Serra fala em Chávez; empresários em saúde, educação etc

SERRA FALA SOBRE CRESCIMENTO ECONÔMICO A EMPRESÁRIOS DO LIDE

Em Almoço-Debate promovido em São Paulo, o candidato tucano debateu temas como política externa, desenvolvimento da economia e carga tributária

São Paulo, 26 de julho de 2010 – O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, participou hoje (26/07) de Almoço-Debate com empresários do LIDE – Grupo de Líderes Empresariais e abordou temas como desenvolvimento da economia, política externa e educação. O encontro reuniu 497 empresários na capital paulista.Ao lado de toda cúpula tucana e de seu candidato a vice, o deputado Índio da Costa (DEM-RJ), Serra afirmou que o baixo desenvolvimento econômico das últimas duas décadas deve-se ao choque de estilos de governo, referindo-se à alternância entre os governos de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. “Uma questão importante é pensarmos nas tendências do Brasil nesta década. Essas eleições vão definir os rumos que o Brasil vai tomar até 2020”, observou.

Serra criticou também a “desindustrialização” da economia brasileira e afirmou que o PT, embora contrário, se favoreceu de projetos do PSDB como, por exemplo, o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal e o Fundef. “O PT se beneficiou disso tudo embora tenha votado contra tudo isso”, disse durante seu discurso.
Sobre o tema carga tributária, Serra aproveitou para colocar em dúvida a percepção de sua concorrente, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff. “O Brasil tem a maior carga tributária entre os países em desenvolvimento. Dilma chegou a dizer outro dia que isso era bom, que estávamos na média.

Só que a assessoria dela (Dilma) deixou de avisá-la que a gente tem que comparar o Brasil com países em desenvolvimento e não com países como Suécia, que tem uma das maiores rendas per capita do mundo”. O candidato afirmou que para ser um país sem pobreza, é preciso crescer 4,5% ao ano.
Em relação à política externa do Brasil, Serra disse ser a favor da tese “negócios são negócios”, mas que o país não tem feito isso. Segundo o candidato, o Brasil não tem política de comércio exterior e assinou apenas um acordo comercial, com Israel. Ele questionou também o aumento de 15% da remuneração da energia do Paraguai.

O candidato comentou sobre a posição do Brasil em relação aos problemas de outros países. “Temos que respeitar. Não temos de meter o bico”, afirmou ele, citando também a relação com Turquia e Irã. Para ele, outro ponto importante do governo federal diz respeito aos direitos humanos. “É amigo de Cuba? Então usa essa amizade para libertar os presos cubanos, não deixa isso pra Espanha”, disse em meio a aplausos.

O tucano afirmou também que o governo brasileiro simpatiza com o presidente venezuelano Hugo Chávez. “É inegável que o Brasil tem uma simpatia maior pelo Chávez. E é inegável que o Chávez abriga as Farc”, disse. Índice FGV-LIDE – O otimismo dos empresários em relação à eficiência gerencial do governo brasileiro ficou estável, segundo índice FGV-LIDE medido nesta segunda-feira, durante debate dos empresários com o candidato José Serra. A situação dos negócios foi considerada melhor em comparação com o ano de 2009 por 73% dos empresários, contra 72% das respostas deste tipo na última pesquisa, em junho. Além disso, 23% dos entrevistados disseram que os negócios estão iguais, ante 25% do levantamento anterior. Sessenta por cento dos empresários presentes ao encontro disseram que pretendem empregar funcionários este ano. Outros 36% irão manter o quadro de funcionários e 4% pretendem demitir. Além disso, para 80% dos empresários, a carga tributária é o fator que mais impede o crescimento da empresa; o nível de procura aparece em segundo lugar, com 10% dos votos; a taxa de juros recebeu 6% das citações; e o cenário político recebeu 3% das indicações. No que se refere aos planos de governo, 65% os empresários avaliaram que a reforma fiscal é a mais importante a ser realizada pelo próximo governo. A reforma trabalhista foi citada por outros 18%; a reforma política recebeu 14% das citações e a jurídica, 3%. Já o tema prioritário para as melhorias, segundo a pesquJsa FGV-LIDE, foram os seguintes: Educação (46%), Infraestrutura (38%), Segurança Pública (10%), Saúde (5%) e economia (1). 

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