A Dieta do Palhaço e o ataque à saúde

Sugestão de Tamára Baranov

“Super Size Me”: a Dieta do Palhaço

Por Dr Carlos Bayma

Super Size Me (br: Super Size Me – A dieta do palhaço / pt: Super Size Me – 30 dias de fast food) é um documentário estadunidense de 2004, escrito, produzido, dirigido e protagonizado por Morgan Spurlock, um cineasta independente dos Estados Unidos da América.

No filme, Spurlock segue uma dieta de 30 dias (fevereiro de 2003) durante os quais sobrevive em sua totalidade com a alimentação e a compra de artigos exclusivamente do McDonald’s. O filme documenta os efeitos que tem este estilo de vida na saúde física e psicológica, e explora a influência das indústrias da comida rápida.

Durante a gravação, Spurlock comia nos restaurantes McDonald’s três vezes ao dia, chegando a consumir em média 5.000 kcal (o equivalente de 6,26 Big Macs) por dia durante o experimento.

Antes do início deste experimento, Spurlock, comia uma dieta variada. Era saudável e magro, e media 1,88 m de altura com um peso de 84,1 kg. Depois de trinta dias, obteve um ganho de 11,1 kg, uns 13% de aumento da massa corporal deixando seu índice de massa corporal em 23,2 (dentro da faixa “saudável” 19-25) a 27 (“sobrepeso”). Também experimentou mudanças de humor, disfunção sexual, e dano ao fígado. Spurlock precisou quatorze meses para perder o peso que havia ganho.

Esse “crime” começa cedo: na tenra infância

O fator que motivou Spurlock para fazer a investigação foi a crescente propagação da obesidade em todo os Estados Unidos da América, que o diretor do serviço público de saúde dos Estados Unidos da América tinha declarado como “epidemia”, e a correspondente demanda judicial contra o McDonald’s em nome de duas meninas com sobrepeso, que alegaram que se converteram em obesas como resultado de comer alimentos do McDonald’s. Spurlock disse que apesar de oprocesso contra McDonald’s ter falhado, grande parte da mesma crítica contra as companhias de tabaco se aplica as franquias de comida rápida. Embora se podia argumentar que a comida rápida, ainda seja psicologicamente viciante,não é tão viciante como nicotina.

O filme foca o Mc Donald’s como um dos representantes da indústria alimentar estadunidense, que criou tamanhos exagerados de porções e que, sempre que possível, induz ao consumo de mais e maiores porções, fazendo com que a população consuma muito além do necessário para uma alimentação saudável. O documentário foi nomeado para um Oscar na categoria de melhor documentário longa.

À medida que o filme começa, Spurlock está fisicamente acima da média, como é demonstrado por três médicos (um cardiologista, um gastroenterologista, e um clínico geral), assim como uma nutricionista e um preparador físico. Ele é orientado pelos cinco para realizar a avaliação da sua saúde durante o mês de duração. Todos os profissionais da saúde predizem o “Mc Mess” terá efeitos indesejáveis sobre seu corpo, porém ninguém esperava nada demasiado drástico, citando que o corpo humano como “extremamente adaptável”.

Spurlock tem sua saúde deteriorada em pouco tempo

Spurlock começa o mês com um café da manhã perto de sua casa em Manhattan, onde há – em média – quatro McDonald’s (e 66.950 habitantes) por milha quadrada (1,6 km ²). Também opta por viajar em táxis com maior frequência, já que pretende manter as distâncias que caminha em linha com os 5.000 passos (aproximadamente duas milhas) que por dia caminhava a média dos estadunidenses.

Spurlock tem várias regras que regem seus hábitos alimentares:

1) Deve plenamente comer em McDonald’s três comidas por dia;
2) Deverá escolher cada item no menu do McDonald’s ao menos uma vez durante o transcurso dos 30 dias (fez em nove dias);
3) Deve ingerir só os itens do menu. Isto inclui a água engarrafada;
4) Deve escolher o tamanho “Super Size” de sua comida sempre que lhe for oferecido;
5) Deve aceitar todas as promoções oferecidas para que ele compre mais comida que a intencionada inicialmente.

