A vacina que emparedou o governo, por Francisco Celso Calmon

Incapaz de saber se comunicar com a mídia e a sociedade, vai mostrando um modo truculento, semelhante aos gorilas da ditadura militar.

Agência Brasil

A vacina que emparedou o governo

por Francisco Celso Calmon

Bolsonaro se aliou ao coronavirus desde quando o covid-19 chegou ao Brasil. Toda política do governo foi no sentido de facilitar a sua propagação e contaminação generalizada.

Foi de encontro às recomendações da OMS e de seus primeiros ministros da saúde, até colocar um militar, general de três estrelas, sem formação na área, a título de que era especialista em logística.

Incapaz de administrar o ministério, contribuiu muito para a aliança que seu chefe, o capitão-miliciano, fez com o coronavirus, à medida que a logística, seja dos cilindros de oxigênio para Manaus, seja para a distribuição do lote emergencial da vacina para os estados brasileiros, foi e está sendo um fiasco.

Incapaz de saber se comunicar com a mídia e a sociedade, vai mostrando um modo truculento, semelhante aos gorilas da ditadura militar.

Apelidado de Sargento Tainha, o grosso ministro se mantém ainda à frente do ministério da saúde (ou da morte) pelo servilismo ($$$) devotado ao chefe, que já o humilhou publicamente.

O oxigênio que sobra em seu quadrado tórax falta no diminuto cérebro. É responsável por muitas mortes que poderiam ter sido evitadas.

Neste front da guerra ao covid-19, o presidente genocida é um quinta-coluna na defesa da vida e o sargento Tainha seu adestrado cúmplice.

A vacinação que poderia ter começado há mais tempo, como em outros países, está chegando tardiamente e com precária logística.

Para desviar o foco do desastre que tem sido a política do governo no combate à pandemia, o capitão-miliciano lança mão de sua manchada tática de ideologizar a tragédia do povo, para camuflar a incompetência governamental, e o faz jogando as Forças Armadas num ardil de atentado à Constituição Federal.

“Por que sucatearam as Forças Armadas ao longo de 20 anos? Porque nós, militares, somos o último obstáculo para o socialismo. Quem decide se um povo vai viver na democracia ou na ditadura são as suas Forças Armadas. Não tem ditadura onde as Forças Armadas não apoiam”, disse no jardim do Palácio da Alvorada, nesta segunda feira, 18.

O que tem crá com cré? Nada, absolutamente nada! Além da mentira de sucateamento, pois foi no governo Lula que os recursos para as FAs foram os mais robustos, cometeu mais um crime de responsabilidade ao contrariar mandamento constitucional e atribuir aos militares a esdrúxula autoridade de decidir se o povo vai viver numa democracia ou numa ditadura.

Seu desejo de golpe e seu projeto totalitário leva-o, irresponsavelmente, a atrair as Forças de defesa da pátria para uma aventura de sua egolatria megalômana.

A vacina que irá salvar vidas no Brasil, também emparedou o boçal ministro Pazuello, e, se não for demitido já, sairá junto com o chefe no impeachment que se aproxima trotando.

Francisco Celso Calmon, ex-coordenador nacional da Rede Brasil Memória, Verdade e Justiça e membro da coordenação do canal Pororoca (ex- resistência carbonária). 

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