Meirelles projeta déficit primário de R$ 139 bi em 2017

Para atingir meta, concessões de auxílio-doença e aposentadorias serão revistos

Jornal GGN – O ministro interino da Fazenda, Henrique Meirelles, divulgou há pouco que o déficit primário projetado para as contas nacionais em 2017 está em R$ 139 bilhões. O valor projetado é bem superior ao da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) da presidente Dilma Rousseff, que foi encaminhado ao Congresso em abril. O projeto previa um déficit de até R$ 65 bilhões, além de meta fiscal zero para o Governo Cnetral e superávit de 0,1% para o PIB (Produto Interno Bruto).

Em entrevista coletiva, Meirelles afirmou que será necessário cortar despesas e obter receitas adicionais por meio do aumento de impostos.  E uma das medidas de contenção de gastos já está em andamento: segundo informações da Agência Brasil, o governo interino anunciou a mudança de benefícios como a aposentadoria por invalidez e auxílio-doença e o acesso de trabalhadores a fundos de previdência complementar.

Enquanto os benefícios por incapacidade de longa duração serão revisados – o que vai exigir mais de 100 mil perícias por mês -, uma medida provisória irá estabelecer em 120 dias o prazo máximo de pagamento de auxílio-doença quando o benefício for concedido pela Justiça sem definição de uma data de cessação. O crédito será automaticamente cancelado se o segurado não pedir a continuidade do pagamento.

Da Agência Brasil

Governo estima déficit primário de R$ 139 bilhões em 2017

Wellton Máximo e Paulo Victor Chagas

 

O déficit primário para o próximo ano está em R$ 139 bilhões, anunciou há pouco o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Segundo ele, para chegar ao valor, a equipe econômica terá não apenas de cortar despesas, mas obter receitas adicionais por meio do aumento de tributos.

“Temos de enfrentar aumentos constantes das despesas federais há duas décadas. Tivemos de considerar esforço principalmente focado nas despesas e na geração de receitas adicionais”, disse Meirelles. De acordo com o ministro, sem receitas adicionais no próximo ano, o déficit ficaria em R$ 194 bilhões, considerando que as despesas obrigatórias seguirão a tendência de crescimento dos últimos anos.

O déficit primário é o resultado negativo nas contas públicas antes do pagamento dos juros da dívida pública. O novo valor será incluído, por meio de emenda, ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017, enviado ao Congresso Nacional em abril.

O projeto original da LDO previa, para 2017, meta fiscal zero para o Governo Central e superávit de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) para estados e municípios. No entanto, mecanismos de abatimento da meta permitiriam que a União registrasse déficit de até R$ 65 bilhões.

A alteração da meta fiscal tem sido usada pelo governo nos últimos anos. Para este ano, o Orçamento originalmente previa uma meta de superávit primário de R$ 30,5 bilhões. Por causa da queda das receitas decorrente da recessão econômica, a meta foi atualizada para um déficit de R$ 170,5 bilhões, aprovada pelo Congresso Nacional no fim de maio.

Com a definição da meta para o próximo ano, o país terá o quarto ano seguido de déficit primário nas contas públicas. Em 2014, União, estados, municípios e estatais registraram rombo de R$ 32,5 bilhões. Em 2015, o resultado negativo subiu para R$ 111,2 bilhões.

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3 comentários

  1. Com relação ao auxílio-doença…

    os golpistas interinos  estão certíssimos !   Tem que ter a  eterna vigilância  contra  todo tipo de ratos.   Só não podem se esquecer  também das ratazanas gordas  da elite, os rentistas !

  2. Como nos velhos tempos da

    Como nos velhos tempos da privataria, quando FHC vendeu o pais e mesmo assim quebrou várias vezes….só dando um chega prá lá no crime organizado que tomou de assalto esse país.

  3. Mais um cheque em branco

    O Temer lança o deficit para frente e ganha com isso uma licença “00”  para fazer o que quiser, inclusive dilapidar patrimônio público e cortar direitos. Com exação dos decretos que assinou em 2015 (e que ninguém mais falou nada), o Temer, se continuar no Governo, com o tamanho do rombo que aprovou, não precisaria nunca sair da meta nem pedir autorização de nada ao congresso.

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