulgada pelo Comitê Organizador em março, durante a Feira do Livro de Leipzig.

        Serão 32 autores de prosa, 11 infantojuvenis, sete poetas, cinco críticos e nove autores na área de conhecimentos e biografias, além de quatro autores de história em quadrinhos ou romance gráfico, que participarão de mesas, leituras e debates da programação.

        Comitê

        Dentre os compromissos assumidos pela parte brasileira estava a criação de um Comitê Organizador do projeto Brasil Convidado de Honra da Feira do Livro de Frankfurt 2013, responsável pela pilotagem de toda a programação brasileira na Alemanha em 2013.

        O Comitê Organizador é constituído por representantes do Ministério da Cultura (MinC), Ministério das Relações Exteriores (MRE), Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Fundação Nacional de Artes (Funarte) e Câmara Brasileira do Livro (CBL). Como instância máxima de decisão do Comitê, o Conselho Diretivo do projeto é composto pelos Presidentes da FBN e da Funarte, pelos Diretores do Departamento Cultural do MRE, de Relações Internacionais do MinC e do Centro Internacional do Livro/ FBN, pela gerente executiva do projeto e pela Presidente da CBL.

        Conheça os autores brasileiros que participarão da Feira do Livro de Frankfurt 2013 

        Prosa

        1. Adriana Lisboa (RJ)

        2. André Sant’Anna (MG)

        3. Andrea del Fuego (SP)

        4.  Antonio Carlos Vianna (SE)

        5. Beatriz Bracher (SP)

        6. Bernardo Ajzemberg (SP)

        7. Bernardo Carvalho (RJ)

        8. Carlos Heitor Cony (RJ)

        9. Carola Saavedra (RJ)

        10. Cíntia Moscovich (RS)

        11. CristovãoTezza (SC)

        12. Daniel Galera (RS)

        13. Férrez (SP)

        14. Ignácio de Loyola Brandão (SP)

        15. João Almino (RN)

        16. João Ubaldo Ribeiro (BA)

        17. Joca Reiners Terron (MT)

        18. Lourenço Mutarelli (SP)

        19. Luiz Ruffato (MG)

        20. Luiz Bras (MS)

        21. Marçal Aquino (SP)

        22. Marcelino Freire (PE)

        23. Michel Laub (RS)

        24. Nélida Piñon (RJ)

        25.  Nuno Ramos (SP)

        26. Patrícia Melo (RJ)

        27. Paulo Coelho (RJ)

        28. Paulo Lins (RJ)

        29. Ronaldo Correia de Brito (CE)

        30. Sérgio Sant’Anna (RJ)

        31. Teixeira Coelho (SP)

        32. Veronica Stigger (RS)

         

        Poesia

        1. Affonso Romano de Sant’Anna (MG)

        2.  Age de Carvalho(PA)

        3. Alice Ruiz (PR)

        4.  Chacal (RJ)

        5. Heitor Ferraz (SP) 

        6. Nicolas Behr (DF)

        7.  Paulo Henriques Britto (RJ)

         

        Infantojuvenil

        1.   Ana Maria Machado (RJ)

        2.   Angela-Lago (MG)

        3.  Daniel Munduruku (PA)

        4.  Eva Furnari (SP)

        5.  Fernando Vilela (SP)

        6.  Marina Colasanti (RJ)

        7.  Mauricio de Sousa (SP)

        8.  Pedro Bandeira (SP)

        9.  Roger Mello (DF)

        10. Ruth Rocha (SP)

        11. Ziraldo (MG)

          

        Crítica

        1.  Flora Süssekind (RJ)

        2.  José Miguel Wisnik (SP)

        3.  Luiz Costa Lima (MA)

        4.  Maria Esther Maciel (MG)

        5.  Walnice Nogueira Galvão (SP) 

        Conhecimentos/Saberes/Biografias

        1.  Fernando Morais (MG)

        2.  José Murilo de Carvalho (MG)

        3.  Mary Del Priore (RJ)

        4.  Lilia Moritz Schwarcz (SP)

        5.  Manuela Carneiro da Cunha (Portugual – SP)

        6.  Maria Rita Kehl (SP)

        7.  Miguel Nicolelis (SP)

        8.  Ruy Castro (MG)

        9. Rosiska Darcy de Oliveira (RJ) 

         

         HQ

        1.  Fábio Moon (SP)

        2.  Fernando Gonsales (SP)

        3.  Gabriel Bá (SP)

        4.  Lelis (MG)

        Confira a programação, o perfil dos autores que virão a Frankfurt e outras novidades sobre a participação brasileira na Feira do Livro em:

        http://brazil13frankfurtbookfair.com

         

         

  16. Paulo Coelho foi convidado? Mas é feira de que? Literatura?

    Eu também acho que a seleção de escritores que o Ministério fez foi muito ruim,

    a começar com o Paulo Coelho. Representar a literatura Brasileira é muita areia pro caminhãozinho

    dele. Paulo é subproduto mercadológico da nossa literatura, serviria quanrdo muito para palestrar sobre como

    escrever para ficar milhonário.

     

  17. Perda irreparável

    Oh! Que perda irreparável! Umm gênio como esses não representar o Brasil! Que ministério mais idiota, esse da cultura. Com que papéis os alemães irão embrulhar seus peixes se não poderão contar com a força estatal para divulgar os livros desse gênio? Abrs.

  18. Continuação da relação de selecionados

    Ainda sobre a acusação de racismo: O João Ubaldo é branco? O Ferrez é branco?

    Continuando a  apresentação dos escolhidos. Este é o Ferrez

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=vrVSRrACTL8%5D

    Cristóvão Tezza

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=Oi8O8V2hLKY%5D

    Nuno Ramos

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=X_G0LsZ9XxU%5D

    Andrea Del Fuego

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=fhNOIXo2HoU%5D

    Verônica Stigger

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=HJTNRYKzx_M%5D

    Sobre a participação de editoras:

    Mais de 150 editores brasileiros estarão na feira do livro de Frankfurt 2013

    terça-feira, 25 de Junho de 2013A +|A –

     

    No ano em que o Brasil é o País Homenageado da Feira do Livro de Frankfurt, a produção editorial brasileira ganha ainda mais destaque no evento. O já tradicional Estande Coletivo do País, localizado no Hall 5.1, teve o espaço ampliado para 700 metros quadrados e abrigará as mais de 150 editoras que vão expor seus livros e projetos editoriais. Para tornar essa participação brasileira em Frankfurt ainda mais expressiva e gerar oportunidades de crescimento dos negócios, não apenas com a Alemanha, mas mundialmente, a pedido da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o projeto setorial Brazilian Publishers (BP), parceria da CBL com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), desenvolveram um conjunto de atividades baseadas na principal missão do BP, de organizar ações de promoção comercial que fomentem a exportação do conteúdo editorial brasileiro nos mercados-alvo do projeto.

    Conheça as ações realizadas pelo BP para dar ênfase à participação brasileira em Frankfurt:

     

    Modelo participativo – foi desenvolvida metodologia com o objetivo de mobilizar, analisar e preparar editores brasileiros que se cadastraram para participar de Frankfurt pela primeira vez.