Terá de caminhar a média que se caminha nos Estados Unidos, sobre a cifra de 5.000 passosao dia, porém isto não era rígido, já que ele caminhou relativamente mais, em comparação do que se caminha em Nova York que em Houston.

No dia 2, Spurlock come pela primeira vez o “Super Size” (tamanho grande, o maior), que leva cerca de uma hora para comer. A experiência foi o aumento de seu estomago durante o processo, que culmina com Spurlock vomitando no caminho de volta para casa.

Depois de cinco dias, Spurlock havia adquirido quase 4,5 kg. Não passa muito tempo antes que se encontre a si mesmo com uma sensação de depressão. Ele considera que seus episódios de desânimo, letargia e dores de cabeça são causadas pela comida do McDonald’s. Um médico descreveu-o como “viciado”.

Esqueça-se desse “cara”: ele não é seu amigo!

A noiva de Spurlock, Alexandra Jamieson, é uma testemunha para o fato de Spurlock ter perdido muita da sua energia e desempenho sexual durante a sua experiência. Não esta claro se Spurlock seria capaz de completar o mês completo devido aos elevados teores de gordura e carboidrato de sua dieta; seus amigos e família começaram a se preocupar.

Próximo do vigésimo dia, Spurlock havia sentido estranhas palpitações no coração. Consulta seu médico particular, o Dr. Daryl Isaacs lhe aconselha parar o que está fazendo de imediato para evitar qualquer tipo de graves problemas de saúde. Apesar desta advertência, Spurlock decide continuar com o teste. Mais tarde declarou em uma entrevista que, apesar das preocupações e objeções da maior parte das pessoas próximas a ele, era seu irmão mais velho que o motivou a continuar com sua observação, “Morgan, a gente comeu esta merda toda sempre. Acha mesmo que vai te matar se você comer os outros 9 dias?”

Spurlock chega ao trigésimo dia e atinge o seu objetivo. Em trinta dias, Spurlock comeu o tamanho “Super Size” em sua refeição em nove ocasiões ao longo do caminho (dos quais cinco foram no Texas). Os três médicos ficaram surpresos com o grau de deterioração da saúde de Spurlock. Um deles afirmou que era irreversível o dano causado ao seu fígado, que pode sofrer, além disso, um ataque ao coração, mesmo perdendo todo o peso ganho durante o experimento. Ele disse que nesse período comeu mais refeições no McDonald’s do que um nutricionista recomenda comer em 8 anos.

http://www.drbayma.com/super-size-me-a-dieta-do-palhaco/

 

http://www.youtube.com/watch?v=XiaET24DwaU

 

16 Comentários

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Sandra Fatima

- 2019-04-08 21:00:08

Gostei muito do seu post, irei seguir seu blog. Esse tipo de conteúdo tem me ajudado muito Grata !

Bruh

- 2014-06-01 22:02:15

"Depois desse documentario,

"Depois desse documentario, surgiram outros onde a pessoa conseguia emagrecer comendo somente produtos do Mc Donalds e pasmem, conseguiram!!!!"

 

A questão não é engordar ou emagrecer, mas sim o resultado final visando a saúde de quem se alimenta predominantemente com fast foods, o que é real.

REI

- 2014-04-09 16:13:00

será?

Pra mim, ele não provou que o alimento em si é um lixo e sim que comer o mesmo alimento, sem variação, sem equilíbrio, faz mal à saúde.

Vamos lá, todos dizem que o arroz e feijão é bom pra saúde. Eu concordo. Mas passa 30 dias comendo arroz e feijão no café, almoço e janta. Mais nada, não pode comer uma fruta, um leite, carne, nada. Só arroz e feijão no máximo com cebola e alho. 

Eu não acredito que se alguém fizer isso ficará tão mal quanto o autor do experimento da "dieta do palhaço", mas duvido que vai estar saudável depois de 30 dias.

