A uma semana da sabatina, Lula deve se mobilizar para garantir Dino no STF

Para ser aprovado pelo Senado, Dino precisa de 41 votos do total de 81 senadores, no próximo 13 de dezembro

Foto: Tom Costa / MJSP

A uma semana da sabatina de Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Lula deve reservar um espaço em sua agenda nesta semana para conversar com senadores e garantir a cadeira ao ministro.

Para ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Dino precisa de 41 votos do total de 81 senadores. O questionário ocorrerá na próxima quarta-feira, 13 de dezembro – uma semana antes do recesso parlamentar.

Conversa com senadores

Do lado do governo, há algumas movimentações para que o nome do então ministro da Justiça seja aprovado pelos senadores. Além de ter garantido o voto de 20 aliados na CCJ, outros 30 teriam dito que ou irão apoiá-lo ou estão “pensando”.

“Tenho procurado indistintamente todos os senadores e tenho sido muito bem tratado. Tudo ocorre de acordo com a normalidade. Muitos votos garantidos, outros dizem que vão pensar, e ninguém até agora disse ‘não'”, disse o nomeado sobre cerca de 50 políticos procurados, em conversa constante esta semana com os parlamentares.

Sabatina conjunta com Gonet na PGR

Mas todos estes 50 votos não estão garantidos. O fato de a sabatina de Dino ocorrer simultaneamente à de Paulo Gonet, indicado para o comando da PGR (Procuradoria-Geral da República), também pode facilitar a aprovação, que ocorreria de forma mais breve para permitir as duas sabatinas.

Articulação de Lula

E o presidente da República desembarca de sua agenda internacional, na noite de hoje (05), já com o objetivo de conversar também diretamente com os senadores para evitar riscos.

Entre amanhã e sexta-feira, enquanto terá outras importantes agendas, como a Cúpula do Mercosul, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (07), Lula deve telefonar aos parlamentares e pedir os apoios.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile, repórter de Política, Justiça e América Latina do GGN há 10 anos.

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