Recado do Nassif: a violência do Procurador Geral contra a Escola Superior do Ministério Público

A violência perpetrada pelo Procurador Geral da República Augusto Aras contra a Escola Superior do Ministério Público da União comprova a máxima: de onde nada se espera, nada vem.

A violência perpetrada pelo Procurador Geral da República Augusto Aras contra a Escola Superior do Ministério Público da União comprova a máxima: de onde nada se espera, nada vem.

Por sua formação e história, filho de pai que resistiu ao arbítrio na Bahia, esperava-se que Aras adotasse a estratégia da redução de danos. Ou seja, dentro das limitações de servir a um presidente fundamentalista, preservasse algumas peças básicas do Ministério Público, especialmente aquelas voltadas para direitos humanos.

Vã esperança!

Ontem, foram cancelados sumariamente os seguintes cursos, tidos por subversivos:

  • Formação de Formadores: a construção do projeto pedagógico.
  • O MPU e a diversidade sociocultural.
  • Reforma trabalhista: a atuação do MPT no Direito Material.
  • Competências gerenciais para o despertar da liderança
  • Descomplicando a proteção internacional dos direitos humanos
  • Feedback para a solução de conflitos.
  • Análise econômica do Direito e Meio Ambiente.
  • Violência de gênero e política de drogas na América Latina: a experiência colombiana.
  • Direito Internacional humanitário
  • Prevenção e combate à tortura.
  • Promoção e Proteção Nacional e Internacional dos Direitos Humanos.
  • Inclusão com acessibilidade no trabalho

Todos os conselheiros do MPU foram sumariamente demitidos, mesmo aqueles em pleno mandato. E a revisão acadêmica caberá a Guilherme Schelb, procurador fundamentalista, do nível de Ailton Benedito, indicado por Aras para a Secretaria de Direitos Humanos, e que considera direitos humanos uma invenção de esquerdopatas marxistas.

 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Leia também:  Aras defende que Bolsonaro escolha como quer depor sobre interferência na PF

5 comentários

  1. Então, vale a pena permitir a existência de dessa “instituição”?
    Por mim já estava extinta.
    Íamos economizar alguns bilhões e muitos criminosos não contariam com a proteção destes asnos.

  2. Fecha o MP. Eu iria além e fecharia também as forças armadas. Aquilo não é um peso que o Brasil carrega, mas um tratos empurrando na direção oposta.

  3. Concordo plenamente, qual o motivo de manter um órgão tão maléfico aos interesses dos cidadãos como esse MPF. A extinção deste monstrengo deveria ser iimediata.

  4. Força Nassif, você já tem muita, do tipo sereno de longo prazo mas sempre é bom reforçar: obrigado pelos riscos que você enfrenta, e não em causa própria.
    Parabéns pela firmeza e pela coragem minimalista e serena.
    É a invasão dos piores comentaristas de boteco (daqueles botecos sem música, sem beleza, só grosseria e cerveja ruim, claro).
    Em todos os cantinhos, arrotando sua falta de argumentos, orgulhosos por terem varios iguais como autoridades.

  5. E aí bozolóides e afins, entenderam o que quis dizer quando o cafajeste-mór disse que o PT aparelhou as instituições e o dito cujo não o faria, seriam todos nomeados por “critérios técnicos”? É ESSENCIAL E URGENTE QUE ESSA CAMBADA SEJA DEFENESTRADA ENQUANTO AINDA RESTA ALGO DE BRASIL!

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome