5 de junho de 2026

Família Bolsonaro doou dinheiro vivo entre si para campanhas eleitorais

Jair, Flávio, Eduardo e Carlos doavam recursos entre si, em espécie, destoando da prática da maioria dos candidatos

Jornal GGN – Folha de S. Paulo fez um levantamento junto ao Tribunal Superior Eleitoral mostrando que a família Bolsonaro autofinanciou boa parte de suas campanhas ao longo de 6 anos, usando dinheiro vivo. Os gabinetes de Flávio e Carlos estão no centro de investigações sobre o desvio de verba pública para constituir despesas pessoais, como o caso Queiroz.

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Segundo Folha, somente entre 2008 e 2014, Jair Bolsonaro e os filhos doaram entre si R$ 100 mil em espécie. Corrigidos pela inflação, os valores chegam a R$ 163 mil.

Em 2008, por exemplo, Carlos concorreu à Câmara Municipal do Rio e doou para a própria campanha R$ 10 mil em dinheiro vivo. O irmão Flávio doou mais R$ 10 mil e o pai, Jair, outros R$ 15 mil. “Os R$ 35 mil em espécie injetados pela família representam cerca de 60% de todos os recursos angariados por Carlos naquela campanha.”

A título de comparação, Folha, consultou outras 10 campanhas eleitorais realizadas naquele mesmo ano para a Câmara do Rio, e apenas mais um candidato, Sebastião Ferraz, eleito pelo PMDB, também teria usado o mesmo tipo de financiamento.

Em 2014, ano em que estreou na política, Eduardo recebeu R$ 30 mil em dinheiro para sua candidatura a deputado federal. O valor equivale a mais de 60% de todos os recursos usados na campanha. “Enquanto isso, o uso de dinheiro em espécie foi inexpressivo entre os candidatos mais votados em São Paulo.”

Segundo a Folha, das 13 candidaturas analisadas, apenas 4 não tiveram recursos em dinheiro vivo. Em outras 4, não foi possível confirmar pelas prestações de contas ao TSE.

O jornali frisou que “o elevado uso de dinheiro vivo nas campanhas destoa da prática de outras candidaturas bem-sucedidas naqueles anos” e que “reportagens e dados obtidos por órgãos de investigação mostraram que a família Bolsonaro, especialmente na figura do senador Flávio Bolsonaro, já movimentou mais de R$ 3 milhões em dinheiro vivo nos últimos 25 anos.”

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. peregrino

    23 de setembro de 2020 10:29 am

    Devem ter aprendido com o Mensalão e a Lava Jato, onde qualquer movimentação eletrônica de dinheiro foi vista, mas não provada, como desvio de dinheiro público para pagamento de propinas……………………

    aprenderam que saber usar o dinheiro vivo de um povo morto não é visto como crime

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