Exigências de Bolsonaro são forma de facilitar fuga, diz colunista

Presidente não quer ser questionado pelos adversários sobre crimes cometidos pelos seus filhos e por aliados políticos

Foto: Marcos Corrêa/PR

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro condicionou sua ida aos debates eleitorais de 2022 apenas para falar de seu mandato, e não sobre as investigações criminais envolvendo seus filhos e aliados.

Como lembra o jornalista Bernardo Mello Franco em sua coluna no jornal O Globo, não existe debate sério com assuntos proibidos, e as exigências de Bolsonaro podem ser um pretexto para que se esconda dos adversários.

“O arrego é um recurso que costuma ser usado por candidatos favoritos. Era o caso do capitão em 2018, mas tudo indica que não será mais em 2022”, lembra Mello Franco.

Dentre os assuntos que Bolsonaro não quer ser questionado pelos seus adversários, estão os esquemas de rachadinha nos gabinetes de Flávio e Carlos Bolsonaro, os depósitos de R$ 89 mil recebidos pela primeira-dama Michelle Bolsonaro, o gabinete do ódio e a indústria de fake news.

O presidente também não quer que toquem no assunto Fabrício Queiroz – invariavelmente, o tema chegaria no nome de Adriano da Nóbrega, que chegou a ser homenageado pela família Bolsonaro no Rio de Janeiro e foi fuzilado pela polícia na Bahia.

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3 Comentários

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Rodrigo Maciel Barca Vieira

- 2021-11-28 23:28:14

Para que debate? Todos já sabemos quem será eleito. LULA é o cara

marcio gaúcho

- 2021-11-28 17:01:15

Parece-me que não haverá debate público entre os candidatos a presidência da república em 2022. Bolsonaro é pé-sujo, Moro rabo-sujo, Dória malandro-tresloucado, Lula saudosista-repetitivo e Ciro doente-da-cabeça. Hospício é pouco para toda essa gente reunida num debate tão necessário e importante para a nação brasileira escolher o seu novo presidente. NÃO MERECEMOS!

AMBAR

- 2021-11-28 15:11:12

Acho curioso esse empenho que os meios de comunicação aparentam sobre um possível debate onde o "presidento " participaria. É fato notório que o nobre mandatário não é capaz de sustentar mais que seis minutos de prosa, desde que venha escrita, narrada através do "ponto" no ouvido ou "cola" nas mãos. O pobre é semianalfabeto, tem severo deficit de atenção e nada entende de política. A menos que haja uma clara intenção de ridiculariza-lo, o convite ao debate nada tem de eleitoral.

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