Brasilianas realiza fórum no Vale do Silício brasileiro

Em parceria com a Cemig, evento acontece em Santa Rita do Sapucaí (MG), também conhecida como o Vale da Eletrônica. Inscrições em: brasilianasforuns@gmail.com
Jornal GGN – Por mais que o jeito mineiro de falar seja alvo de brincadeiras sempre associados ao pão de queijo ou o doce de leite, Minas Gerais surpreende em avanços tecnológicos e pode se orgulhar de uma região onde a indústria 4.0 nasceu antes mesmo dessa expressão ser criada. É o Vale da Eletrônica de Santa Rita do Sapucaí (Sul de Minas), espécie de Vale do Silício brasileiro, onde são fabricados, a cada ano, 14,5 mil produtos com tecnologia de ponta e inovadores, como sensores, chip encapsulado, tabletes, equipamentos de segurança, tornozeleiras eletrônicas, e local onde foram fabricadas as primeiras urnas eletrônicas.
“A MCM Controles Eletrônicos Ltda. tinha parceria com a Dielbod Nixdorf, empresa de tecnologia e inovação que detinha a tecnologia das urnas eletrônicas, e nós oferecíamos toda a infraestrutura e mão de obra especializada para a fabricação e montagem, desde as peças até os testes finais”, conta Sérgio Ricardo de Azevedo, supervisor de engenharia da MCM. Esse é apenas um exemplo do que é feito no Cluster de Inovação Tecnológica que faturou, no ano passado, R$ 3,2 bilhões.
Com pouco mais de 40 mil habitantes, o município, localizado a 420 km de Belo Horizonte (MG) e a 220 km de São Paulo (SP), abriga 153 indústrias que geram 14,7 mil postos de trabalho. Os produtos eletroeletrônicos lá produzidos são exportados para 52 países – um fenômeno que influencia toda a região. Segundo o empresário Roberto de Souza Pinto, presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletroeletrônicas e similares (Sindvel), “o Polo Eletroeletrônico de Santa Rita do Sapucaí destaca-se pela sinergia criada entre os setores acadêmico, público e empresarial”.
A partir de um ambiente propício, reunindo criatividade e mão de obra qualificada, a cidade se tornou atrativa para investidores que acompanham de perto todas as oportunidades para investir no Vale da Eletrônica, completa o presidente do Sindvel. Ele é um dos convidados para falar no Fórum Brasilianas Polos Tecnológicos em Minas Gerais, realizado em parceria com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), dia 6 de novembro, das 14h às 18h, em Santa Rita do Sapucaí. O evento também está inserido na Semana do Empreendedor do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel).
Há 30 anos a cidade já era considerada um polo regional de inventores, gênios de fundo de quintal e pequenas e média empresas que apostavam inicialmente em equipamentos de segurança, mas com o passar do tempo conquistaram destaque no cenário nacional em diversas áreas e segmentos diversificados. As primeiras feiras foram estimuladas pelos governos estaduais em cidades da América do Sul, como Santa Cruz de La Sierra (Bolívia). Escolas, universidades, como o Inatel e a Escola Técnica Eletrônica (ETE), e a presença do Serviço Nacional da Indústria (Senai), fizeram toda a diferença nesta região.
Atualmente, as empresas destacam-se em várias áreas, como tecnologias educacionais, academia, governo, indústria de locação de hardware com licenciamento e de ferramentas de comunicação, produtividade, tornando-se referência internacional. Entre as principais premiações estão de Design em Hannover, Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern) e reconhecimento de imagem (CFTV). Foi de Santa Rita do Sapucaí que saíram também equipamentos para o Sistema de Segurança Copa do Mundo 2014; bancos federais e privados brasileiros, e eletro médicos, para ter apenas uma rápida ideia do que acontece por lá.
A programação do 4º Fórum Brasilianas é a seguinte:
Polos tecnológicos em Minas Gerais
Realização Cemig e Brasilianas
Local: Santa Rita do Sapucaí
Data: 06 de Novembro
Horário: 14h – 18h
Abertura:
Luis Nassif, Jornalista Coordenador e Idealizador do Projeto Brasilianas
Etevaldo Lucas Queiroz, Superintendente de Comunicação Empresarial da Cemig
1º Painel – Ecossistemas de Inovação, Ciência e Tecnologia: O caso Santa Rita do Sapucaí
Roberto de Souza Pinto, Presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletroeletronicas e similares (Sindvel).
Marcelo de Oliveira Marques, Diretor Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) instituição de ensino precursora no empreendedorismo e relação educação-mercado.
2º Painel – A parceria UFMG/Codemig
Ricardo Wagner Righit de Toledo, Diretor de Fomento à Indústria de Alta Tecnologia da Codemig
Daniel Cunha Elias, Professor do Departamento de Física da UFMG, responsável pela produção da primeira planta piloto do Brasil para a produção de grafeno em escala industrial

7 comentários

    • Não se apaga incêndio jogando gasolina

      Por isso mesmo devemos fazer uma resistência produtiva, propositiva e não apenas reativa. Apenas a luz supera a treva. 

