Os protestos no Reino Unido

De acordo com o Telegraph, as centrais dos trabalhadores britânicos (unions) estão ameaçando fazer greves coordenadas, promover desobediência civil e promover uma “campanha de resistência não vista em décadas”, como forma de pressionar o governo contra os cortes no setor público que se avizinham com o novo orçamento britânico.

As centrais defendem uma aliança progressiva entre elas para enfrentar o mesmo inimigo: a ameaça do desemprego massivo – estima-se que, ao menos 150.000 empregos do setor público tenham sido cortados ou estão em vias de extinção.

Brendan Barber, secretária geral da TUC (Trade Union Congress – congresso das centrais dos trabalhadores), crê que a sociedade “ainda não despertou para a escala dos cortes, mas terá uma reação muito diferente quando a realidade começar a emergir após ocorrer a revisão orçamentária no governo”.

Essa revisão orçamentária promete levar o Reino Unido à uma “era de austeridade”, numa tentativa de controlar o déficit orçamentário que bateu na casa recorde dos 155 bilhões de libras (aproximadamente 11% do PIB) e da dívida pública que, acredita-se, chegará aos 70% do PIB, com valor de 900 bilhões de libras (leia na BBC).

Espera-se que os cortes atinjam a educação, a saúde, a defesa, o sistema de bem-estar social, além de enxugar despesas administrativas em departamentos diversos.

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