O papel do gestor

Alckmin é um sujeito sério, que seguiu a máxima de seu criador – Mário Covas – não gastando mais do que arrecada. Ponto.

São Paulo é, de longe, o estado mais desenvolvido do país, com fortes instituições de pesquisa, as maiores empresas, o sistema bancário mais sofisticado, a sociedade civil organizada em torno da ONGs.

De Covas, Alckmin herdou contas em dia e um governo eletrônico padrão mundial. Sob a orientação do ex-Secretário da Fazenda Yoshiaki Nakano, montou-se um sistema que permite saber de todas as despesas do estado.

De posse desse sistema, o que competiria a Alckmin:

1. Definir um plano estratégico para o estado. Nas últimas eleições, conferiu-se essa incumbência ao então chefe da Casa Civil, João Carlos Meirelles. Se fez, ninguém sabe, ninguém viu.

2. Definido o plano, cada secretário seria incumbido de cumprir determinadas metas, em torno de indicadores elaborados em cima dos dados existentes.

3. Finalmente, caberia ao governador presidir reuniões mensais de todo o secretariado onde, assessorado pelo Chefe da Casa Civil, cobraria o cumprimento das metas.

Um governante moderno trabalha assim: definindo objetivos, medindo resultados e fazendo, o papel de articulação entre as diversas forças do estado, públicas ou privadas. Alckmin nunca fez nada que remotamente parecesse um governo gerencial.

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