Articulação por Tasso começou em Minas

Do Valor

Articulação pela inclusão de Tasso na chapa começou em Minas

César Felício, de Belo Horizonte
04/03/2010

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) deve reunir hoje a cúpula do PSDB e do DEM na festa da inauguração da Cidade Administrativa, a maior obra civil de seu governo, com a perspectiva de ser um dos mentores, e não candidato a vice, da chapa tucana.

De acordo com interlocutores do governador, Aécio há um mês articula o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) como o vice do governador paulista José Serra. A presença de Tasso na chapa poderia beneficiar Serra não apenas pela origem nordestina do parlamentar , mas pelo desestímulo a uma candidatura presidencial de Ciro Gomes (PSB-CE), um antagonista de Serra, mas aliado de Tasso na política cearense.

Após a inauguração da Cidade Administrativa, que leva o nome do presidente Tancredo Neves, avô de Aécio e cujo centenário de nascimento se relembra hoje, Aécio deve viajar a São João Del Rey, origem da família Neves, na companhia de Ciro e do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, também do PSB.

O governador mineiro argumentou nos últimos dias com aliados que a possibilidade de uma aliança entre PT e PMDB o prende em Minas para alavancar a candidatura de seu sucessor, o vice Antonio Anastasia (PSDB), que assume o governo no fim do mês. Na visão de Aécio, isso não seria possível com uma candidatura a vice na chapa de Serra.

Interlocutores do governador afirmam que Aécio demonstra incômodo com as versões de que estaria irritado com as pressões que sofre para ser vice. Insistem que Aécio teria recebido com surpresa o editorial de primeira página publicado pelo “Estado de Minas”, ontem, com o título: “Minas a reboque, não!”. O “Estado de Minas” apoia abertamente Aécio desde o início de seu governo.

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Aliados garantem que Aécio já começou a pedir apoio dos prefeitos a Serra. O deputado federal Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) garante ter visto a cena na visita de Aécio ao Vale do Aço, no leste do Estado.

No evento de hoje, Aécio não conseguiu o caráter suprapartidário que buscava. A solenidade não contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros petistas Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Luiz Dulci (secretaria geral da presidência). A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, não foi convidada, por não ter atuação política em Minas, ao contrário de Patrus e Dulci. Do PMDB, estão confirmados os governadores Sérgio Cabral (RJ) e Eduardo Braga (AM).

Representando o Judiciário, deverá vir o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Serra deverá chegar junto com Aécio. O jantar inicialmente previsto para ontem entre ambos, no Palácio das Mangabeiras, não havia sido confirmado até a noite de ontem.

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