     

    Workshop com especialistas – consultoras do BP criaram e apresentaram o Manual para Participantes “O que fazer para que a sua participação na Feira do Livro de Frankfurt seja bem-sucedida?”, com o intuito de auxiliar na preparação dos editores brasileiros que estão estreando no evento. Como trabalho complementar, três workshopsforam realizados, dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro.

     

    Elaboração de material para suporte – equipe do BP editou conteúdo para orientar os editores estreantes em Frankfurt em sua preparação para o evento.

     

    Workshop com especialista internacional – o projeto BP convidou Lynette Owen, diretora de Direitos Autorais da editora inglesa Pearson Education, para passar orientações sobre Rights e as novas formas de contratos. Foram realizados dois workshops, um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro.

     

    Projeto Imagem – entre os dias 1º e 6 de julho, o projeto Brazilian Publishers realiza, no Rio de Janeiro, ação para divulgar o setor editorial brasileiro e promover a venda de direitos autorais. Intitulada Brazilian Publishing Experience, a iniciativa visa estreitar os laços comerciais de editoras nacionais com parceiros estrangeiros e divulgar a produção editorial brasileira no exterior. Neste ano, especificamente, em que o Brasil é o país homenageado da Feira do Livro de Frankfurt, a Alemanha será o país-alvo da ação. O Projeto Imagem reunirá representantes de editoras e jornalistas de países como a Alemanha, Espanha e os Estados Unidos.

     

    Estrutura para associadas – O BP irá montar um estande de 192 metros quadrados, no Hall 5.1, para que as editoras associadas ao projeto possam realizar suas reuniões de negócios com parceiros internacionais. Neste espaço, o editor do BP terá toda a infraestrutura necessária para trabalhar e atender potenciais compradores. 

     

    Missão Cultura Exportadora – O objetivo é estimular a participação  proativa e com enfoque exportador de editores brasileiros. O público-alvo são os expositores do Estande Coletivo do Brasil. In loco, os participantes poderão acompanhar a dinâmica de negociações e absorver as melhores práticas de mercado, além de participações em palestras, treinamentos e visitas guiadas aos diversos estandes e eventos durante a feira.

     

    Seis autores em Frankfurt – Os autores brasileiros Ricardo Azevedo, Emico Okuno, Ilan Brenman, Ronaldo Simões Coelho, João Carrascoza e Luiz Antonio Aguiar foram selecionados para representar as editoras associadas ao BP e auxiliar na promoção de seus conteúdos na Feira de Frankfurt 2013.

     

    PROGRAMAÇÃO PROFISSIONAL

     

    A atenção especial dedicada ao público profissional da maior feira de livros do mundo terá continuidade durante o evento, que será realizado de 9 a 13 de outubro. No Estande Coletivo do Brasil, a CBL contará com um espaço para cerca de 60 lugares, que será palco de atividades com conteúdos relacionados à área de negócios, à venda de direitos autorais e a outros temas que tenham como objetivo dar visibilidade à produção editorial brasileira no mercado internacional.

    Entre os temas que integram a programação, estão:

     Brasil – um Mercado de Oportunidades Programa de Apoio à Tradução O Livro Além do Livro Panorama do Livro Digital no Brasil Instituições Culturais e Autores Projeto Escritores nas Cidades Tendências do Mercado de CTP – Livros Científicos Técnicos e Profissionais Perfil do Livro Infantil Brasileiro O Papel do Livro na Educação Brasileira Revista Machado de Assis O Papel do Agente Literário O Segredo para Publicação de Best-sellers Direito Autoral e Contratos O Livro Digital e a Influência no Hábito dos Jovens Leitores O Ensino de Português como Idioma Estrangeiro Bate-papo com Escritores – o Romance Brasileiro Projeto Osmose – Intercâmbio de Quadrinistas Alemães e Brasileiros Ampliação do Catálogo de Ficção Brasileira Possibilidades de Negócios entre Editoras Brasileiras e Alemãs O Papel do Livro na Construção da Cidadania

     

    EXPOSITORES DEMONSTRAM ENTUSIASMO COM O EVENTO

     

    Nesta edição, o Estande Coletivo do Brasil será ocupado por mais de cem editores, de quatro regiões brasileiras, dez Estados e o Distrito Federal. “Nossa expectativa é grande, pois o país estará em destaque e temos que aproveitar o interesse de editores para mostrar nosso potencial editorial”, afirma Miriam Gabbai, da editora Callis, que participa da feira desde 1992, e deverá levar na bagagem 63 títulos infantis e juvenis.

    Outro entusiasta do evento é Breno Lerner, da Melhoramentos, editora que há mais de 50 anos expõe em Frankfurt. “Sendo o Brasil o país homenageado e, a buscar por nossa experiência prévia de 1994, mais editores deverão se interessar por nossos livros e autores, além dos que já estarão lançando autores brasileiros na feira – no nosso caso, Ziraldo e Alex Atala”, destaca o publisher.  Há 33 anos participando diretamente da feira, ele ensina: “Quem estiver na primeira participação não deve se fascinar ou se atemorizar com o tamanho do evento”. Ele dá outras dicas: o ideal é ir direto aos pontos de interesse, preparar o material de apresentação, agendar previamente as reuniões e marcá-las sequencialmente, no mesmo pavilhão.

    “Ir a Frankfurt é importante para compreender o tamanho e a força do mercado editorial no mundo todo. É profissionalizante”, ressalta Mariana Warth, da Pallas Editora, que vê como positiva a prospecção de negócios realizada em edições anteriores. A Pallas, que há 40 anos publica livros sobre cultura afro-brasileira e afrodescendente, nesta edição apresentará também livros infantis. Ao todo, são mais de mais de 200 títulos, que constam do catálogo nacional da editora.

     

    AS EDITORAS PARTICIPANTES

     

    Conheça as editoras que ocuparão o Estande Coletivo do Brasil, localizado no Hall 5.1, relacionadas por região e Estado.

     

    REGIÃO SUDESTE

    São Paulo

    Alameda Casa Editorial

    Bamboo Editorial

    Bantim, Canato e Guazzelli Editora

    Callis Editora

    Companhia Editora Nacional

    Cortez Editora e Livraria

    Cosac & Naify Edições

    D.A. Produções Artísticas

    DBA Dórea Books and Art Artes Gráficas

    Edições Escala Educacional/Editora Lafonte

    Edições Loyola

    Edições Rosari

    Edições SM

    Editora Aleph

    Editora Ática

    Editora Atlas

    Editora Autores Associados

    Editora Campos (Veneta)

    Editora Claridade

    Editora Dedo de Prosa

    Editora DSOP

    Editora Edgard Blucher

    Editora Europa

    Editora Évora

    Editora FTD

    Editora e Livraria Galpão

    Editora Globo

    Editora Hagnos

    Editora Logosófica

    Editora Manole

    EMB Editora Master Books

    Editora Melhoramentos

    Editora Moderna

    Editora Napoleão

    Editora Nova Alexandria

    Editora Peirópolis

    Editora Rideel

    Editora Sarandi

    Editora Scipione

    Editora Senac São Paulo

    Editora Terceiro Nome

    Editora da Universidade de São Paulo

    Editora Volta e Meia

    Elementar Publicações e Editora

    Escrituras Editora e Distribuidora de Livros

    Fundação Editora da Unesp

    Fundação João Paulo II – Editora Canção Nova

    Giostri Editora

    Girassol Brasil Edições

    Giz Editorial e Livraria

    Global Editora e Distribuidora

    HUB Editorial

    Imprensa Oficial do Estado – IMESP

    Jinkings Editores Associados (Boitempo)

    Just Editora Ltda.

