Senador cobra explicações novamente ao BTG Pactual, que censurou o GGN

O BTG Pactual foi fundado em 1983 por Paulo Guedes, atual ministro da Economia de Jair Bolsonaro

Foto: Alessandro Dantas

Do PT no Senado

O senador Rogério Carvalho (SE), líder do PT, alertou novamente nesta segunda-feira (31) para a transação na qual o Banco do Brasil realizou a venda de ativos para o banco BTG Pactual. O valor contábil da carteira, de acordo com o Banco do Brasil, é de R$ 2,9 bilhões e o impacto financeiro da transação será de apenas R$ 371 milhões.

“Já tínhamos denunciado e pedido explicações sobre essa venda de carta de crédito do Banco do Brasil ao BTG do Paulo Guedes sem qualquer transparência. Hoje tomamos conhecimento sobre o motivo: a pechincha do negócio 370 milhões enquanto o valor real era de 3 bilhões. Querem vender o Brasil”, alertou o senador.

Em julho, o senador já havia apresentado requerimento de convite ao presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, para explicar aos senadores a venda de ativos da empresa para o banco BTG Pactual.

Essa é a primeira vez que o BB realizou uma operação de cessão de carteira de crédito a uma instituição fora de seu conglomerado. A Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB) também estranhou a operação e, em ofício enviado ao Vice-Presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores do banco, solicitou uma série de informações sobre a cessão da enorme carteira de crédito a uma instituição privada.

O BTG Pactual foi fundado em 1983 por Paulo Guedes, atual ministro da Economia de Jair Bolsonaro.

Censura
O jornalista Luis Nassif, do jornal GGN, teve uma reportagem sobre o banco BTG Pactual censurada pela 32ª Vara Cível do Rio de Janeiro. A decisão judicial obrigou o Jornal GGN a tirar do ar uma série de reportagens sobre o banco BTG Pactual, sob pena de pagamento de multa diária de 10 mil reais em caso de descumprimento.

“Tivemos de retirar 11 reportagens do ar. A sentença diz que a imprensa é livre, mas não pode ‘causar danos à imagem de quem quer que seja’”, disse o jornalista.

O assunto causou revolta nas redes sociais e é um dos temas mais comentados no Twitter neste início de semana.

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