A perda do referencial

Fernando Henrique diz o seguinte: “Não se cansam de repetir mentiras, na velha técnica nazista de mente, mente, mente que pega. E pega mesmo, porque [Adolf] Hitler foi eleito. E depois?”, comentou o ex-presidente”. O que ele quis dizer com esse “e depois”?

O que pretende com isso? Qual o público que visa atingir? Público sofisticado, certamente não é. Lideranças esclarecidas, claro que não. Militantes atrás de alternativas programáticas, nem pensar.

A cada dia que passa, mais FHC se contenta com o papel de porta-voz do primarismo e da simplificação.

Dizer que Lula não tem projeto de país, vale. Dizer que não se preocupa com qualidade da gestão pública, é adequado. Criticar sua política externa, cabe. Agora insinuar que irá governar como Hitler é demais.

Apenas confirma, que passadas as eleições, o máximo a que FHC aspirará é ser mentor do chamado público leitor típico de Veja, com Tasso Jereissatti e Jorge Bornhausen fazendo coro.

Não é por nada que os grandes atores da oposição no terceiro tempo, José Serra e Aécio Neves, se poupam para conduzir o jogo. A reorganização partidária, os novos projetos exigirão políticos mais sofisticados do que FHC se tornou.

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Aliás, a afirmação de FHC é do mesmo nível de Tarso Genro, ao insinuar que Alckmin governaria como Pinochet.

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