    Komedi Editora e Comércio

    LetraImpressa Editora

    Luste Projetos Editoriais e Culturais

    Marcia Callage – Projeto Ema

    Mauricio de Sousa Editora

    Milfolhas Produção Editorial/Sá Editora

    Monteiro da Silva Advogados Associados

    M.R. Cornacchia Liv. e Editora

    n-1 edições / n-1 publications

    Oficina de Textos

    Parábola Editorial

    Pri Primavera Editorial

    Publicações Mercuryo Novo Tempo

    Saraiva Livreiros Editores

    Serviço Social do Comercio – Sesc

    SJT Saúde, Educação, Cultura e Editora

    Summus Editorial

    Terracota Editora e Serviços

    Terra Virgem Editora e Produções Culturais

    Vergara & Riba Editoras

    Yendis Editora

    Rio de Janeiro

    Contra Capa Livraria

    Editora Cobogó

    Editora Rocco

    Editora Viajante do Tempo

    Fundação Getúlio Vargas

    GEN – Grupo Editorial Nacional Participações

    Mar de Ideias Navegação Cultural

    Moreira Dias Editora (Apicuri)

    Outras Letras Editora

    Pallas Editora e Distribuidora

    Prazerdeler Editora

    Selo Off Flip Editora

    Senac/ARRJ – Editora Senac Rio de Janeiro

    Simmer e Amorim Edição e Comunicação

     

    Minas Gerais

    Aletria

    Casa dos Espíritos Editora

    Editora Baobá

    Editora Dubolsinho

    Editora RHJ

    Fino Traço Editora

    Mazza Edições

    Uni Duni Editora de Livros

     

    REGIÃO NORDESTE

    Bahia

    Editora Casarão do Verbo

    Pétula Ventura Lemos Petersen (Lemos Editorial)

    Solisluna Design Editora

    Pernambuco

    Cubzac Editora e Distribuidora

    Paraíba

    Ideia Editora

     

    REGIÃO SUL

    Paraná 

    Editora Fama

    Editora Positivo

    Rio Grande do Sul

    EDIPUCRS – Editora Universitária da PUC/RS

    Santa Catarina

    Todolivro Distribuidora

     

    REGIÃO CENTRO-OESTE

    Distrito Federal

    Fundação Alexandre Gusmão

    Goiás

    R&F Editora

     

    ESCRITORES CONVIDADOS

     

    No total, 70 representantes da arte literária do Brasil estarão em Frankfurt, a convite da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), que preside o comitê organizador da presença brasileira no evento; 11 deles de obras infanto-juvenis, 8 poetas, 6 críticos, 8 autores na área de conhecimentos e biografias e 4 autores de história em quadrinho ou romance gráfico. São eles: Adélia Prado (MG), Adriana Lisboa (RJ), Affonso Romano de Sant’Anna (MG), Age de Carvalho (PA), Alice Ruiz (PR), Ana Maria Machado (RJ), Ana Miranda (CE), André Sant’Anna (MG), Andrea del Fuego (SP), Angela-Lago (MG), Antonio Carlos Viana (SE), Beatriz Bracher (SP), Bernardo Ajzenberg (SP), Bernardo Carvalho (RJ), Carlos Heitor Cony (RJ), Carola Saavedra (RJ),  Chacal (RJ), Cíntia Moscovich (RS), Cristovão Tezza (SC), Daniel Galera (RS), Daniel Munduruku (PA), Eva Furnari (SP), Fábio Moon e Gabriel Bá (SP), Fernando Gonsales (SP), Fernando Morais (MG), Fernando Vilela (SP), Ferréz (SP), Flora Süssekind (RJ), Francisco Alvim (MG), Ignácio de Loyola Brandão (SP), João Almino (RN), João Gilberto Noll (RS), João Ubaldo Ribeiro (BA), Joca Reiners Terron (MT), José Miguel Wisnik (SP), José Murilo de Carvalho (MG), Lelis (MG), Lilia Moritz Schwarcz (SP), Lourenço Mutarelli (SP), Luiz Costa Lima (MA), Luiz Ruffato (MG), Manuela Carneiro da Cunha (Portugal – SP), Marçal Aquino (SP), Marcelino Freire (PE), Maria Esther Maciel (MG), Maria Rita Kehl (SP), Marina Colasanti (RJ), Mary Del Priori (RJ), Mauricio de Sousa (SP), Michel Laub (RS), Miguel Nicolelis (SP), Nélida Piñón (RJ), Nicolas Behr (MT), Nuno Ramos (SP), Patricia Melo (SP), Paulo Coelho (RJ), Paulo Henriques Britto (RJ), Paulo Lins (RJ), Pedro Bandeira (SP), Roger Mello (DF), Ronaldo Correia de Brito (CE), Ruth Rocha (SP), Ruy Castro (MG), Sérgio Sant’Anna (RJ), Silviano Santiago (MG), Teixeira Coelho (SP), Veronica Stigger (RS), Walnice Nogueira Galvão (SP) e Ziraldo (MG).

     

    AS EXPECTATIVAS DOS AUTORES

     

    Participar da Feira de Frankfurt no ano em que o Brasil é o País Homenageado é motivo de alegria, orgulho e expectativas para os escritores convidados. Veja o depoimento de autores veteranos, como os imortais da Academia Brasileira de Letras Ana Maria Machado e João Ubaldo Ribeiro, Ziraldo e Daniel Galera, e dos que farão sua estreia no evento, como os quadrinhistas Fábio Moon & Gabriel Bá e a psicanalista Maria Rita Kehl.

     

    Ana Maria Machado – “Estive em Frankfurt em 1994, na primeira vez que o Brasil foi o país homenageado. Sinto-me consciente de que essa escolha me honra. Não sou muito chegada a ter expectativas em relação a coisas aleatórias, que dependem de muitos fatores diversos. A visibilidade de um autor no mercado editorial internacional não me parece estar diretamente ligada a participação em um evento desse tipo. Mas acho que sempre pode ajudar, é claro. Sobretudo se a divulgação junto à mídia for bem feita. Estou com meus nove romances sendo relançados – “Alice e Ulisses”, “Tropical Sol da Liberdade”, “Canteiros de Saturno”, Aos Quatro Ventos”, “O Mar Nunca Transborda”, “A Audácia desta Mulher”, “Para Sempre”, “Palavra de Honra” e o mais recente deles, “Infâmia” – e estarão lá, em suas novas edições. Alguns deles estarão também em traduções estrangeiras, que devem sair nas vésperas da Feira de Frankfurt.”

