São Paulo: um Estado entre os princípios e os fatos, por Fábio de Oliveira Ribeiro

    São Paulo, um Estado entre os princípios e os fatos, por Fábio de Oliveira Ribeiro

    Os fatos desagradáveis do sudeste brasileiro são evidentes demais para serem encobertos. No Estado de São Paulo os descendentes dos colonos (e dos europeus recém chegados) rejeitam a convivência civilizada e não hierarquizada com os tataranetos de índios e negros. Isto explica outros fatos desagradáveis: inexistência de cotas na USP, ataques sistemáticos ao bolsa-família, crescimento exponencial do anti-petismo e a brutalidade sistemática da PM nas periferias.

    O PT é encarado como o principal inimigo dos paulistas tradicionalistas por uma razão muito simples. As políticas inclusivas do partido criado por Lula e José Dirceu corrigem distorções sociais históricas e nivelam a sociedade de uma maneira considerada intolerável por aqueles que sempre se beneficiaram em razão de estarem no topo da hierarquia. A corrupção do PT considerada especialmente criminosa não porque os outros partidos são honestos (PSDB, PP, PMDB são tão ou mais corruptos que o PT), mas porque vista como um instrumento da indesejada nivelação social.

    Neste contexto, o caos aéreo pode ser interpretado de forma diferente daquela que foi usualmente dada pela imprensa. As empresas aéreas estão crescendo, os aeroportos foram modernizados, mas o problema é que os aviões começaram a ser povoados por pessoas que estavam condenadas a viajar de ônibus. Quando se sente igual ao “outro”, àquele que nunca esteve ali na poltrona ao lado (e que deveria estar sentado num ônibus da Itapemirim, por exemplo), o brasileiro que vivenciava a hierarquia social como um fato natural incontestável que o distinguia dos demais e que lhe conferia status superior fica irritado. Ele se sente vulnerável, invadido, reduzido, igualizado onde era VIP.

    A melhora de vida da população em geral passou então a ser experimentada como uma deterioração do padrão de vida dos paulistas de classe média. Rolezinho no Shopping? Lugar de pobre é na periferia, na cadeia ou na rua. Reeleição de Dilma? Empossem o derrotado pelo amor de deus.  E então vemos as coisas se tornarem cada vez mais irracionais. Pessoas que nunca passaram fome batem panelas. Cidadãos que nunca foram e que não são oprimidos pelo Estado fazem passeatas para denunciar uma suposta ditadura comunista.

    A ditadura que os paulistas denunciam diariamente no Facebook é a igualdade dos cidadãos nas urnas. É também a irritante mania dos brasileiros de votar com liberdade e não da maneira como os bem nascidos votam. A proximidade e a liberdade dos outros é encarada como uma prisão insuportável.

    Olavo Bilac, um carioca, descreveu o Brasil como a Última Flor do Lácio. Ele não podia estar mais certo. Portugal foi colonizado por Roma. Onde quer que os romanos tenham chegado eles impuseram sua língua, cultura, direito, estruturas de poder e uma peculiar concepção da vida em sociedade:

    “Enquanto durou a república, não passou pela mente de ninguém que os romanos e os outros povos pudessem formar uma mesma nação. Roma podia muito bem acolher individualmente alguns vencidos, fazê-los morar dentro de seus muros e transformá-los, com o tempo, em romanos, mas não podia assimilar toda uma população estrangeira à sua própria população, todo um território a seu território.

