Por que é fundamental assumir epidemia por influenza H3N2, por Paulo Lotufo

Paulo Lotufo, epidemiologista e professor de Medicina da USP, lista por que é fundamental assumir que há epidemia por influenza H3N2

Imagem: Reprodução

Por Paulo Lotufo

epidemiologista e professor da Faculdade de Medicina da USP

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*Com ajustes da redação

Assumir que há epidemia por influenza H3N2 é fundamental porque:

1. A orientação para conter a transmissão baseada no uso de máscaras relaciona-se ao período sintomático (febre, calafrios, cefaléia, dor muscular) que dura de 3-5 dias em adultos. O isolamento deve durar enquanto houver sintomas mais 1 dia.

2. As UBS de saúde devem ter quantidades suficientes de analgésico e antitérmicos. O acesso ao oseltamivir ou zenamivir precisa ser garantido.

3. Gestantes têm risco incidência maior. Por isso, a população precisa ser informada e UBS, maternidades e hospitais precisam ter planejamento para diagnóstico e tratamento de grávidas com sintomas gripais.

4. Os gestores de saúde precisam garantir acesso a leitos de terapia intensiva, principalmente agora, em dezembro e janeiro, quando há quantidade menor de recursos humanos disponíveis.

Assumir que há epidemia por influenza H3N2 é fundamental para realizar todas as ações acima descritas. Do Ministério da Saúde não podemos pedir nada, mas a inação de secretários estaduais e municipais é inaceitável nesse momento.

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