Presidente criacionista da CAPES faz novo corte nas verbas de pesquisa

O MEC está usando de argumentos falsos para justificar a medida. Um deles é que os cortes não vão afetar ninguém, pois serão em cima de bolsas que não foram concedidas ainda. Ocorre que, contando com as bolsas, muitos pesquisadores deixaram o emprego e outras atividades aguardando a indicação e hoje estão sem as bolsas.

Em plena guerra contra o coranavirus, a CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) efetuou o segundo corte agressivo nas bolsas, em quatro semanas. O corte inicial foi ampliando, pegando todos os departamentos de universidades.

No caso da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, por exemplo, o departamento de Pneumologia – uma cadeira fundamental na guerra contra a coronavirus – recebeu corte de 80%.

Curiosamente, vários dos comunicados da CAPES vêm em papel timbrado da ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior).

Segundo a mensagem da CAPES às universidades, a orientação central foi do Ministro da Educação Abraham Weinstraub.

O MEC está usando de argumentos falsos para justificar a medida. Um deles é que os cortes não vão afetar ninguém, pois serão em cima de bolsas que não foram concedidas ainda. Ocorre que, contando com as bolsas, muitos pesquisadores deixaram o emprego e outras atividades aguardando a indicação e hoje estão sem as bolsas.

Dos programas de excelência das universidades, houve cortes de 12 a 15% das bolsas. Nos programas com notas mais baixas, cortes de 30%,

O diretor do CAPES é Benedito Guimarães Aguiar Neto, ex-reitor do Mackenzie e defensor da teoria do criacionismo.

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