       

      Sampa/SP, 05/11/2018 – 21:35 

  1. A Natureza volta do exílio

     

    Não há como lutar contra o capitalismo e suas mazelas sem combater seu núcleo central: a exploração e a espoliação, igualmente perversas, de pessoas e da Natureza. Chegou na academia mas quanto tempo levará para ser pauta central da mídia progressista em sua vertente política?  E da militância dos valorosos trabalhadores e ativistas do MST, dos indígenas e agricultores familiares, todos e todas trabalhadore/as da Natureza, quanto tempo até chegar a/o cidadã/o comum como um assunto do seu interesse e responsabilidade? De “fetiche de ONG”, dos ecochatos e ecotrenders, de novo hype a novo campo de especialização acadêmica, o mundo pede pressa para que o glamour e o  novo nicho de empreendorismo sejam superados pela urgência da conscientização dos comuns e das comunas. 

    Midnight Oil – Beds are burning 

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=ejorQVy3m8E%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=ejorQVy3m8E

    TV BOITEMPO 

    Diálogos com Marx — ECOLOGIA | Michael Löwy, Sabrina Fernandes e Camila Moreno

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=21IzYwB9bTc%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=21IzYwB9bTc

     

    Programa Democracy Now! – Noam Chomsky: The Future of Organized Human Life Is At Risk Thanks to GOP’s Climate Change Denial (Noam Chomsky: O futuro da vida humana organizada está em risco graças ao negacionismo das mudanças climáticas pelo Partido Republicano).

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=0t-YiZGEtaQ%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=0t-YiZGEtaQ

     

    Sampa/SP, 05/11/2018 – 22:02 (alterado às 22:06 e 22:14). 

    • Teoria e prática (pequenas mudanças, grandes impactos)

      1 – No vídeo da TV Boitempo sobre Ecologia, a mesa está cheia de garrafas de água mineral feitas de plástico: já ajudaria muito se os organizadores do debate substituíssem as garrafas de água mineral por jarra com água potável da torneira ou filtro de barro – o brasileiro é considerado o mais eficiente do mundo! Tem coisas que dá pra mudar sem muito esforço ou desconforto, ou ao menos do tamanho que o pensamento abstrato costuma tornar maior que a realidade demonstra assim que uma atitude é tomada. Me lembro de uma ideia da madre Teresa de Calcutá quando era chamada para participar de encontros para combater a fome do mundo: ela dizia algo como “enquanto vocês discutem o assunto eu alimento os que estão com fome na calçada”.

      2 – Segue uma listinha de dicas (muitas eu já consigo adotar, outras são projetos ainda na teoria aguardando condições de serem postas em prática; se alguma(s) delas estiver(em) desatualizada(s), por favor, corrijam e me avisem!) que enviei para colegas e amigos via aplicativo de mensagem depois de uma reportagem encaminhada que falava de pesquisa europeia com descoberta de microplástico em fezes humanas. Depois do espanto de alguns, comecei minha pregação sobre a necessidade de reduzir o plástico nas atividades humanas, e a história se ampliou. Quando me arrependo de ações passadas, como o alto consumo de água mineral em garrafas plásticas, mesmo já me considerando “consciente e informada” sobre questões ambientais, vejo o quanto se fala demais do assunto na teoria mas muito pouco sobre as mudanças imediatas que podemos e devemos fazer, e que não são tão difíceis quanto parecem. Hábito é difícil de mudar e a questão ambiental é urgente, então o quanto antes pensar sobre o assunto e sobre nosso próprio comportamento, mais fácil e rápida a transição para uma vida menos predatória – não se trata de uma escolha, mas de uma imposição biológica, cultural, econômica e ambiental, em resumo, ecológica.

      O PLANETA DO QUAL DEPENDEMOS PARA VIVER (AR PURO, ÁGUA, ALIMENTOS) ESTÁ PEDINDO SOCORRO.

