Folha monta mais um dossiê falso

A ombudsman da Folha, Suzana Singer, evitou comentar mais um dossiê falso da Folha: a história do suposto dossiê da campanha de Dilma Rousseff, que eu, vocês, o Sérgio Dávila e a torcida do Flamengo sabemos ser apenas o livro do repórter Amaury Ribeiro Jr sobre as privatizações. Não tem fim essa marcha da insensatez do jornal. A imagem vem sofrendo uma sucessão de danos que, mesmo que o jornal passasse a praticar jornalismo, levaria anos para serem reparados: ficha da Dilma, Secretária da Receita, assassinato de reputação da juíza que votou contra Dantas, pesquisa extemporânea do Datafolha.

Não adianta o jornal trazer um belo correspondente como diretor. Assim como não adianta o Estadão dispor de jornalistas de primeira em áreas de comando. A insensatez impregnou-se definitivamente no DNA dos jornalões.

Da Folha

Folha de S.Paulo – Dossiê do PT é crime, acusam tucanos – 13/06/2010

Dossiê do PT é crime, acusam tucanos

Virgílio defende que Justiça seja acionada; petistas dizem que não pediram dados sigilosos de Eduardo Jorge

Para Itagiba (PSDB), houve quebra de sigilo fiscal; presidente do PT chamou denúncia de “ridícula” e “absurda”

DO ENVIADO A SALVADOR
DE BRASÍLIA
DO ENVIADO A ITU

Líderes tucanos reunidos na convenção do PSDB foram uníssonos ao acusar o PT de crime de quebra de sigilo fiscal por ter acessado, por meio de uma “equipe de inteligência”, dados financeiros e fiscais particulares do vice-presidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge.

O caso foi revelado ontem pela Folha. Os documentos indicavam três depósitos de R$ 1,3 milhão na conta de Eduardo Jorge. Os dados só estavam disponíveis na Receita Federal e no computador do próprio tucano.

Para o deputado federal Marcelo Itagiba (RJ), houve “crime de quebra de sigilo fiscal”. Já o senador Arthur Virgílio (AM) disse que o caso mostra uma “prática nojenta” na política.

“Fomos vítimas de dossiê o tempo todo. Ninguém ouviu falar que FHC fez dossiê contra o Lula”, disse.

Ele defende que a Justiça comum seja acionada.

O caso chegou aos discursos na convenção. Coube ao presidente tucano, Sérgio Guerra, citar o episódio indiretamente: “Nada nos levará à política dos dossiês”.

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, chamou de “ridícula” e “absurda” a revelação do caso.

“Essa denúncia é absolutamente ridícula, ela não se sustenta, até porque a matéria inventou um novo tempo verbal que é o pretérito do futuro, porque fala: “uma equipe que estaria sendo formada produziu um dossiê”, sem qualquer informação, qualquer ligação com o PT”.

O ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais) disse que nem o PT nem o comando de campanha de Dilma têm responsabilidade pelos dados que teriam sido levantados sobre o tucano.

O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), foi na mesma linha: “Não pedimos, não fizemos, não divulgamos nenhum dossiê, nenhuma investigação sobre Eduardo Jorge”.

Questionada sobre o caso, a candidata Marina Silva (PV) disse que quem faz “arapongagem e investigações paralelas” deve ser “duramente punido”.
Serra e Dilma não comentaram o caso.

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