Fast Food não é opção de alimentação, é opção de entretenimento. Alimentação é o que mantém o corpo em pleno funcionamento e deve ser realizada diariamente com sabedoria. Entretenimento é algo que fazemos para alimentar desejos, que para ser saudável deve respeitar os limites do corpo. A grande questão é que a diversão é tão empolgante que nunca nos preocupamos com tais limites, daí vem os abusos, seja com comidas, tóxicos, jogos, sexo, etc.

Quem consegue ter a "medida certa" do que hoje é "politicamente incorreto", eu penso que vive de verdade e com saúde. 

Fast Food é para você ir de vez em quando, matar uma vontade, se divertir ou um dia que você está tão atarefado que só dá tempo de descer um lanche. É saudável? Talvez não, talvez sim, só acho que você não vai virar uma baleia se comer um big mac uma vez ou outra.

Tamára Baranov

- 2013-10-08 23:01:33

Produziu em outras pessoas,

Produziu em outras pessoas, em milhares delas. Tanto que depois deste documentário a rede de fast food McDonald’s reformulou seu cardápio no mundo inteiro, incluindo alimentos saudáveis nos famosos combos, como frutas e saladas, e investiu pesadamente numa campanha para melhorar a sua imagem de disseminadora de alimentação prejudicial à saúde, o que o documentário sugeria fortemente. 

Tamára Baranov

- 2013-10-08 22:58:05

A única contribuição positiva

A única contribuição positiva do palhaço, o casal inovou sexualmente. 

 

 

Nonato Amorim

- 2013-10-08 21:23:51

Bela lembrança

Baranov, que bela lembrança. Assisti o filme. É chocante. Tem uma parada lá que depois de alguns dias a namorada deu um depoimento sobre a vida sexual. Pois sim, o camarada começou a comparecer menos, depois da tal dieta. Para trepar sem (ele tem que) fazer muito esforço a dita cuja tinha que tomar as rédeas do lesco-lesco. Ele ficava por baixo, parado que nem uma múmia e ela tinha que fazer xilepe, xilepe, xilepe...segundo depoimento da própria. Abrs.

@racshade

- 2013-10-08 20:14:49

É uma peça de

É uma peça de anti-publicidade.

Os resultados de Spurlock nunca foram reproduzidos novamente...

Alguém já parou para se perguntar algo simples: e se a dieta produziu os específicos resultados em Spurlock, e apenas nele?

Todos temos organismos diferentes.

Claro que MCdonalds é uma porcaria para qualquer ser humano, mas em diferentes níveis.

Maria Luisa

- 2013-10-08 18:41:34

Li, mas muito rapidamente,

Li, mas muito rapidamente, que recentemente fizeram analises de componentes dos hamburgueres de fast foods, e encontraram substâncias toxicas neles, que a médio prazo causam muitos problemas de saude, entre eles, claro o câncer.

Agora, tendo uma Fukushima sem resolução, a jookin food fica até palida perto. A agua contaminada esta escorrendo pouco a pouco para o mar, do mar comemos peixes e respirarmos o ar que levou partes da radiação aos quatro cantos do planeta. E o é pior ainda estar por vir, segundo um especialista em energia nuclear, se houver um novo terremoto no Japão, estaremos condenados, pois Fukushima virara po. Melhor, particulas! Chernobil não chega aos joelhos. 

 

Maria Luisa

- 2013-10-08 18:38:01

 Quem se alimenta

 Quem se alimenta saudavelmente engorda proporcionalmente menos e não destroi precocemente o sistema hepatico. 

JB Costa

- 2013-10-08 17:56:39

Tamára, Colesterol controlado

Tamára,

Colesterol controlado e alimentação adequada(não falei dieta) quardam uma relação direta. Escrevo por experiência própria. Meus níveis hoje, com 58 anos, do LDL e do LDL-total são iguais a um jovem de 20 anos. Peno apenas no triglicérides face a injunções genéticas. Mas mesmo assim sem alarme. Glicemia joaiada.