     

    João Ubaldo Ribeiro – “A Feira de Frankfurt é sempre uma boa experiência, gosto de ser convidado, deve ser uma ocasião muito feliz, muito interessante. Não tenho muita expectativa (com a visibilidade do evento) porque sou muito publicado na Alemanha e meus livros se dão relativamente bem ou até muito bem na Alemanha. Para mim, é mais uma coisa de rever amigos do mercado editorial, de lá conversar com editores e fazer uma eventual palestra, ou participar de alguma mesa para divulgar a literatura brasileira ou evento semelhante. Vou participar da feira, mas tenho a impressão que meus títulos em alemão – Viva o Povo Brasileiro, O Sorriso do Lagarto, O Feitico da Ilha do Pavão, Sargento Getúlio, Um Brasileiro em Berlim – estarão lá. Já sou um veterano da Feira de Frankfurt, já participei de pelo menos umas três, inclusive da outra em que o Brasil também foi homenageado (1994).”

     

    Ziraldo – “Os alemães estão lançando no âmbito da feira e depois em outras cidades alemãs sua tradução do meu livro ‘Flicts’. Vou a Frankfurt com o ‘Flicts’ e alguns outros livros meus para mostrar para outros editores. Quanto a isto, aliás, vou ficar sentado no meu canto. Já estou meio velho pra correr atrás. Vamos ver o que acontece. Já participei de muitas edições do evento. Várias edições de livros meus publicados na Europa foram negociadas lá.”

     

    Daniel Galera – “É uma satisfação e uma responsabilidade participar da Feira de Frankfurt, que é parte de um contexto maior de expansão do interesse pela literatura brasileira no exterior. É importante aproveitar bem esses eventos, já que nossa literatura e nosso idioma ainda têm um papel secundário no mercado internacional. Meu papel principal é dar o melhor de mim como escritor, mas, estando presente em Frankfurt, sei que faço parte de um movimento maior que pode beneficiar a literatura brasileira como um todo, e espero conseguir contribuir para que isso dê certo. Meu romance mais recente, ‘Barba Ensopada de Sangue’, foi vendido a algumas editoras estrangeiras durante a Feira de Frankfurt do ano passado, então já conheço o potencial do evento. Agora que o livro estará traduzido e publicado na Alemanha, pela editora Suhrkamp, e será divulgado durante a feira, espero poder trabalhar para que ele chegue aos leitores de lá. Antes, farei um pequeno ciclo de leituras em cidades alemãs. Torço também para conseguir negociar alguns dos meus outros livros com editoras estrangeiras”.

     

    Fábio Moon & Gabriel Bá

    Fábio Moon – “Ficamos muito contentes e honrados quando recebemos o convite – estávamos em Angoulême, na França, no maior festival de quadrinhos da Europa, e quase não acreditamos na mensagem. Já sabíamos que o Brasil seria o país homenageado, o que coloca uma atenção muito maior nos autores nacionais presentes. Ainda não temos a noção exata do que essa participação representa, mas estamos nos esforçando para aproveitar a oportunidade ao máximo. Já participamos de alguns dos maiores eventos de Quadrinhos do mundo, nos Estados Unidos e na Europa, mas sabemos que estamos entrando em algo de uma escala muito maior. Esperamos abrir definitivamente as portas da literatura em Frankfurt, fazendo esta ponte que acreditamos ser vital com um público que não está acostumado a descobrir leituras profundas em Quadrinhos. Temos dois livros nossos que serão lançados em alemão este ano: ‘Daytripper’, que já foi publicado em oito línguas, será publicado pela Panini; e o ‘De:TALES’, coletânea de histórias curtas publicada nos EUA em 2006 – composto por histórias presentes nos nossos livros ‘10 Pãezinhos: CRÍTICA!’ e nas antologias ‘FRONT’ –, que, aqui no Brasil, foi negociado e sairá pela Cross Cult para o evento.”

     

    Gabriel Bá – “Todas as vezes que somos convidados a festivais internacionais, me sinto um pouco como um atleta olímpico representando meu país. Muito em virtude do tipo de história que contamos, de trazermos o Brasil no nosso repertório, o que nos diferencia de outros autores brasileiros trabalhando no mercado internacional, sinto que carregamos a bandeira por onde vamos, não importa para qual mercado estamos falando. Em outras ocasiões, era como se nós dois fôssemos os únicos representantes da nossa ‘modalidade’ nos eventos. Em Frankfurt, este ano, parece ainda mais uma Olimpíada, com 70 autores de diversas vertentes. É muito emocionante. É inestimável o quanto podemos aprender neste evento, com o público, as editoras, os organizadores, os outros autores, nacionais e internacionais, e adoramos estas chances de intercâmbio. Estamos trabalhando na adaptação para os Quadrinhos do romance ‘Dois Irmãos’, do Milton Hatoum, a ser publicado pela Companhia das Letras. Assim como já fizemos em Angoulême, em fevereiro, pretendemos aproveitar esta oportunidade para apresentar o projeto para algumas editoras internacionais.”

     

    Maria Rita Kehl – “Sinto-me verdadeiramente honrada por participar do evento. A princípio estranhei, porque não sou escritora de ficção. Mas o organizador me explicou que, como é o ano do Brasil, vários escritores de não ficção também foram convidados. Estou contente, ansiosa por conhecer a feira e a cidade de Frankfurt, além de, é claro, escritores alemães e de outros países. Não tenho grande expectativa, talvez porque pense que o mercado editorial em geral privilegia a tradução de livros de ficção. Não sei como é o interesse pela psicanálise na Alemanha, hoje. Ficaria muito feliz se houvesse interesse por meu livro ‘Ressentimento’ (2004) e, principalmente, pelo livro sobre depressões, ‘O Tempo e o Cão: a Atualidade das Depressões’ (2009), pela atualidade do tema.”

     

    ALÉM DA BIBLIOTECA – O LIVRO COMO OBRA DE ARTE

     

    Apresentar o livro como obra de arte é a proposta da exposição Além da Biblioteca, atração da Feira de Frankfurt 2013 cuja iniciativa é dos projetos setoriais Brazilian Publishers, parceria da Câmara Brasileira do Livro (CBL) com a Apex-Brasil, e Latitude – Platform for Brazilian Art Galleries Abroad, parceria entre a Associação Brasileira de Arte Contemporânea (ABACT) e Apex-Brasil.

    A mostra ocupará 55 metros quadrados do Hall 4.1, na área de Livros de Arte e Design. Além da Biblioteca tem como conteúdo livros de artistas brasileiros representados por galerias vinculadas ao projeto Latitude, selecionados pela curadora Ana Luiza Fonseca.

     

     

     

    SABOR E LETRAS DO BRASIL EM FRANKFURT

     

    Após grande sucesso na 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no ano passado, o Cozinhando com Palavras será mais uma saborosa atração brasileira na Feira do Livro de Frankfurt 2013, e em restaurantes da cidade. O projeto da Câmara Brasileira do Livro (CBL), com curadoria do editor e chef de cozinha experimental André Boccato, promoverá encontros com chefs renomados, que vão passear pelos aromas de grandes nomes da nossa literatura, como Vinicius de Moraes, Jorge Amado, Câmara Cascudo e Gilberto Freyre, que exaltam a riqueza gastronômica do Brasil em suas obras.