    Isso não dizia respeito à política particular de Roma, mas a  um princípio constante na Antiguidade, princípio do qual Roma se afastou com mais vontade que qualquer outra cidade, mas  da qual não podia libertar-se inteiramente. Quando, portanto, um povo era vencido, não entrava no Estado romano, in civitate,  mas apenas no domínio romano, in imperio. Não se unia a Roma, como hoje em dia as províncias são unidas à capital; entre os povos e ela, Roma não conhecia senão duas espécies de laços, a sujeição ou a aliança (dedititii, socii).”  (A Cidade Antiga, Fustel de Coulanges, Revista dos Tribunais, São Paulo, 2011, p. 496)

    Os povos que habitavam a Lusitânia foram brutalmente submetidos pelos romanos. Algum tempo depois alguns membros destes povos se tornaram aliados de Roma. Quando chegaram ao Novo Mundo os portugueses empregaram a mesma estratégia. Colonizar fazendo distinção entre indígenas amigos (socii) e indígenas brutalmente submetidos (dedititii), preservando sempre uma distinção entre eles mesmos (patrícios) e os demais (mamelucos, índios, negros-coisas, mulatos etc…).

    Cinco séculos depois da conquista do litoral, ainda existem paulistas que acreditam que a sujeição é o único laço que os liga aos nordestinos, negros, mulatos, descendentes de índios que constituem a maioria da população de São Paulo. Vem daí sua irritação irredutível que pode acabar em tragédia para eles mesmos. A história prova que as guerras civis raramente são vencidas pelos menores contingentes populacionais.  

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    27 comentários

    1. Será que o PT deu um tiro no próprio pé?

      É fato que SP é o estado mais anti-petista da atualidade. Nisso sua análise está correta, mas você se esquivou de comentar um dado vai de encontro ao cerne desta questão: foi também em SP que o PT nasceu. E por muito tempo foi o único lugar do Brasil onde o PT teve alguma base eleitoral significativa. Como você explica isso?

      Eu já comentei muitas vezes as mutações por que o eleitorado do PT passou nos últimos 30 anos, e não vou repetir aqui. Mas é inquestionável que à medida em que seu eleitorado mudava, também o PT mudava, passando do socialismo revolucionário ao populismo. Conforme é sabido, o populismo é um estilo, e não um viés ideológico; sempre existiram populismos de direita e de esquerda, e até alguns que conseguem ser as duas coisas, como o peronismo, mas seja como for, o populismo tem como público as massas, e não a classe média. Para manter-se no poder, o governante populista tem que favorecer aos mais pobres, mas não a ponto de tira-los da pobreza, pois isso faria secar o caldo de cultura onde viceja. Por definição, o governo populista é paternalista, e o paternalismo só se sustenta onde há uma relação de dependência do governado para os governante. É um equilíbiro delicado que tem que ser mantido.

      Portanto, há duas maneiras pelas quais um governo populista pode perder o apoio da maioria: a primeira é deixar de favorecer aos mais pobres. É o mesmo que colocar o pão na boca de um faminto, e depois tira-lo: conforme é sabido, isso provoca uma reação de fúria. A segunda maneira, ao contrário, é se descuidar na dosagem dos benefícios a ponto de trazer o pobre para as fronteiras da classe média. Isso fará com que o ex-pobre adquira os valores da classe média, que é visceralmente inimiga do populismo, uma vez que a classe média rejeita o paternalismo e a dependência, e não vê o governo como um provedor, mas como o síndico de uma receita provida por ela.

      Terá o PT incorrido na primeira ou na segunda falha? Ou nas duas?

      • O contexto histórico em que o

        O contexto histórico em que o PT nasceu não era muito diferente.

        De fato, você se esqueceu de dizer que Lula foi preso no DOPS e que ele foi hostilizado pela elita paulsita desde que se destacou como líder sindical.

        O anti-petismo nasceu junto com o PT e é, sem dúvida alguma, uma evolução do anti-comunismo doentio que estava presente na sociedade paulista desde os anos 1930. 

        • Enquanto presidente do

          Enquanto presidente do Sindicato dos Metalurgicos de São Bernardo e Diadema e durante a gestão de Luis Eulalio Vidigal na FIESP Lula foi altamente paparicado por um grupo de empresarios que então comandavam a FIESP que o badalavam, levavam para almoçar no Ca DÓro, jantar no Gallery, achavam lindo serem democraticos e alisar o operario. Lula pedia pratos caros e dizia que tambem sabia o que era bom, todo o meio empresarial daquela epoca sabia disso e muitos empresarios não achavam que aquilo fazia sentido, mas a moda em certo circulo era parecer amigo do Lula.

