um glossário: nosotros

nosotros:

por nosotros não se tome, de modo algum, o plural de “eu”. muito menos se coloque alguma identidade, mesmo coletiva.

“E então há nosotros. Nosotros não é um sujeito nem uma entidade formada, tampouco uma multidão. Nosotros é uma massa de mundos.

Em suma: todos aqueles que, seguindo sua linha de fuga, não se reencontram na tibieza climatizada do paraíso imperial.”

entretanto, não se pode tornar-se nosotros sozinho. e sim sempre com alguns outros.

não para deixar de ser cada qual, pois não se pode ser nosotros. para vivenciar nosotros, cada qual deve estar entre outros. cada qual sozinho, mas cada qual entre outros, junto com nosotros.

quando nosotros se reúne, cada qual tem ao seu lado um outro. e para cada qual estar ligado a nosotros, todos entram em movimento. cada qual só pode tornar-se nosotros junto com alguns outros, junto com nosotros.

nunca se é nosotros, e sim se está nosotros. como a vida ela própria, não se é vivo e sim se está vivo.

nosotros é um processo, um movimento. nosotros é um estado, é relação. nosotros é potência.

o Biopoder expropria nossa energia vital, numa permanente Contra-Revolução Zumbi, fazendo da anomia a norma das relações sociais a fim de colonizar todo o tempo de vida transformando-o em tempo de trabalho escravo.

este é o espectro que nos ronda neste admirável mundo novo: um suicídio sem a morte.

ao Biopoder devemos afirmar a Biopotência: uma indomável vontade de viver. o cuidado de si, para neutralizar o processo de zumbificação.

mas isto só pode ser feito em comunidade.

é no teatro de operações da micropolítica do cotidiano que podemos derrotar os biopoderes e deflagrar revoluções moleculares.

juntos com nosotros então compreenderemos que ninguém muda o mundo, ninguém muda ninguém, ninguém sequer muda a si mesmo.

mas nosotros se transformam entre nosotros através das experiências de vida que são capazes de gerar e compartilhar intensamente.

e isto transforma o mundo.

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por que lutamos? lutamos porque só assim nosotros pode estar vivo.

referências:

“¿Una lengua para la revolución?”, Marcello Tarì.

“Introducción a la guerra civil”, Tiqqun.

ver também:

os Brasis: um glossário.

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