     

  19. Até tentei

    Até tentei mesmo ler Paulo Coelho. Sempre lia as críticas conforme aqui se posta, mas com espírito leve e aberto adquiri uma coleção de livros dele ofertada pelo meu cartão de crédito. Quatorze livros por 140reais. Vamos ver se tudo que falam é verdade pensei, e já que era para pegar gosto resolvi começar por um dos mais famosos, o alquimista. Confesso, nunca consegui ler mais de dez páginas. Paulo Coelho não é para quem lê clássicos literários, com este tipo de literatura está acostumado. Sua literatura é necessária para um determinado mercado, mas não é representativa da arte nacional em qualidade. Sua ausência não prejudica nossa imagem. O mercado não determina o que é arte, há inúmeros livros que isto provam. Se dependesse do mercado , alguns clássicos nunca existiriam, ou seriam cortados ao meio e tornados mais palatáveis a um maior número de pessoas (lembro o que uma editora nacional fez com guerra e paz do Tolstoi recentemente) . 

  20. Páginas na web, de escritores que selecionados e não selecionad

    Vamos conhecer então os selcionados

    A página de Luiz Ruffatoo no Facebook

    https://www.facebook.com/luizruffato?viewer_id=1440485226

    Paulo Lins

    https://www.facebook.com/paulo.lins.33

    Marcelino Freire, no Twitter

    https://twitter.com/MarcelinoFreire

     

    Tweets

    4 out

    Fábio Moon & Gabriel Bá na Feira de Livros de Frankfurt

     Retweetado por Expandir4 out

    Feira de Frankfurt: mais de 90 escritores brasileiros estarão lá. , @ranchocarn Lista aqui: http://ow.ly/pvywm 

     Retweetado por Expandir28 set

    Alguns destaques do Brasil em Frankfurt (@projetofrankfurt2013’s photo) http://instagram.com/p/ez8WGwELfN/ 

     Retweetado por Expandir5 out

    Uma viagem pra crescer! Saiba tudo sobre nossa viagem para a Alemanha!

     Retweetado por Expandir12 h

    No avião, indo pra Franfurt. Já cruzamos com no aeroporto e, conosco no avião, o grande .

     Retweetado por  de São Paulo, São Paulo5 out

    Poxa, ser lembrado pelo mestre Paulo Coelho, é algo emocionante. Paulo, muito obrigado pelo apoio e por enxergar… http://fb.me/20NCnWeFP 

     Retweetado por Expandir2 out

    13000 likes, obrigado população leitora! Tudo começou em fevereiro de 2000, carregando esse livro debaixo do… http://fb.me/34PYrArMJ 

     Retweetado por Expandir2 out

    O amigo fala sobre seu novo livro, Vidas Provisórias, agora, na Travessa do Leblon

     Retweetado por  Ver foto11 h

    Historias de fantasía Lecturas de verdad | Matéria sobre “Dragones de Éter: Cazadores de Brujas”:

     Retweetado por Expandir13 set

    obrigada! Para “piorar”, tem mais autores chegando por aí. Viva!

     Retweetado por  Ver conversa12 set

    total! Obrigada 😉 Estou agora mesmo escolhendo um título para começar outro.

     Retweetado por  Ver conversa18 set

    Com Bernardo Carvalho e o fotógrafo Luiz para a revista alemã Die Zeit. @ mercearia são pedro http://instagram.com/p/eaxE-iENvt/ 

     Retweetado por Expandir24 set

    Obrigada, querida! É muito legal, um sonho.

     Retweetado por  Ver conversa22 set

    Brasilien ist Ehrengast der Buchmesse. Eine sehr schöne Neuerscheinung: Andréa del Fuego – Geschwister des Wassers http://pagewizz.com/26637/ 

     Retweetado por Expandir27 set

    Resenha sobre “As Miniaturas” no Valor Econômico, por Noemi Jaffe.

     Retweetado por Expandir2 out

    Daqui a pouco começa nossa primeira apresentação na Literaturhaus. Comigo estarão Michel Laub, Daniel… http://instagram.com/p/e-NiLQENhu/ 

     Retweetado por Expandir2 out

    Literaturhaus, o templo da leitura por dentro. @ Frankfurt http://instagram.com/p/e-gSQSkNqM/ 

     Retweetado por Expandir Responder  Retweetado  Favorito  Mais5 out

    Brasilien: Luiz Ruffato, Paulo Scott, und natürlich Andrea del Fuego:

     Retweetado por  Ver conversa1 out

    OSSOS À VISTA http://wp.me/p1guZz-FX 

     Retweetado por  Ver foto1 out

    Veja no meu blog, em primeira mão, capa de meu primeiro romance, a ser lançado em novembro pela Editora Record. Aqui: http://wp.me/p1guZz-FX 

     Retweetado por  Ver foto 

     

    Blog do Paulo Coelho

    “Por que recusou o convite do Ministério da Cultura?”

    October 4, 2013 by 

     

    GERMAN (FULL INTERVIEW) CLICK HERE
    ENGLISH: CLICK HERE
    ESPANOL: CLICAR AQUI

     

    [ ABAIXO, ALGUNS TRECHOS DA ENTREVISTA. A MATERIA SAI NO DOMINGO NA ALEMANHA. SE FOREM TRANSCREVER, CITEM A FONTE E O JORNALISTA!]
    ___________________

    >Martin Scholz_Interview with Paulo Coelho for Welt am Sonntag, Sunday 06 October 2013

    WELT AM SONNTAG: Na próxima semana, a maior feira literária do mundo abre suas portas em Frankfurt. O Brasil é o país de honra, mas você que é o autor brasileiro de maior sucesso não participará. Por que recusou o convite do Ministério da Cultura?
    PAULO COELHO: Estou em constante contato com jovens escritores do meu país. Mas quando o governo chega para apresentar oficialmente a cultura brasileira em outros lugares, infelizmente esses são ignorados e a políticagem interna acaba predominando. O Ministério da Cultura do Brasil convidou 70 pessoas para irem à Frankfurt…

    WaS: 70 escritores.
    PC: Eu duvido que sejam todos escritores profissionais. Dos 70 escritores convidados (LISTA AQUI) , eu conheço apenas 20, então os outros 50 nunca ouvi falar. Presumo que sejam amigos de amigos de amigos. Nepotismo. O que me incomoda mais: EXISTE uma nova e excitante cena literária brasileira. Mas a maioria desses jovens autores não está nessa lista.

    WaS: Por que você não exerceu sua influência como membro da Academia?
    PC: Falei publicamente e conversei com muitos colegas escritores que não foram convidados para Frankfurt como Eduardo Spohr, Carolina Munhóz, Thalita Rebouças, André Vianco, Felipe Neto e Raphael Draccon, só para mencionar alguns nomes. Eu tentei ao máximo levá-los para a feira, mas sem sucesso. Então, por protesto, eu DECIDI não ir mais para Frankfurt, o que foi uma decisão difícil por diversos motivos. Primeiro porque eu sempre quis ser convidado para um evento como este pelo meu governo, mas também porque tenho fortes laços com a Feira de Frankfurt, especialmente com seu diretor Jürgen Boos, que não só reconheceu o processo de transformação do impresso para o digital, como colocou o tópico até na programação da feira. Ele iniciou vários fóruns e painéis com o assunto. Outras feiras do mesmo molde, como a de Genebra e Paris estão deteriorando porque se prendem a antigos conceitos. Eu NÃO vou para Frankfurt mesmo com a alta estima que tenho por essa feira porque simplesmente não aprovo o modo que está sendo representada a literatura brasileira. Não quero posar de um Robin Hood brasileiro. Nem de Zorro ou Cavaleiro Solitário. Mas não pareceria certo ser parte da delegação oficial brasileira, do qual não conheço a maioria dos escritores e que exclui tantos outros.