      Pare para pensar
      – se tudo que você consome é mesmo necessário
      – o que não for, não consuma
      – o que for, pense em alternativas que não agridam sua saúde nem o meio ambiente

      Exemplos:

      1 – Você precisa mesmo de todas as embalagens que usa?
      Troque a sacola de plástico por sacolas de pano ou as reutilizáveis (lembra da sacola de feira?) 

      Troque potes de plástico por potes de vidro, inox ou sacos de papel e carregue seu kit pessoal (talheres, copo e guardanapo de tecido). Parece trabalhoso mas é só questão de hábito. 

      Volte a usar carrinho para fazer compras no mercado e na feira, e não use mais embalagem para alimentos e produtos já embalados (a maioria dos alimentos na feira tem uma casca natural resistente, e assim como a maioria dos produtos do mercado, pode ser guardada diretamente no carrinho. Se precisar, solicite ou carregue caixas de papelão para o transporte).

      2 – Os substitutos infalíveis

      Garrafa de água – carregue sua própria garrafa reutilizável, de preferência de vidro ou metal não tóxico, e evite comprar fora de casa (economiza o ambiente e o seu dinheiro)

      Troque pilhas descartáveis por recarregáveis – sai muito mais barato, é mais prático e reduz resíduos tóxicos no ambiente e na sua saúde (as recarregáveis não custam caro e duram mais de 5 anos).

      Troque o xampu tradicional em embalagem plástica por xampu em barra em embalagem de pano ou papel (é mais barato, o cabelo fica mais bonito e limpo, não agride sua saúde nem o ambiente com resíduos tóxicos, não é difícil de achar, aumenta a praticidade por ser fácil de carregar em viagens e guardar em casa, rende mais que o tradicional).

      Troque seus cosméticos tradicionais (e seus resíduos tóxicos)  por naturais e orgânicos, não testados em animais, em embalagem de vidro ou metal. Aprenda receitas caseiras para hidratar, esfoliar, limpar, maquiar e cuidar da pele e dos cabelos. Procure, as alternativas já existem, não são muito mais caras e protegem sua saúde e a do ambiente. 

      Troque a escova de dentes com cabo de plástico por escova de bambu (o plástico demora mais de 100 anos para ser  decomposto na natureza, polui rios, mares e oceanos, já está sendo ingerido em micro partículas na comida e na água potável e causa graves danos à saúde humana e do ambiente). (adendo: E a pasta de dentes? Além das dicas da Bela Gil (cúrcuma e bicarbonato de sódio) já existem alternativas de creme em versões naturais e em embalagens sustentáveis (a que pretendo experimentar vem em numa minitigela de cerâmica embalada em caixa de papel)).    

      Troque fraldas descartáveis e absorventes íntimos por materiais feitos de pano (você sabe quanto tempo esses produtos levam para se decompor na natureza? Imagina como as pessoas faziam no tempo da vovó? A versão em pano já existe no mercado e pode ser feita em casa. Procure na internet e exercite seu talento artesanal).

      3 – Sempre é possível reduzir desperdício e descobrir formas de viver mais consciente

      – Compre apenas o que precise.

      – Reduza o lixo, separe materiais recicláveis e doe para cooperativas de catadores

      – Se o produto estiver embalado ou for consumido na hora da compra, prefira os que estão em vidro, metal, papel ou outro biodegradável (sorvete de casquinha comestível e não em potes plásticos, por exemplo). Evite produtos em embalagem plástica ou isopor.

      – Faça compostagem do lixo orgânico

      – Doe roupas e objetos em bom estado. Reutilize o que for possível em diferentes usos.

      – Antes de adquirir produtos novos ou descartar o que não precisa mais, avalie se não é mais rentável e ecológico doar, consertar ou trocar (pesquise na internet: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/04/mercado-de-venda-e-troca-de-produtos-usados-e-servicos-evolui-no-brasil.shtml )

      – Vá a mercados e lojas que vendem à granel e volte à feira. Leve suas próprias embalagens de pano, vidro, papel e fibras vegetais, e carrinho.