          Na politica da FIESP esse grupo tinha opositores que se agregaram ao lado da candidatura Mario Amato, cujo comité de campanha, uma casa ao lado do então restaurane Pandoro eu chefiei.

          Lula tinha excelentes relações com parte do empresariado especialmente com as montadoras, por exemplo, Mario Garnero era Diretor de Relações Industriais da Volkswagen e fazia tudo para agradar o Lula. No ABC os adversarios de Lula eram os empresarios nacionais medios com as quais as relações com o Sindicato eram ruins.  A Volks e a Mercedes especialmente se davam muito bem com Lula. Quando ao fim de uma greve de mais de um mês despedi 41 lideres na fabrica, sofri violenta pressão do então Ministro do Trabalho Murilo Macedo para readmiti-los, não aceitei e então a Volks admitiu todos para agradar ao Lula e ao Ministro, a matéria saiu na Veja que pichou minha empresa e elogiou o Lula.

          A prisão no DOPS foi light,e criou capital para ele, , nais show que sofrimento, hoje os empresarios presos em Curitiba tem

          condições muito piores do que Lula teve no DOPS, aliás prisão curta com direito a anos de dividendos politicos.

          Na realidade Lula e seu grupo sindical agradavam a linha Golbery porque eram opositores dos sindicatos comunistas,

          nunca foi uma oposição de verdade ao governo militar, tanto que o Ministro Murilo Macedo operou na longa greve a favor dos sindicatos forçando readmissões e reinvidicações.

          Então a versão de que Lula era hostilizado pela “elite” paulista é simploria, uma parte da elite o adulava, outra não.

           

          • Está claríssima a visão
            Está claríssima a visão daqueles que diziam em 89 que se o Lula fosse eleito centenas de empresários sairiam do país.
            …Preconceitos da Republica Velha, nem da decada de 30 ou da guerra fria são.
            Lula pedia “pratos caros”, eh? E o “aparelho de som” dele, afinal?

        • Boa.

          Hahahaha, mito boa!

          Mas se sair alguma “critica” na Veja… Talvez venha a ser pior do que aquele besta que deu tiro no cinema do shopping.

          Nessa ocasião, inclusive, impressionou a insistência do Jornal Nacional em enfatizar que o casal que morreu estava assitindo ao filme por causa da “fotografia”… Era um filme de briga.

          Com o filme sobre o Lula a “politiquice” antes da estréia foi tão grande que conseguiram afastar todo mundo dos cinemas.

    2. São Paulo e os brasileiros

      São Paulo perdeu a primeira Guerra de Secessão em 1932 (certamente perderia outra se o tentasse novamente). Desde aquela época, só voltou a mandar no país no período 1995-2002, com um ligeiro período no mandato de Jânio Quadros também.

      Durante todo esse período, São Paulo (sua elite, classe média e alguns segmentos populares) não tem supoertado admitir que o Brasil é muito maior do que ele, embora continue a ser o maior estado da Federação.

      A gota d’agua para toda a elite e classe média de São Paulo é ver que um retirante nordestino e operário metalúrgico foi o maior presidente brasileiro ao lado de Getúlio Vargas. Isso a elite paulista não pode aceitar, nem tolerar jamais. Não é à toa que não há em São Paulo nenhuma rua ou avenida com o nome de Getúlio Vargas; também jamais haverá com o nome de Lula.

      Mas queira ou não tal elite, o Brasil jamais voltará a ser o curral de São Paulo. Nenhum estado brasileiro aceitará mais isso, nem o povo brasileiro.

