Setor público tem déficit primário de R$ 6,9 bilhões

Jornal GGN – O setor público consolidado encerrou o mês de maio com um deficit primário de R$ 6,9 bilhões, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central. O Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) e as empresas estatais apresentaram déficits respectivos de R$ 8,9 bilhões e R$ 72 milhões, enquanto os governos regionais registraram um superávit de R$2 bilhões.

No ano, o superávit primário acumulado é de R$ 25,5 bilhões, ante superávit de R$31,5 bilhões registrado no mesmo período de 2014. No acumulado em doze meses, registrou-se déficit primário atinge R$ 38,5 bilhões (equivalente a 0,68% do PIB – Produto Interno Bruto), comparativamente a um déficit de R$ 42,6 bilhões (0,76% do PIB) em abril.

Os juros nominais, apropriados por competência, alcançaram R$ 52,9 bilhões em maio, bem acima dos R$ 2,2 bilhões registrados em abril. Contribuiu para esse aumento o resultado desfavorável de R$ 22,1 bilhões das operações de swap cambial no mês, ante resultado favorável de R$ 31,8 bilhões em abril. No acumulado no ano, os juros nominais somam R$ 198,9 bilhões, comparativamente a R$ 101,6 bilhões no mesmo período do ano anterior. Em doze meses, os juros nominais totalizaram R$ 408,8 bilhões (equivalente a 7,22% do PIB), elevando-se 0,52 ponto percentual (p.p.) do PIB em relação ao observado em abril.

Já o resultado nominal – que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados – foi deficitário em R$ 59,8 bilhões em maio. No ano, o déficit nominal soma R$ 173,4 bilhões, comparativamente a déficit de R$ 70,1 bilhões no mesmo período de 2014. Em doze meses, o resultado nominal deficitário alcançou R$ 447,2 bilhões (ou 7,9% do PIB), 0,45 ponto percentual do PIB superior ao registrado no mês anterior.

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De acordo com a autoridade monetária, o déficit nominal de maio foi financiado mediante a expansão de R$ 57,2 bilhões na dívida mobiliária e de R$ 5,7 bilhões nas demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária, e que foi parcialmente contrabalançada pelas reduções de R$ 2,9 bilhões na dívida bancária líquida e de R$ 330 milhões no financiamento externo líquido.

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