    WaS: Isso te deixa claramente chateado.
    PC: Porque isso é apenas um dos diversos pontos críticos do atual cenário governamental brasileiro. Eu apoiei esse governo e estou muito decepcionado com isso. Existe uma lei que permite grandes empresas como a Volkswagen investirem parte de seus impostos em projetos culturais. Essa lei foi modificada de tal forma que a alta costura brasileira é sustentada por essas taxas – uma indústria que não precisava desse tipo de apoio de forma alguma. Esse é apenas um detalhe, mas é um exemplo do que acontece em larga escala. Para mim, o atual governo brasileiro é um desastre. Onde quer que eu vá, as pessoas sempre me perguntam o que está acontecendo de errado em meu país. O governo fez grandes promessas e não as manteve. Isso é o que está acontecendo de errado.

    WaS: Recentemente centenas de milhares de pessoas em mais de 140 cidades protestaram contra a corrupção, má gestão e desigualdade social. O que passa pela sua mente quando vê todas essas imagens de tumultos nos noticiários?
    PC: Estou muito preocupado, sobretudo porque não parece ter um fim breve. Tudo começou quando aumentaram as tarifas de ônibus. E quando, após a Copa das Confederações, um país louco por futebol como o Brasil admitiu publicamente que temos problemas mais urgentes que modernizar nossos estádios para o Campeonato Mundial – isso já foi uma grande declaração. No entanto, todo mundo foi pego de surpresa pelo escopo de raiva pública. Porque o Brasil tinha sido cotado como o novo país do momento. O problema é que uma grande parte da população não tem sido capaz de lucrar com esse momento. A violência no Rio de Janeiro é um grande problema. O governador prometeu encontrar uma solução, mas ele não manteve sua promessa. São Paulo não tem uma situação melhor. Não importa onde você olha, o demônio da corrupção está olhando de volta pra você. Em uma situação tão tensa, elevar as tarifas de ônibus parece ter sido a gota d’água para quebrar as costas do camelo. Pessoas respondem coisas desse tipo. Com a minhafundação apoio crianças carentes de favelas durante anos, sem nunca ter recebido apoio financeiro ou até mesmo uma palavra de reconhecimento por parte do governo. Eu me encontro em uma situação semelhante à de muitos colegas brasileiros. Eu votei no governo de esquerda, pelo qual tinha grandes esperanças. Estive cego por muito tempo, não querendo ver o que acontecia de errado. E eu me mantenho pela minha crítica.

    WaS: Nestas circunstâncias, o que você espera do campeonato mundial no próximo ano? O ex-craque Ronaldinho mostrou pouca simpatia pelos manifestantes. Ele disse que campeonatos não eram sobre construções de hospitais ou ruas, mas sim de estádios.
    PC: Essa foi uma observação muito estúpida. Ronaldinho deveria ter mantido sua boca fechada. Claro que hospitais, escolas e acima de tudo um bom sistema de transporte público são mais importantes para um país como o Brasil que estádios de futebol. O transporte público ainda é um grande problema no Brasil. A infraestrutura não é apenas ruim, mas uma decadência total. No entanto, não perdi por completo a esperança que antes da Copa vamos chegar aos nossos sentidos e usar os investimentos para o campeonato de uma forma que os brasileiros possam lucrar, mesmo após os jogos. Estou em dúvida, no entanto. Mas agora estou falando há um tempo sobre o Brasil e percebi que não pintei um quadro muito positivo do meu país.

    WaS: Isso é ruim?
    PC: Não, você pode manter isso. Especialmente porque já expresso parte dessa crítica no Facebook e no Twitter, embora em pequenos pedaços e não em um grande bloco como está sendo agora em nossa conversa. Essa é a grande coisa sobre redes sociais. Se eu tenho algo a dizer, digo. Não preciso dar longas entrevistas a jornalistas que predominantemente vão procurar fraquezas e argumentos falhos e focar neles diversas vezes. Hoje em dia, eu prefiro dividir os meus comentários imediatamente com os meus 8,5 milhões de seguidores no twitter, ou com meus 12 milhões de amigos no Facebook. Instantaneamente. Globalmente.

    WaS: A revista Forbes declarou que você é a segunda personalidade mais influente no twitter depois de Justin Bieber. No Facebook você agora tem mais seguidores do que Madonna. Não se torna assustador ter este número crescente de devotos on-line esperando que você dê um significado a suas vidas?
    PC: Nem um pouco. Eu gosto de participar de redes sociais porque é divertido e acho gratificante. Agora estou ligado aos meus leitores de todo o mundo de uma maneira que antes das redes sociais emergirem não era possível. Deixe-me dar-lhe um exemplo: sessões de autógrafos costumavam ser frustrante. 200 ou 300 pessoas ficavam muito felizes, porque conseguiam um autógrafo meu. Muitos outros ficavam irritados porque tinham esperado na fila e foram mandados para casa de mãos vazias, já que não posso assinar livros por oito horas a fio.

    WaS: Mas para enviar mensagens no Twitter e no Facebook para seus fãs em todos os cantos do mundo, todos os dias, pode ser cansativo também, certo?
    PC: Eu não preciso estar on-line todos os dias e não estou. Você não tem que escrever um livro a cada dia a fim de se considerar um escritor, não é? Eu uso o twitter e posto no Facebook quando quero.

    WaS: Você tem vontade de salvar o mundo através das redes sociais?
    PC: Eu não quero salvar o mundo, eu meramente construo algumas pontes. E atualmente não sou o único. O novo presidente iraniano abriu sua conta própria no Twitter (ou teve alguém para fazer isso por ele) e escreveu: “Feliz ano novo, meus amigos judeus”. Uma pequena mudança paradigmática, que não deve passar despercebida.

    WaS: O que você diz a seus colegas escritores que consideram Blogs e Twitter uma perda de tempo?
    PC: Francamente, eu não entendo a recusa. As redes sociais permitem que você experimente novas formas de escrita. Eu escrevo de uma forma diferente para um blog, um romance, tweet ou em um post no Facebook. Nas redes sociais, posso discutir temas que meus leitores ou eu consideramos importantes. Isso não significa que todos esses posts tenha que transformar em um livro. Mas através dessas redes posso chegar a uma comunidade gigantesca. Pessoas que não vão mais a muitas livrarias e são pouco interessadas em livros. Eles pensam que livros são chatos. Minha experiência é a seguinte: se eu publicar textos na internet, posso interessa-los em os meus livros. Não devemos demonizar essas novas formas de comunicação.
    Também acho desconcertante quando os meus colegas escrevem: “a internet mata literatura” e em seguida publicam esses textos online. Eles escrevem na internet para reclamar da internet. Isso é como ser casado e só falar com sua esposa a fim de reclamar dela. Isso não funciona.