Eis as dicas; alho, cebola, frutas, farelo de trigo, verduras. Dentre as frutas, a banana. Esmagada de manhã com mamão e farelo de aveia é ótimo para baixar os níveis de gordura no sangue. Das verduras(ou legumes, não sei bem o que é), destaco o QUIABO. Este também coloca para baixo a glicemia. 

A readequação alimentar é bem melhor e mais seguro que essas dietas radicais. 

Carnes, só raramente as vermelhas, e excepcionalmente, as gordurosas. No dia-a-dia peixe e frango. 

Athos

- 2013-10-08 15:08:31

A batata frita também não

A batata frita também não apodrece... tem no youtube.

Tamára Baranov

- 2013-10-08 14:52:48

Verdade JB Costa. Minha

Verdade JB Costa. Minha sobrinha, anos atrás, com cinco anos, vivia luxando e quebrando, braço, perna, pé....até que o ortopedista perguntou se ela tomava coca-cola, dito e feito, tomava como água, os ossos estavam enfraquecidos. Minha neta, fanática por McDonald e com uma mãe que a levava por conveniência, com oito anos, tinha colesterol bom baixo e o ruim alto. Tudo voltou ao normal quando deixou o palhaço a ver navios e voltou ao velho e bom arroz, feijão, carne, salada, legumes e frutas.

Um abraço.

JB Costa

- 2013-10-08 14:23:32

Comida de McDonald's ou de

Comida de McDonald's ou de qualquer outro da mesma espécie é LIXO! Tudo que servem nesses espaços é nocivo à saúde e causa dependência. 

Nada, nada mesmo, subsitui um comida saudável. Quando nos referimos a esse tipo de alimento não nos referimos a comer somente folha ou caldo de bila com seixo. É ingerir alimentos naturais. Esquecer esses enlatados cheios de aditivos químicos, salgados e calóricos demais. 

Coca-Cola? Esqueça. Um veneno viciante. Tem mais gente no mundo viciada em Coca que em tóxiscos, cigarros e bebidas. Tive um amigo que morreu de câncer no estômago porque se viciou nesse bebida. Tomar 1 litro diariamente. 

 

Marcelo Nascimento

- 2013-10-08 13:55:08

Esse documentario eh um dos

Esse documentario eh um dos mais enviesados que existiu. Qualquer cidadao que consome 5 mil calorias por dia vai engordar. Seja comendo Mc Donalds, seja comendo uma "comida light".

Depois desse documentario, surgiram outros onde a pessoa conseguia emagrecer comendo somente produtos do Mc Donalds e pasmem, conseguiram!!!!

Pior que essa, soh o hamburguer do Mc Donalds que nao apodrece e que virou noticia. Essa experiencia foi reproduzida com hamburguers feito em casa que tambem nao apodreceram devido ao mesmo principio utilizado em salames, carne seca, etc. (http://aht.seriouseats.com/archives/2010/11/the-burger-lab-revisiting-the-myth-of-the-12-year-old-burger-testing-results.html)

Nao me lembro da ultima vez que eu comi no Mc Donalds, nem me simpatizo pela rede mas essas duas reportagens sao exemplos perfeitos de como se pode manchar uma empresa atraves de um mau jornalismo.

rtguedes

- 2013-10-08 13:09:33

Ah, se fosse tão

Ah, se fosse tão simples..:

 

Fat Head, de Tom Naughton:

https://www.youtube.com/watch?v=evcNPfZlrZs

marcelo

- 2013-10-08 11:22:53

Trabalhei no Mac

Em 89/90, tinha 15 anos, trabalhei no MacDonalds, por 7 meses. Comia duas vezes por dia, e as refeições que eram fornecidas eram sem restrições (poderiamos comer o quanto quisessemos), pois como era inauguração em Curitiba, faziamos muitas horas extras. Já a (única) refeição normal fornecida era muito menos farta, e variava de acordo com as horas trabalhadas. Claro, o restante de minhas refeições era em casa. Não engordei, primeiro que não comia que nem um porco, segundo que o trabalho era fisicamente pesado e terceiro que estava em idade de crescimento. O mesmo vale pra grande maioria de meus colegas. Portanto, este documentário é bem enviesado.

 

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