      – Reduza o gasto de água no banho (dermatologistas dizem que basta um banho de 5 minutos por dia), só abra chuveiro e torneira para umedecer e enxaguar (mantenha-os fechados enquanto ensaboa, escova ou executa procedimentos de limpeza que não precisem de água: a água doce do mundo está acabando)

      – Reutilize água do banho e da chuva para descarga no banheiro, lavagem de quintal, e onde mais sua rotina pedir

      – Só acenda luzes se necessário

      – Desligue da tomada aparelhos que não estejam sendo utilizados

      – Compre aparelhos que gastem pouca energia

      – Faça revisões nas redes de água e energia elétrica para consertar vazamentos

      – Pense em utilizar energia solar (está mais barato e já existe financiamento para projetos de pessoa física)

      – Encha sua vida de verde. Tenha jardim em casa, plante árvores onde for possível, tenha um vaso de planta no seu local de trabalho

      – Experimente cultivar uma horta caseira ou comunitária

      – Leve seu alimento de casa (é mais seguro, mais barato e mais prático). Evite comida industrializada e prefira alimentos frescos e naturais

      – Experimente alimentos orgânicos e agroecológicos. Eles são  o futuro da humanidade porque protegem a saúde humana (sem agrotóxicos, mais nutritivos) e do ambiente, e já são mais baratos (onde encontrar:

      https://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2017/10/comida-organica-mais-barata-e-para-mais-gente

      http://aao.org.br/aao/onde-encontrar-organicos.php

      https://emais.estadao.com.br/blogs/alimentos-organicos/organicos-sao-vendidos-a-preco-justo-em-nova-loja-no-centro-de-sao-paulo/?amp

      – Diminua ou elimine o consumo de carne. É possível ter boa alimentação sem ela. A produção de carne expõe os animais a maus tratos, degrada o ambiente (desmatamento para o pasto, alto consumo de água e emissão de gás metano que contribui para o aquecimento global) e não é necessária para a saúde humana.

      – Se precisar de canudinhos, use de inox, bambu ou papel. Cidades como o Rio de Janeiro (Brasil) e estados como a Califórnia (EUA) e o Rio Grande do Norte (Brasil) já proibiram o plástico de uso único como o canudinho.

      A Europa vai banir o plástico descartável. E o Brasil também segue esta tendência mundial.
       

      https://ciclovivo.com.br/planeta/desenvolvimento/senado-aprova-proibicao-de-plastico-descartavel-no-brasil/amp/

      https://www.dw.com/pt-br/uni%C3%A3o-europeia-avan%C3%A7a-para-banir-pl%C3%A1stico-descart%C3%A1vel/a-46027542 

      https://www1.folha.uol.com.br/colunas/maragama/2018/06/europa-anuncia-maior-plano-contra-plasticos-de-uso-unico-da-historia.shtml 

       

       

       

      – Adote animais de estimação. Faça a castração deles, e se tiver filhotes, castre antes de doar. Prefira ração sem conservantes, corantes e transgênicos.

      – Não abandone seu animal doente ou idoso. E se não puder cuidar, procure ongs e associações que ajudem a doar o animal a quem possa. Nunca o abandone nas ruas!

      (adendo:

      – Ande mais a pé e conheça sua cidade e seu bairro. Ponha o corpo, e as idéias, em movimento – contra todos os golpes, fantasmas e retrocessos. 

      – Converse com estranhos sobre a vida e sobre política, mas conheça e respeite seus limites, e os dos outros – muitas vezes apenas observar garante a lição e poupa aborrecimentos. 

      – Exercite o silêncio – quanto mais difícil, mais necessário.

      – Crie sua própria listinha de velhas novidades, deixe a “poesia fazer folia em sua vida”, rs.) 

      Precisamos de muito pouco para viver.

      Viva plenamente com menos consumo e desperdício. Viva em paz com a natureza. 

       

      Sampa/SP, 06/11/2018 – 16:52 (alterado às 16:58, 17:22, 18:01,  20:55 e 21:30).  

       

  2. Vale do Silício Brasileiro?

    Vale do Silício Brasileiro? Parece até piada.

    Enquanto o Brasil for capacho dos ianques, qualquer tentativa de revolução tecnológica em terras nacionais é um delírio.

    Por enquanto, nossa tecnologia vai se limitar a produzir “empreendedores” especializados em canais do Youtube.

  3. Capitalismo cibernético, nada de novo

     

    Canal RT America – Programa On Contact: Silicon Valley and The New Capitalism (o melhor programa do canal, com o excelente Chris Hedges – se não fosse a crise editorial no país, bem que seu recente livro sobre a queda do império ianque poderia ser lançado aqui, com entrevista do autor e sessão de autógrafos, se não fosse a queda da nossa democracia…). 

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=VWoNDwT96x0%5D

    https://www.youtube.com/watch?v=VWoNDwT96x0

     

    Sampa/SP, 06/11/2018 – 14:01 

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