    WaS: Você recentemente chocou o mundo editorial com um experimento altamente incomum. Em seu site incentiva usuários a baixar vários formatos e traduções de seus próprios livros. Gratuitamente. No entanto, as vendas de seus livros impressos continuam a aumentar apesar disso ou por causa desses downloads gratuitos, o que causa curiosidade entre a indústria editorial que está convenientemente ignorada. Por que ninguém lhe imitou ainda?
    PC: Eu não tenho resposta para isso. Eu fico me repetindo: se você é um verdadeiro artista, então o seu principal objetivo é ser notado.

    WaS: Na verdade, você já era um autor best-seller antes mesmo da chegada de downloads – que acabou sendo uma ferramenta de marketing interessante para impulsionar ainda mais suas vendas.
    PC: Isso é o que eu continuo ouvindo: Paulo Coelho pode se dar ao luxo de permitir downloads gratuitos de seus livros, porque ele já é famoso. Eu sempre discordo: “eu sou quem eu sou hoje porque sempre tomo riscos e porque estou aberto a novas ideias”. Muitos colegas dizem: “eu não dou os meus livros gratuitamente na internet”. O que já mostra que eles não entendem o núcleo do mundo digital – que compartilhar termina somando ao invés de dividir.  Não consigo explicar por que meus livros impressos vendem melhor hoje do que antes dos meus compartilhamentos, mas o que parece ser o caso é que a maioria dos leitores que baixa o primeiro livro de graça, depois sentem certa obrigação de comprar o livro impresso. Pelo menos os jovens escritores não parecem pessimistas com as redes sociais. Muitos jovens escritores brasileiros abraçam essas oportunidades. Para eles sou um pouco de modelo. Eles até inventaram um bom apelido para mim: me chamam de Mago dos Nerds.

    WaS : Isso é um elogio?
    PC: Eu acredito realmente que sim.

     

  21. Essa lista de Paulo Coelho está errada

    Não sei o motivo dessa briga mas a lista que o Paulo Coelho tem divulgado como sendo de escritores selecionados para Frankfurt está errada, a Kell entrou na categoria pesquisadora e não exatamente escritora do ponto de vista de literatura

     

    Ja postei mais abaixo a lista, na íntegra, por categorias, nada a ver essa lista do Paulo Coelho, ele misturou tudo no mesmo balaio

     

    Escritores convidados Frankfurt 2013

    October 5, 2013 by 

    Aqui está a delegação de escritores da Feira do Livro de Frankfurt (fonte: Biblioteca Nacional )

    Adélia Prado (Minas Gerais)

    Adriana Lisboa (Rio de Janeiro)

    Affonso Romano de Sant’Anna (Minas Gerais)

    Age de Carvalho (Pará)

    Alice Ruiz (Paraná)

    Ana Maria Machado (Rio de Janeiro)

    Ana Miranda (Ceará)

    André Sant’Anna (Minas Gerais)

    Andrea del Fuego (São Paulo)

    Angela Lago (Minas Gerais)

    Antonio Carlos Viana (Sergipe)

    Beatriz Bracher (São Paulo)

    Bernardo Ajzenberg (São Paulo)

    Bernardo Carvalho (Rio de Janeiro)

    Carlos Heitor Cony (Rio de Janeiro)

    Carola Saavedra (Rio de Janeiro)

    Chacal (Rio de Janeiro)

    Cíntia Moscovich (Rio Grande do Sul)

    Cristovão Tezza (Santa Catarina)

    Daniel Galera (Rio Grande do Sul)

    Daniel Munduruku (Pará)

    Eva Furnari (São Paulo)

    Fábio Moon e Gabriel Bá (São Paulo)

    Fernando Gonsales (São Paulo)

    Fernando Morais (Minas Gerais)

    Fernando Vilela (São Paulo)

    Ferréz (São Paulo)

    Flora Süssekind (Rio de Janeiro)

    Francisco Alvim (Minas Gerais)

    Ignácio de Loyola Brandão (São Paulo)

    João Almino (Rio Grande do Norte)

    João Gilberto Noll (Rio Grande do Sul)

    João Ubaldo Ribeiro (Bahia)

    Joca Reiners Terron (Mato Grosso)

    José Miguel Wisnik (São Paulo)

    José Murilo de Carvalho (Minas Gerais)

    Laurentino Gomes (Paraná)

    Lelis (Minas Gerais)

    Lilia Moritz Schwarcz (São Paulo)

    Lourenço Mutarelli (São Paulo)

    Luiz Costa Lima (Maranhão)

    Luiz Ruffato (Minas Gerais)

    Manuela Carneiro da Cunha (Portugal – São Paulo)

    Marçal Aquino (São Paulo)

    Marcelino Freire (Pernambuco)

    Maria Esther Maciel (Minas Gerais)

    Maria Rita Kehl (São Paulo)

    Marina Colasanti (Rio de Janeiro)

    Mauricio de Sousa (São Paulo)

    Michel Laub (Rio Grande do Sul)

    Miguel Nicolelis (São Paulo)

    Nélida Piñón (Rio de Janeiro)

    Nicolas Behr (Mato Grosso)

    Nuno Ramos (São Paulo)

    Patricia Melo (São Paulo)

    Paulo Coelho (Rio de Janeiro)

    Paulo Henriques Britto (Rio de Janeiro)

    Paulo Lins (Rio de Janeiro)

    Pedro Bandeira (São Paulo)

    Roger Mello (Distrito Federal – Brasília)

    Ronaldo Correia de Brito (Ceará)

    Ruth Rocha (São Paulo)

    Ruy Castro (Minas Gerais)

    Sérgio Sant’Anna (Rio de Janeiro)

    Silviano Santiago (Minas Gerais)

    Teixeira Coelho (São Paulo)

    Veronica Stigger (Rio Grande do Sul)

    Walnice Nogueira Galvão (São Paulo)

    Ziraldo (Minas Gerais)

    Hey, like this post? Why not share it?

    http://paulocoelhoblog.com/2013/10/05/escritores-convidados-frankfurt-2013/

     

     

     

     

    • Deu na imprensa alemã

      Vc tem razão, essa acusação saiu na imprensa alemã, não se sabe plantada por quem, obrigado pelo comentário, alega-se que apenas um negro entrou na seleção, ué, João Ubaldo é branco? O Ferrez é branco? O Marcelino Freire é branco?

      ;…….

      Presidente da Feira de Frankfurt nega racismo na seleção de escritores

      Jürgen Boos rebate acusação de jornal alemão sobre suposto racismo na escolha de membros da comitiva de autores brasileiros para a Feira do Livro de Frankfurt. E elogia apresentação preparada pelo país convidado.

      Em entrevista a representantes da imprensa estrangeira nesta sexta-feira (27/09) em Berlim, o presidente da Feira do Livro de Frankfurt, Jürgen Boos, rejeitou a acusação de que teria havido racismo na seleção dos integrantes da comitiva oficial de autores brasileiros para o evento, que neste ano tem o Brasil como país convidado. “Com toda certeza, não houve nenhum racismo”, afirmou.

