4 de junho de 2026

Para ministra do TST, reforma trabalhista trará precarização

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Da Rede Brasil Atual

 
Em audiência na Câmara, Delaíde Alves Miranda Arantes afirmou que argumentos do governo contêm “grandes inverdades”. Deputados da base disseram que juízes trabalhistas estão distantes da realidade

Em nova audiência pública da comissão especial da Câmara que trata da reforma trabalhista, hoje (16), a ministra Delaíde Alves Miranda Arantes, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), afirmou que a proposta do governo trará precarização em vez de postos de trabalho. “Em lugar nenhum do mundo, as reformas geraram empregos; ao contrário, geraram a precarização de empregos”, disse a magistrada, para quem os argumentos do governo contêm “grandes inverdades”.

Outra “inverdade”, segundo ela, seria dizer que a legislação é obsoleta. A juíza afirmou que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) já teve 75% dos artigos alterados, preservando direitos básicos. Delaíde também contestou a afirmação de que a prevalência de acordos coletivos sobre a legislação seria benéfica aos trabalhadores.

De acordo com a ministra, o “negociado sobre o legislado” já existe, mas para negociar benefícios adicionais. “A saída para a crise tem que ser encontrada na economia, não na precarização do trabalho”, afirmou, vendo um momento político pouco apropriado para discutir uma reforma dessa natureza.

Delaíde também fez referência a um ataque do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), à Justiça do Trabalho, na semana passada, quando o deputado disse que esse ramo do Judiciário “nem deveria existir”. Ela citou artigo de outra ministra do TST, Kátia Magalhães Arruda, para quem o que não deveria existir seria “pobreza, discriminação, corrupção, intolerância, abuso de poder, autoridades que falam e agem contra os princípios e regras constitucionais”.

Parlamentares da base governista criticaram representantes da Justiça do Trabalho. O deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), por exemplo, afirmou que os juízes e o Ministério Público do Trabalho “estão distantes do Brasil real”. Já José Carlos Aleluia (DEM-BA) disse que os juízes têm “posição política” e tentam “tapar o sol com a peneira”.

Patrus Ananias rebateu, dizendo que posições políticas todos têm. Uns, segundo ele, defendendo os interesses “do grande capital” e outros, das “classes trabalhadoras”.

O relator do Projeto de Lei 6.787, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), disse que é preciso dar “segurança jurídica” às relações trabalhistas. O parecer deverá ser votado até o início de maio.

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4 Comentários
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  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    17 de março de 2017 12:55 pm

    Creio que a Ministra foi

    Creio que a Ministra foi generosa.

    A verdade é que com a liberação da terceirização ampla geral e irrestrita a escravidão se tornará uma realidade trágica principalmente na área rural, onde os latifundiários começarão a organizar empresas de locação de serviços para fornecer uns aos outros mão de obra cada vez mais barata. 

     

  2. jose carlos lima...

    17 de março de 2017 1:17 pm

    Sim, mas basta que o

    Sim, mas basta que o usurpador solte um pum e estará lá a Globo exibindo-o no JN para dizer que foi um foguete…kkk

  3. WG

    17 de março de 2017 1:44 pm

    A CLT deve ser simplificada,

    A CLT deve ser simplificada, desburocratizada, retirando milhares de normas que dificultam e encarecem a contratação e, na prática, não ajudam em nada o trabalhador. Com isso, reduz-se o tamanho da justiça do trabalho, sem reduzir os direitos trabalhistas. Mas a intenção da quadrilha no poder é estabelecer uma relação de semi-escravidão entre patrões e empregados. 

  4. Roberto Monteiro

    17 de março de 2017 2:14 pm

    Isto é o óbvio.

    Retirar o mínimo de garantias que o trabalhador tem para se defender do poder econômico é mais do que precarizar: é fragilizar ou até mesmo escravizar a massa trabalhadora desta nação.

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