      Concordo com o autor do post – o melhor que os paulistas teriam a fazer para eles mesmos seria diminuir sua arrogância e reconhecer a igualdade irredutível e inafastável entre todos os brasileiros; seriam mais bem vistos pelos outros brasileiros.

      • “…o Brasil jamais voltará a

        “…o Brasil jamais voltará a ser o curral de São Paulo.” 

        Você está certo. Creio que esta é uma síntese perfeita da verdadeira crise no meu Estado. 

    3. Um texto histerico e boçal

      Um texto histerico e boçal como tantos quando falam de S Paulo.

      Esquecem que em S Paulo há mais nordestinos que muito estado do nordeste.

      E como só vivessem em S Paulo paulistas ou paulistanos.

      Há um oceano de diferentes origens em S Paulo e tentar taxar São Paulo de lugar reacionario separado do Pais é PATETICO mas a esquerda bolivariana é sinonimo mesmo de palhaçada logo…rs

    4. Se dependesse de sumpaolo

      Se dependesse de sumpaolo o nosso presidente seria o playboy aeroneves..,,sp ja nos enfiou Collor goela abaixo.,..há sim uma parte de progressistas mas isso vem e volta, exceto para tucanos frente ao governo estadual por decadas mesmo tomando agua podre,…,na capital se tornou ciclico a eleiçao de prefeitos desastrosos como Serra e cia,..,quando a cidade de sp  está um caos e tomada por corruptos votam num petista para por ordem na casa,..,.so que nao aguentam o tranco do pig e devolvem a adminstraçao a gatunos e incompetentes.,,,.Datena vem ai…,embora não creia que os paulistanos  sejam tão cegos a ponto de trocar Haddad por Datena ou Jorge Dória ou mesmo uma Marta Vira-Folha,.,,.,

    5. Generalização transbordante

      Sem or, é dificil ver tanta generalização e raciocionios superficiais, binários e causal em um só texto. A realidade é mais complexa do que as ferramentas primárias do autor utiliza para pinça-la.

      • Nossa, como foi “complexo”

        Nossa, como foi “complexo” este seu ataque pessoal em duas linhas. Ha, ha, ha… Você realmente deve ser muito complexado, tanto que esconde seu nome com um pseudônimo gringo. Suponho que você seja paulista e não goste nada de ver um “qualquer” ao seu lado quando viaja para a Disneylandia. Ha, ha, ha…

        • Collingwood

          Você gastou seus horários de estudo e aprendizagem generalizando e exalando preconceito que não teve tempo de aprender que Collingwood é nada mais nada menos que o nome de um famoso filósofo britânico. Bom, mesmo em um fórum de maioria com tendências socialistas (eu me incluindo) a recepção do texto pendeu para: generalização preguiçosa. 

    6. Excelente mais uma vez,

      Excelente mais uma vez, Fabio. É esso o “retrato” de São Paulo.

      Se lembrar também daquelas coisas que Paulo Prado dizia, que os paulistas chegaram inclusive a formar uma “raça” distinta….

      PS. A expressão muito citada de Olavo Bilac é mais poética do que histórica, segundo alguns como Evanildo Bechara, por exemplo. O Latim chegou na peninsula ibérica pelo norte da Africa, e não pela Gália como o mapa pode sugerir. Ou seja, em vez de “última” flor do Lascio, o Português é, talvez, uma das mais antigas linguas latinas a se estabilizarem como linguas históricas.

    7. Conciso e Elucidativo

      Fábio, mais uma vez e sem nenhum incômodo na reiteração:  perfeito!

      Há trechos de seu post que deveriam ser discutidos nas salas de aula pelo Brasil, no que elucidam-nos sobre a origem de muitas de nossas mazelas. Meu pai, reiteradas vezes, pontua sobre as fragilidades, cisões, distorções e mazelas que a colonização portuguesa nos trouxe e nos legou e que resultaram em problemas sérios que carregamos, como sociedade, até hoje.  Sem contar tua referência ao Império Romano (não à cidadela).

