O Egito é aqui: a urgência da páscoa brasileira, por Albertino Ribeiro

O Egito é aqui: a urgência da páscoa brasileira

por Albertino Ribeiro

Nesse domingo os brasileiros comemoraram a Páscoa, porém muitas famílias não tem o que festejar, pois ainda choram a perda de seus familiares. Em algumas casas, nem família existe mais.

A média móvel de mortes pela covid no Brasil nos últimos 7 dias está acima de 3000. Um número dramático e assustador que ronda a casa das famílias brasileiras. O pior de tudo isso é que o país está sem rumo, pois é guiado por um anti Moisés.

A palavra páscoa significa passagem, uma comemoração realizada por Judeus e Cristãos. Para os Judeus, a festividade comemora a passagem do povo da escravidão do Egito para a libertação rumo a terra prometida. Por seu turno, para os cristãos, a páscoa significa a ressurreição, ou seja, a passagem da morte para a vida.

Parece irônico, mas o povo brasileiro vai comemorar uma festa cheia de símbolos de liberdade em meio a opressão de um governo que se diz judaico-cristão. Um líder que está longe de ser um moisés libertador e, menos ainda, um Jesus que semeia vida e paz.

Um governo recita de cor o versículo “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, mas verdade vive a disseminar mentiras e desinformação a um povo sofrido e carente de libertação.

Na páscoa judaica, muitos jovens e crianças foram salvas da morte porque o seu líder (Moisés), assumiu a responsabilidade de orientar as famílias sobre os procedimentos necessários à preservação da vida. Acreditando em seu líder, o povo seguiu os “protocolos”, inclusive, o ritual de aspergir sangue de cordeiro na entrada das casas que foi determinante para a salvação de suas vidas.

A tradição da páscoa faz parte do dna do povo judeu. Dessa forma, até hoje eles comem os pães ázimos – pão sem fermento, apenas com farinha e água – este pão, também chamado de matzá, simboliza a pressa do povo quando fugiu da escravidão.

Em nosso contexto pascoal, o pão ázimo é o Impeachment de Jair Bolsonaro, pois não podemos ficar mais 2 anos debaixo da opressão e da irresponsabilidade do nosso faraó tupiniquim. Se as instituições demorarem muito, o povo pode se tornar escravo por tempo indeterminado, pois um espectro ditatorial e de catástrofe nos ronda.

Albertino RibeiroTecnologista de Informações Geográficas e Estatísticas do IBGE. Pós-graduado em Psicologia Organizacional e do Trabalho. Coordenador sindical da ASSIBGE/MS. Ensaísta

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