      Uma reportagem publicada mês passado pelo conceituado jornal alemão Süddeutsche Zeitungargumenta que, embora 70 escritores tenham sido convidados pelo comitê organizador da participação brasileira, haveria apenas um negro (Paulo Lins) e um descendente de índios (Daniel Munduruku). O artigo conclui que, por isso, o setor livreiro internacional só conhecerá em Frankfurt “um pedaço da grandiosa criatividade brasileira”, como alguém que “anda pela Floresta Amazônica ou por Salvador da Bahia com o som ambiente desligado”.

      “Temos esta mesma discussão todos os anos. Não tem nada a ver com o Brasil ou com minorias”, ressaltou. “Quando é feita uma seleção, então é natural que alguns fiquem de fora”, observou Boos. Ele reconheceu, entretanto, haver a possibilidade de se realizar uma seleção de acordo com proporcionalidade, como a que ocorreu em 2012, ano em que o país convidado era a Nova Zelândia.

      Cartaz da Feira do Livro de Frankfurt 2013: Brasil tenta se mostrar sem clichês

      Critérios

      “No ano passado, sentimos uma grande presença maori. Mas é um dos grandes grupos étnicos da Nova Zelândia, e o país tem tradição de proporcionalidade”, comentou. “Não sei quantas centenas de etnias há no Brasil. Mas há outros critérios, como o reconhecimento que o autor tem no país, se ele já foi traduzido, o que é importante, e a forma como ele representa a nação, a língua”, sublinhou Boos. “Tenho certeza que, por isso, sempre há os que são deixados de fora, mas isso não é racismo.”

      A seleção dos nomes para a comitiva oficial é de encargo do lado brasileiro da parceria firmada com a Feira do Livro de Frankfurt.

      Boos elogiou o fato de a apresentação brasileira ser pautada por uma imagem que deixa de lado os aspectos mais folclóricos. “O que acho muito legal é que a apresentação do país convidado não brinca com clichês e mostra um Brasil bastante intelectual. Não é caipirinha e samba”, comparou. “A cultura brasileira se mostra de outra forma, mais afiada, mais intelectual e sofisticada.”

      Ele lembra, no entanto, que a parte mais típica não será totalmente esquecida. “Vai haver também sessões de cozinha”, observou, referindo-se às promoções de livros de gastronomia brasileira, a ser feita por chefes de cozinha no estande chamado Cozinhando com as Palavras. O futebol também promete ser outro tema de destaque do espaço brasileiro.

      Mais traduções

      O presidente da Feira do Livro de Frankfurt também ressaltou o grande número de livros de autores brasileiros lançados na Alemanha por ocasião do encontro. Ele afirmou que até agora são cerca de 300 títulos brasileiros traduzidos do português, quase metade deles, obras de ficção. Esse aumento se deve às diversas bolsas de incentivo lançadas especialmente para o evento. “Sem essa ajuda, não teria sido possível alcançar esse volume de traduções”, admitiu.

      Boos espera, porém, que o impulso para literatura brasileira na Alemanha tenha frutos futuros e dá exemplo do que ocorreu com nações convidadas por Frankfurt em anos anteriores. “Vemos que há uma certa sustentabilidade. Um exemplo é um livro de um autor neozelandês só publicado agora, um ano depois que a Nova Zelândia foi país convidado”, frisa.

      Livros didáticos: mercado brasileiro desperta interesse de editoras alemãs

      Interesse no mercado brasileiro

      Jürgen Boos também não esqueceu do lado mais comercial do setor livreiro. Segundo ele, há um grande interesse das editoras alemãs em investir em livros didáticos no Brasil, um mercado considerado promissor pelos europeus.

      “O país compra cerca de 150 milhões de livros por ano, só para escolas. Incluindo o sistema de bibliotecas, acho que são cerca de 400 milhões de livros por ano. O Estado é o grande comprador de livros no Brasil”, lembrou. “E quem não sonha em conseguir um contrato desse tamanho? Por isso, as grandes editoras de livros didáticos daqui estão de olho no Brasil.” Ele espera que a feira seja um espaço para importantes contatos de negócios entre europeus e brasileiros.

      A Feira do Livro de Frankfurt será realizada entre 9 e 13 de outubro. Neste ano, a organização destaca o aumento da participação internacional em relação aos anos anteriores. Cerca de 60% dos quase 7.400 expositores vêm do exterior.

       

      DW.DE

      Data 27.09.2013

      Autoria Marcio DamascenoEdição Rafael Plaisant

       

       

      Marta rebate acusação de racismo na escolha de autores para a Feira de Frankfurt

      Jornal alemão criticou o Brasil por eleger apenas um negro e um indígena entre 70 autores que o representarão, Roberta Pennafort / RIO – O Estado de S. Paulo

      A ministra da Cultura, Marta Suplicy, minimizou a crítica feita pelo jornal alemãoSüddeutsche Zeitung à presença de apenas um negro (Paulo Lins, de Cidade de Deus) e um indígena (Daniel Munduruku, autor de 43 livros) entre os 70 escritores levados para a Feira do Livro de Frankfurt, que homenageia o País e acontece na próxima semana: “O Brasil vive um momento de transformação, e nas próximas gerações teremos número maior de negros participando. Hoje, infelizmente, não temos”, disse.

      Paulo Giandalia/EstadãoA ministra da Cultura, Marta Suplicy

      Em texto publicado em agosto, o jornal sugeriu racismo na escolha dos escritores. A ministra lembrou que a prioridade foi dada a autores já traduzidos, para que o público da feira tenha acesso às obras depois dos debates: “Toda lista tem um recorte que provoca discussão. O critério não foi étnico, mas a qualidade estética e a tradução. A Feira de Frankfurt é comercial”. A coordenadora do Centro Internacional do Livro da Biblioteca Nacional, Moema Salgado, afirma que é um pedido da feira que os escritores convocados tenham livros traduzidos para outras línguas.

      Seis dias antes da abertura do evento, Marta foi ao Rio para dar entrevistas sobre ele. Ressaltou as 442 bolsas oferecidas para estimular editoras estrangeiras a traduzir autores brasileiros – o número contabiliza trabalhos feitos desde 2010, quando o Brasil foi anunciado como homenageado. Marta garante que as dificuldades e atrasos provocados pela troca de gestores em sua pasta, na Biblioteca Nacional e no Itamaraty foram superados, e que todas as contratações foram concluídas. “Tivemos problemas, mas viramos a página.” As últimas licitações, de hospedagem (que sairá por R$ 92.164), contratação de assessoria de comunicação para divulgar o Brasil (R$ 81.739) e de empresa para fazer a produção de 26 eventos na cidade (R$ 517.710) foram encerradas na semana passada.

      “Se a nossa literatura não circula no Brasil, não é por falta de autores”, disse Nei Lopes, escritor com uma vasta obra com temática africana, ao Estado. “Ela tem sido estudada e publicada na Alemanha, na Inglaterra, nos EUA, etc. Se o MinC acha que literatura boa é a que vende aos milhares, só tenho a lamentar. E dizer que sigo fazendo a minha parte.”

       

       

  22. Ue agora delegaçao tem que

    Ue agora delegaçao tem que ser demonstruario do que eles entendem como sendo composiçao racial adequada?

    talvez os membros devessem usar roupas exoticas de seus ancestrais tambem.

    assim poderiam ser recebidos como excentricidades do novo mundo…rs

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