Trabalhadores da Scania rejeitam proposta e entregam aviso de greve

 
Jornal GGN – Na tarde desta terça-feira (11), os trabalhadores da Scania, em São Bernardo do Campo (SP), aprovaram a entrega de aviso de greve para a montadora. Os funcionários rejeitaram a proposta de reajuste feita pela empresa, de 4% de aumento salarial, junto com abono. Os metalúrgicos pedem 9,62% para repor a inflação no período pelo INPC.
 
A campanha salarial ainda está em negociação somente na Scania, já que, nas outras montadoras, o reajuste já está previsto em acordos anteriores. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, 202.200 trabalhadores da base da FEM (Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos) estão em campanha salarial no Estado de São Paulo.

 

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7 comentários

  1. Poderiam condicionar o acordo

    Poderiam condicionar o acordo a algum tipo de retaliação da indústria ao capital especulativo…

    Sei lá, “aceitamos suas condições desde que a diretoria da Scania assuma posição crítica, expressão e ações, em relação a medidas deste governo relacionadas à Selic ou a políticas anti-produtivas”. Quem sabe outras indústrias aderissem? Afinal nesse “barco” estão operários mas também industriais…

      • A ideia não seria para a

        A ideia não seria para a Scania sozinha, e sim para a indústria como um todo. Junto com os empregados, empregadores pressionarem esse governo que aí está. Sem deixar, é claro, de manterem as lutas entre si. União contra um inimigo em comum: o capital especulativo.

        Conheço indústria estrangeira aqui estabelecida cuja rentabilidade na instalação brasileira é maior do que as plantas que detém em vários outros países, inclusive nas matrizes. E que, a título de contribuírem para o emprego local, mesmo com a rentabilidade alta, ainda têm direito a empréstimos pelo BNDES. Ou seja, têm dinheiro do estado consigo. Seja pelos empregos que oferece, seja pela dívida que detêm, seja por fazer a economia local rodar e até pelas divisas que trazem ao exportarem, a indústria tem poder de pressão sobre o governo. Se se juntarem entre si e aos seus empregados, repito, para esse fim e somente nesse episódio, poderão contribuir para nossa economia, não?

  2. No Japão em epocas de grave

    No Japão em epocas de grave crise os trabalhadores REDUZEM seus salarios para manter os empregos;

    Porque aqui não propõe redução de horas com redução proporcional de salarios?

    Os sindicatos parecem desligados do mundo real, pedir aumento com uma crise dessas.

    • O sindicato de SBC não está

      O sindicato de SBC não está  fora da realidade, ano passado os funcionários da Scania abriram mão do aumento de salário que já estava negociado com a empresa, ao invés dos 10% de INPC ficaram com 5%.

      Este ano a empresa não quer corrigir o INPC completo e nem dar estabilidade como todas as outras montadoras fizeram.

      Além disso existe o PPE que a Scania se recusa a aderir, não vejo erro nenhum do sindicato nesse caso.

    • Será que isso tem a ver com o

      Será que isso tem a ver com o fato de que, se aqui os salários dos trabalhadores nas grandes empresas não é lá nenhuma brastemp, os das empresas menores são mesmo salários de fome? De outra forma, será que o trabalhador da indústria no Japão – que, diga-se de passagem, tem boa parte de suas plantas industriais em outros países – faz isso porque pode e porque é dado cultural naquela sociedade uma relação menos injusta entre empregado e empregador do que aqui? Será que o Japão é um país tão conhecido por enormes desigualdades sócio-econômicas quanto o nosso país?

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