5 de junho de 2026

Bolsonarismo propõe criminalizar pesquisas que não acertem os resultados eleitorais

Líder do governo na Câmara apresentará iniciativa que pretende impor “punições severas, não só de cadeia como também indenização”

A disparidade entre os resultados do primeiro turno das eleições presidenciais deste domingo (2/20) e as pesquisas eleitorais publicadas na última semana inspirou o bolsonarismo a apresentar um projeto de lei no Congresso para criminalizar os erros em estudos de opinião desse tipo.

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A iniciativa foi anunciada pelo deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, ´que assegurou que o projeto será protocolado no Congresso ainda nesta segunda-feira (3/10).

Segundo a coluna do jornalista Tales Faria, do UOL, o projeto do deputado Barros pretende impor “punições severas” aos institutos, caso as pesquisas publicadas nas vésperas das eleições apresentem números diferentes dos resultados das eleições – considerando a margem de erro, ou seja, qualquer percentual que um candidato tiver nas urnas que não estiver dentro da margem de erro da pesquisa anterior será considerado crime.

Em declaração para o UOL, Ricardo Barros justificou seu projeto dizendo que “pesquisa publicada na véspera da eleição cujo resultado não coincida dentro da margem de erro é crime. (Merece) pena alta, não só de cadeia como também indenização”.

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Vale destacar que a maioria das pesquisas de intenção de voto acertou a previsão da votação de Lula neste domingo: seus 48,43% de votos válidos está dentro da margem de erro das pesquisas IPEC, DataFolha e Quaest, por exemplo. Houve erro apenas no que diz respeito à votação de Jair Bolsonaro, de quem se esperava um percentual abaixo dos 40%, segundo as pesquisas publicadas no sábado.

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Victor Farinelli

Victor Farinelli é jornalista residente no Chile, corinthiano e pai de um adolescente, já escreveu para meios como Opera Mundi, Carta Capital, Brasil de Fato e Revista Fórum, além do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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