      Resta-nos tentar reconstruir e corrigir, se deixarem, os estragos causados no caminho de nossa construção como sociedade.

      Excelente, excelente post.

    8. Quanta bobagem

      Na boa, pouco me importa quem está ao meu lado no avião. Esse pessoal se lambuzou com o crédito fácil e agora está com o nome sujo e impossibilitado de comprar coisas básicas ou mesmo pagar a conta de luz.

       

      O que me incomoda é saber que depois da farra dos gastos público, hoje  falta papelo higiênico no banheiro das universidades. Como o orçamento do governo é limitado, se alguém foi beneficiado, tbm houve perdedores. 

      • vc deveria lutar por uma

        vc deveria lutar por uma auditoria para sabermos se os juros pagos aos rentistas sao dividas nao fraudulentas como na Grécia

         

    9. São Paulo tem por volta de 40

      São Paulo tem por volta de 40 milhões de habitantes de toda origem e cultura. E então chega um sujeito e generaliza geral, resume todos daqui em uma única figura de  paulista , conforme a sua percepção de mundo e Brasil.

      Dá um desânimo ver análises assim… Primeiro  porque as generalizações sempre esbarram no preconceito, pois os discursos seguem a mesma lógica: desmercer o outro. Segundo porque ter elite não é exclusivaidade de São Paulo. É só estudar a História do Brasil para saber o quanto as elites brasileiras continuam atrasando o país.

      • minha perplexidade

        Seguramente é pelo fato de ter nascido e me criado em outro pais (no caso, Uruguai) sempre fico chocada quando se chamam de elite (= os melhores) a quem simplesmente, tem mais dinheiro, é mais rico em $$$, e por tanto, mais poder.. 

        Como é possível que o que é melhor (elite) é o produz o atraso?

    10. Caboclos com sotaque italiano que se acham lordes ingleses!

      Os conquistadores aprenderam tão bem com os índios a se esconder na complexidade na floresta que foram capazes de continuar escondidos até depois da destruição das matas…

      Revelem suas armas, ferramentas e esconderijos e exponham a realidade que enterraram!

      Se há alguma omissão do autor foi desconsiderar a inédita velocidade da miscigenação dos dominadores com os dominados, sem a qual os invasores jamais teriam conseguido sobreviver nos esconderijos da floresta.

      Ao contrário dos romanos em Portugal, que formavam exércitos de combatentes, os invasores se inflitraram na população nativa a conta gotas, até que tivessem seus próprios exércitos integrados a elas. Foi assim que se formaram as milícias dos bandeirantes, majoritariamente mamelucos, e não brancos como se imagina, aos quais o rei da metrópole tinha que pedir permissão para entrar em seus territórios.

      Essa foi a origem de São Paulo, que entrou em decadência com os ciclos da cana e do ouro, baseados na escravização de africanos, para ressurgir apenas a partir do ciclo do café, baseado na mesma exploração até serem substituídos pelos italianos e japoneses que pensam que são descendentes dos bandeirantes e ignoram quem realmente eram eles!

       

    11. Gostei e acrescento
      Além de apreciar o tom do acerto meu cronista social mais denso – ultimamente -, FOR, gostaria de acrescentar o mais genuíno pavor e o mais brutal complexo de inferioridade ( acredite, esta é uma questão na qual a gente se pode debruçar por anos ): o terrível medo que eles tem de quem pense diferente e isto calmamente exponha e convença, estando de fato, certo. Ou seja: se o Brasil da italianada, que o ‘descobriu’ em meados do séc. 19 e o da japonesada do início do séc 20 for outro?: não o que eles narraram, descobriram, descreveram mas sim outro, muito mais certo e deteminado, eclético e desenferiorizado
      Desenhando – o tal complexo: se os moldes, modo e modelos ideológicos dominantes, da USP e Unicamp nos quais se descrevem o Brasil consistam na mais absoluta e pura titica ideativa…? Valei-me São Mário… de Andrade!

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