5 de junho de 2026

Governo Bolsonaro deixa cidades do Nordeste sem água durante a seca

Governo sabia desde setembro que faltariam recursos para abastecimento. Guedes requereu ao Congresso dotação orçamentária, mas, sem articulação, texto está parado há 1 mês

 

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Jornal GGN – Por falta de dinheiro e de articulação do governo federal junto ao Congresso, famílias de cidades do Nordeste, que dependem de carros-pipa para o abastecimento, ficarão sem água potável a partir deste domingo (1º), por tempo indeterminado, e em meio ao período de seca na região. As informações são da Folha de S. Paulo.

Prefeituras de Pernambuco, por exemplo, foram surpreendidas pela notícia. Só ficaram sabendo que haveria o corte no abastecimento de água, coordenado e fiscalizado pelo Exército, faltando dois dias para a interrupção do serviço por falta de dinheiro.

O governo Bolsonaro sabia ao menos desde setembro passado que enfrentaria a falta de verba para realizar o abastecimento até dezembro.

A operação de abastecimento pelo Exército no interior do Nordeste envolve 7 mil veículos e atende cerca de 850 municípios. Segundo a Folha, o Ministério do Desenvolvimento Regional informou que precisa de 142 milhões de reais para garantir o serviço até o fim do ano.

A realocação orçamentária para contornar a crise foi solicitada ao Congresso, que ainda não votou o projeto assinado por Paulo Guedes ainda em setembro. Durante todo o mês de outubro, portanto, o texto ficou parado. Procurado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que vai marcar uma sessão para votar para discutir o tema a partir da semana que vem.

Na cidade de São Bento do Una, a 210 quilômetros do Recife (PE), a prefeitura tem 144 pontos abastecidos de responsabilidade do Exército sem cobertura. Os poucos carros-pipa que o Paço dispõe só conseguem abastecer hospital, posto de saúde e as escolas, ainda que fechadas. Para chegar às famílias, é preciso apoio do governo federal. Mas a cidade recebeu um comunicado de “integrante do Exército” dizendo que a operação ficará parada até “recebermos os créditos” do Ministério do Desenvolvimento Regional.

O MDR informou que “solicitou a suplementação de recursos do orçamento para manter as ações da operação carro-pipa, bem como a continuidade de obras essenciais na áreas de saneamento e segurança hídrica, evitando paralisações”.

Na sexta (30), o senador Jaques Wagner (PT-BA) requereu esclarecimentos ao ministro Rogério Marinho sobre a crise do fornecimento de água no Norte e no Nordeste.

Redação

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  1. Zé Sérgio

    2 de novembro de 2020 12:43 pm

    Desde a tentativa das Privatarias de Água e Esgoto do Governo FHC, este Serviço foi sendo mais e mais abandonado pelas Empresas Estaduais. Aqui em SP, a SABESP Privatizada virou uma Vergonha do QuintoMundismo. Redemocracia? Constituição Cidadã? Políticas Socializantes? Sociedade Civil Organizada? OAB? Respeito aos Contratos e Garantias Jurídicas? Governos dito Progressistas fazendo fortunas com a Segurança Hídrica Nacional. Então em todo estado de São Paulo, várias e várias Cidades e milhares de bairros são abastecidos com Carros Pipas como vemos na tragédia nordestina. Transformaram o rico interior e periferia de São Paulo na mesma miséria do interior nordestino. 40 anos de Redemocracia. Pobre país rico. A culpa, esta, deve ser das Caravelas. Mas de muito fácil explicação.

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